<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902</id><updated>2012-02-20T14:07:48.317-02:00</updated><category term='ilópolis'/><category term='museu'/><category term='rota romântica'/><category term='prédios'/><category term='cemitérios históricos'/><category term='são leopoldo'/><category term='demolição'/><category term='intervenções'/><category term='imagem sacra'/><category term='&quot;imigração alemã&quot;'/><category term='arquitetura'/><category term='cow parade'/><category term='fotos históricas'/><category term='imbé'/><category term='sugestões'/><category term='triunfo'/><category term='pesquisa'/><category term='picada café'/><category term='exposição'/><category term='comunicação'/><category term='plano diretor'/><category term='hamburgo velho'/><category term='mau exemplo'/><category term='cultura'/><category term='jaguarão'/><category term='linha nova'/><category term='três passos'/><category term='turismo'/><category term='aniversário'/><category term='canoas'/><category term='estilo eclético'/><category term='cemitérios alemães'/><category term='arquitetura moderna'/><category term='porto alegre'/><category term='enxaimel'/><category term='modernismo'/><category term='paisagem urbana'/><category term='santa tereza'/><category term='análise'/><category term='processo'/><category term='paisagem cultural'/><category term='praia'/><category term='sapiranga'/><category term='ivoti'/><category term='campo bom'/><category term='missões'/><category term='cemitérios teuto-gaúchos'/><category term='estilo missões'/><category term='deutschland'/><category term='torres'/><category term='antônio prado'/><category term='ntica'/><category term='&quot;santa maria do herval&quot;'/><category term='diretrizes urbanísticas'/><category term='apresentando'/><category term='sander'/><category term='nova petrópolis'/><category term='gramado'/><category term='contemporâneo'/><category term='arte cemiterial'/><category term='cidade'/><category term='litoral'/><category term='serra gaúcha'/><category term='animação'/><category term='blog'/><category term='bons exemplos'/><category term='imigração italiana'/><category term='imigração alemã'/><category term='crítica'/><category term='pelotas'/><category term='alto feliz'/><category term='dois irmãos'/><category term='art déco'/><category term='três coroas'/><category term='presidente lucena'/><category term='enxaimel fake'/><category term='cinema'/><category term='twitter'/><category term='teutônia'/><category term='opinião'/><category term='picada 48 alta'/><category term='novo hamburgo'/><category term='santo amaro'/><category term='cemitérios teuto-brasileiros'/><category term='inventário'/><title type='text'>Die Zeit</title><subtitle type='html'>História e Patrimônio Cultural do Rio Grande do Sul</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>39</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-8850387017812527296</id><published>2012-02-03T10:15:00.010-02:00</published><updated>2012-02-03T11:36:04.433-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><title type='text'>O risco do medíocre</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Após anos de discussões, estudos, algumas perdas irreparáveis durante a polêmica do processo, eventualmente alguns sítios históricos acabam sendo finalmente tombados. Agora reconhecidos oficialmente pelo poder público como portadores dos valores culturais que determinam a necessidade de sua preservação, estes bens passam à condição de tutelados, ficando qualquer intervenção projetada para o bem e seu entorno, passível de aprovação pelos setores competentes.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;As diretrizes e limitações para este tipo de intervenção não são de fácil definição. As leis de tombamento, em si, apenas determinam claramente que ficam proibidas intervenções que alterem ou impeçam a visibilidade de bens tombados. As demais orientações derivam de raciocínios mais sofisticados, e como nem tudo pode estar previsto pontualmente em lei, fica valendo o parecer do Instituto ou Comissão responsável (dependendo do nível administrativo). Os critérios mais comuns são conhecidos, pois costumam ser baseados em reconhecidas convenções internacionais, transcritas através das&lt;a href="http://www.icomos.org.br/002_001.html"&gt; cartas patrimoniais&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-AfndMbzJNpc/TyveHrRNOGI/AAAAAAAABOw/pMDbRchxhjU/s1600/DSC05840.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-AfndMbzJNpc/TyveHrRNOGI/AAAAAAAABOw/pMDbRchxhjU/s320/DSC05840.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704897576450209890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Réplicas como as até hoje incentivadas pela legislação municipal de Santo Antônio da Patrulha em pleno sítio histórico são felizmente rejeitadas pelas convenções internacionais, seguidas pelos órgãos estadual e federal. Neste município, porém, ainda falta o primeiro passo: o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tombamento &lt;/span&gt;do sítio histórico.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;br /&gt;O patrimônio cultural é um conceito muito plural para ser contido em regramentos únicos e pré-definidos. Portanto, por mais que se tente definir diretrizes gerais, cada caso sempre vai ser um caso único, cada sítio histórico ou bem tombado tem suas próprias características, suas motivações para o tombamento, sua dinâmica. Por isso, a inconsequente aplicação de diretrizes simplórias para aprovação de novas construções em áreas históricas pode ser desastrosa caso ignore a peculiaridade de cada situação. E o pior: corre-se o risco de banalizar uma paisagem cultural, através da implantação de elementos estilizados e medíocres, pensados de forma ingenuamente rasa para “não agredir o conjunto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nem 8, nem 80&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-oeDBAvhfnQc/TyvXqItCXQI/AAAAAAAABOM/KIagVVHdPkE/s1600/800px-Graz_Kunsthaus_vom_Schlossberg_20061126.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-oeDBAvhfnQc/TyvXqItCXQI/AAAAAAAABOM/KIagVVHdPkE/s320/800px-Graz_Kunsthaus_vom_Schlossberg_20061126.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704890471885724930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br style="font-style: italic; color: rgb(192, 192, 192);"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(192, 192, 192);"&gt;Kunsthaus Graz, o Museu de Arte Contemporânea da cidade austríaca de Graz. Fonte: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kunsthaus_Graz"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;b style="font-style: italic; color: rgb(192, 192, 192);"&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sustentamos que casos extremos nunca são saudáveis para a integridade de um conjunto. O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Kunsthaus Graz/‘Friendly Alien’ do Arq. Peter Cook&lt;/span&gt;, é um caso extremo, em que a arquitetura contemporânea é exagerada e gritantemente inadequada ao contexto, atraindo para si todos os olhares da paisagem. Sua qualidade arquitetônica individual pode ser bastante questionável, mas gera margem para discussão. Esta espetacularização do contemporâneo não costuma ser nosso maior problema por aqui: estamos habituados ao extremo oposto, novas construções que apresentam uma linguagem banal  e despojada de qualidade. Algumas, seguindo diretrizes de fenestrações e recuos, ou até de volumetria, mas que não passam de meras construções desprovidas de sentido arquitetônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso de tombamentos a nível municipal, a coisa banaliza-se ainda mais, já que as aprovações se dão por profissionais menos habituados com o tema. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É como se houvesse uma “regra oculta”, um parâmetro pelo qual alguns setores, principalmente no caso de nível municipal, seguem cegamente para aprovação de anexos e novas construções: &lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Branquinho, baixinho, recuadinho...”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. A intenção pode até ser nobre: não sobrepor os valores do sítio histórico, não chamar a atenção, não interferir na integridade do conjunto e não agredir a originalidade do sítio. Os resultados no entanto são catastróficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Rio Grande do Sul, destaca-se a quantidade de sítios históricos heterogêneos, onde a diversidade de estilos e a qualidade arquitetônica de diferentes épocas se complementam (Porto Alegre, Pelotas, Jaguarão, Hamburgo Velho, entre tantos outros exemplos). &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Trata-se de áreas que até então sempre caracterizaram-se por abrigar o que há de melhor na arquitetura de cada época. Não parece coerente nem compatível nestes contextos a mediocridade de uma intervenção sem traço, sem alma, sem valor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JhcChC6V-7Q/Tyva5PiNuII/AAAAAAAABOY/OnSrxisDoVg/s1600/DSC_3776.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-JhcChC6V-7Q/Tyva5PiNuII/AAAAAAAABOY/OnSrxisDoVg/s320/DSC_3776.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704894029952301186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;O modernismo legou obras interessantíssimas para o centro histórico de Jaguarão (RS), como o Cine Regente. A arquitetura contemporânea também pode trazer sua contribuição, sempre que respeitar seu entorno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente parece importante analisar não apenas a qualidade individual de cada intervenção solicitada, mas sua real pertinência dentro do sítio histórico. Certas agressões desmedidas, maquiadas pela “neutralidade”, são implantadas em bens históricos com o intuito de abrigar áreas de apoio específicas para determinado tipo de atividade que quer se desempenhar. Algumas vezes mutilações agressivas de partes consideradas ‘menos importantes’ são aprovadas e operadas, causando uma irreversível “erosão” no valor histórico da edificação e do sítio – alterações que não somam valores, apenas danificam valores pretéritos e por fim, aquele uso previsto eera volátil e desaparece de uma semana pra outra, deixando pra trás este eterno legado de perdas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos poucos casos de conjuntos homogêneos, como é o caso do Buraco do Diabo de&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Ivoti – RS&lt;/span&gt;, as intervenções tornam-se ainda mais problemáticas. Neste sítio, já existe uma divisão de lados – um lado da rua preservao conjunto prédios autênticos, todos enxaimel, e o outro apresenta sérios conflitos de compatibilidade, entre réplicas e prédios simplórios de apoio.&lt;br /&gt;&lt;niemeyer ouro="" preto=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/niemeyer&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Z2js3P0JMg4/Tyva5a1RdQI/AAAAAAAABOo/lrICDTRmYlI/s1600/DSC_8333.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Z2js3P0JMg4/Tyva5a1RdQI/AAAAAAAABOo/lrICDTRmYlI/s320/DSC_8333.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704894032985027842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;No entorno da Casa Schmitt-Presser, em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hamburgo Velho&lt;/span&gt;, as diretrizes para novas construções determinaram uma réplica volumétrica de uma casa histórica (em segundo plano na foto). Além de não harmonizar com o entorno, o prédio ainda perde em sua expressão individual, visto que as diretrizes conformaram uma "cópia piorada" de um prédio histórico, mas não cuidaram da manutenção do ritmo de fenestrações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;niemeyer ouro="" preto=""&gt;&lt;br /&gt;A qualidade individual da nova construção inserida em área histórica, é certamente um tema muito polêmico e complexo, passível de estudo caso a caso, e seria pretensioso tentar resolvê-lo aqui. Apenas deixamos o alerta do grande risco que consiste relegar uma área histórica a receber apenas novas construções vazias, desprovidas de sentido, de qualidade arquitetônica e mesmo de adequação ao entorno. Um bom projeto, que saiba tirar partido das características tradicionais da arquitetura local, das diretrizes de fenestrações e uso de materiais, que busque não se sobrepor mas também não se mostre medíocre, pode somar um novo valor ao sítio histórico, harmonizando-se com os demais valores e com a paisagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O risco do medíocre é tão grave que, talvez, seja tão danoso quanto o de construir reproduções, réplicas e fachadismo; erros já reconhecidos há décadas como prejudiciais. &lt;/span&gt;É claro que a nova arquitetura não deve se sobrepor ao entorno e desrespeitá-lo, destoando do conjunto. Mas também não podemos incentivar a mediocridade arquitetônica naquelas áreas que deveriam ser as mais densas em qualidade e valores culturais da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Luís Stocker Jr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/niemeyer&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-8850387017812527296?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/8850387017812527296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2012/02/o-risco-do-mediocre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/8850387017812527296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/8850387017812527296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2012/02/o-risco-do-mediocre.html' title='O risco do medíocre'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-AfndMbzJNpc/TyveHrRNOGI/AAAAAAAABOw/pMDbRchxhjU/s72-c/DSC05840.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-5529251964384178471</id><published>2012-01-24T18:31:00.016-02:00</published><updated>2012-01-25T10:38:19.525-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inventário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='campo bom'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='processo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mau exemplo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='demolição'/><title type='text'>Este blog está sendo processado.</title><content type='html'>Os autores deste blog estão sendo processados pela &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Prefeitura Municipal do Município de Campo Bom&lt;/span&gt; - RS, representada através da sua Procuradora Geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-cPneLDUdV1M/Tx8V487n7NI/AAAAAAAABMs/cC_qRnlsZ3E/s1600/diezeit.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 223px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-cPneLDUdV1M/Tx8V487n7NI/AAAAAAAABMs/cC_qRnlsZ3E/s320/diezeit.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701299721447402706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebemos com surpresa no final de 2011 uma liminar relativa ao texto "&lt;a href="http://dzeit.blogspot.com/2011/07/campo-bom-constroi.html"&gt;Campo Bom Destrói&lt;/a&gt;", publicado em 07 de julho de 2011. (&lt;span class="texto_geral"&gt;processo nº11100041551)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anexa, estavam as as alegações infundadas de que teríamos invadido (?) o site da Prefeitura e nos apoderado (?) do lema "Campo Bom Constrói", dotado do brasão municipal, e que estaríamos nos utilizando deste brasão em "proveito próprio" para atividades de acadêmico e fotógrafa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estarrecedor é que, antes de recorrer ao Juízo, foi feito um B.O. - Boletim de Ocorrência buscando criminalizar os autores deste blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As alegações do pedido de liminar muito nos surpreenderam, pois além de ser completamente desnecessário "invadir" um site para copiar uma imagem institucional, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;é praticamente impossível imaginar como estaríamos conseguindo tirando proveito pessoal de um texto educativo que visa a mobilização da comunidade pela valorização de seu legado&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, a coerência prevaleceu e a decisão da juíza que recebemos na liminar judicial cautelar solicitava  apenas a retirada das imagens em que eventualmente apareciam o brasão  municipal de Campo Bom,&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; o que foi prontamente cumprido assim que  recebidas as liminares&lt;/span&gt;. De fato, o brasão aparecia por coincidência e sem intenção ao lado da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;paródia&lt;/span&gt; que fizemos, "Campo Bom Destrói".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-eXuYXz-aado/ThXG-KfyyfI/AAAAAAAAAwQ/4qZ7I8qDl9w/s1600/0009s%2BCasa%2BGoedtel.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-eXuYXz-aado/ThXG-KfyyfI/AAAAAAAAAwQ/4qZ7I8qDl9w/s320/0009s%2BCasa%2BGoedtel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626622080741198322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;O vazio deixado pelo patrimônio cultural demolido, combinado com o silêncio que pretende-se impor sobre os que a este desmonte se opõe, é danoso para a identidade e auto-estima campo-bonense. O orgulho e comemoração da história &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;autêntica&lt;/span&gt; não merece ser substituída por meros ufanismos políticos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adoção deste contraponto "Campo Bom destrói" ao conhecido lema municipal "constrói" foi um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;recurso visual&lt;/span&gt; encontrado para chamar atenção à triste situação dos bens inventariados da cidade de Campo Bom. Contrapondo as obras que, sorridente, a cidade apresenta; com os escombros de sua história que deixa derrubar. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mais do que simplesmente disparar críticas, pesquisamos por mais de três anos a situação do patrimônio neste município e verificamos que mais de 12 prédios históricos inventariados já foram completamente demolidos&lt;/span&gt;, sem que fossem procedidas as medidas necessárias para salvaguarda deste acervo. O texto, difundido na internet, foi uma das formas encontradas para demonstrar que uma parte importante da identidade da cidade está indo por água abaixo, à revelia das disposições constitucionais. Mas nunca nos detivemos apenas na reclamação: já realizamos em 2009 uma &lt;a href="http://dzeit.blogspot.com/2009/06/varal-fotografico-campo-bom-legado.html"&gt;exposição fotográfica&lt;/a&gt; baseada em um projeto de educação patrimonial (&lt;a href="http://lattes.cnpq.br/2386257771968133"&gt;Campo Bom: Legado Cultural&lt;/a&gt;) , em que foram apresentados os bens históricos do município, bem como pesquisamos, apresentamos e publicamos uma série de &lt;a href="http://lattes.cnpq.br/2386257771968133"&gt;artigos científicos&lt;/a&gt; sobre a arquitetura do município em eventos e congressos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos surpreende que a atual administração também sinta-se disposta a trazer pra si toda a "culpa" da situação. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Afinal, sempre deixamos claro que trata-se de uma omissão colaborativa e cumulativa&lt;/span&gt;, em que a sociedade local e as sucessivas administrações não adotaram as medidas cabíveis para a preservação e tutela do patrimônio cultural inventariado. Nossos textos são e continuarão sendo uma das formas que adotamos para sensibilizar governos e sociedade para este tema tão importante quanto pouco debatido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se por um lado ficamos felizes em saber que representantes da administração municipal acompanham nosso blog, onde frequentemente denunciamos o histórico de descasos em diversos municípios - e infelizmente Campo Bom costuma ser um dos exemplos mais recorrentes, pela infinidade de exemplos - por outro nos causa estranhamento que a solução encontrada tenha sido um processo judicial&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; solicitando que a matéria veiculada fosse removida&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-7MDADL_vOzI/ThW9uwYOYXI/AAAAAAAAAtI/-xB7FFqRyIs/s1600/0004a%2BKleinkauf%2Bartigo.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-7MDADL_vOzI/ThW9uwYOYXI/AAAAAAAAAtI/-xB7FFqRyIs/s320/0004a%2BKleinkauf%2Bartigo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626611920427442546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192); font-style: italic;"&gt;Prédio inventariado demolido, apresentado no texto que a Administração Municipal quer tirar do ar, impedindo que a nova geração de campo bonenses possa desenvolver senso crítico a respeito da manutenção do patrimônio cultural, direito e dever constitucional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é assim que se resolve problemas de gestão do patrimônio cultural. Gostaríamos muito que, pelo contrário, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;houvesse um diálogo saudável entre prefeitura e a sociedade civil organizada&lt;/span&gt;, junto aos órgãos de preservação federal e estadual, numa demonstração de boa disposição a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;resolver os problemas &lt;/span&gt;por nós apontados, pois todos sempre foram devidamente embasados na legislação vigente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente a internet dá voz e vez àqueles que, dependendo das mídias  tradicionais, comprometidas com diversos outros interesses, estariam  fadados ao silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos completando quase três anos disseminando a importância da preservação do patrimônio cultural, objetivo máximo do blog, sempre expondo os bons e os maus exemplos que forem necessários para o entendimento do tema e sua apropriação pela comunidade. Nos motivam aqueles que nos acompanham, e também outras administrações municipais que, em contato com abordagens críticas que fizemos neste blog, tiveram a maturidade de buscar soluções e um debate mais aprofundado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-5529251964384178471?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/5529251964384178471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2012/01/este-blog-esta-sendo-processado.html#comment-form' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/5529251964384178471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/5529251964384178471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2012/01/este-blog-esta-sendo-processado.html' title='Este blog está sendo processado.'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-cPneLDUdV1M/Tx8V487n7NI/AAAAAAAABMs/cC_qRnlsZ3E/s72-c/diezeit.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-8883256001266107752</id><published>2011-12-29T13:09:00.007-02:00</published><updated>2011-12-29T14:21:50.835-02:00</updated><title type='text'>Demolição em Nova Hartz – Hora de repensar ações? Patrimônio Histórico e Cultural do Vale do Sinos, Encosta da Serra e Vale do Paranhana</title><content type='html'>&lt;span&gt;Neste final de ano, o meio cultural do Vale do Sinos foi abalado com a notícia da demolição de um bem histórico em processo de tombamento na cidade de Nova Hartz. O prédio já encontrava-se protegido pelas disposições do Plano Diretor da Cidade, por ser integrante do inventário do patrimônio cultural e devidamente mapeado no anexo do Plano. Construído na década de 20, estava há muito desvalorizado por seu entorno e algumas desfigurações da fachada, mas era um dos importantes resquícios históricos da área central da cidade que, com uma simples reciclagem arquitetônica, poderia ser utilizado para os mais diversos fins. O caso assusta, pois se não forem aplicadas as sanções previstas no Plano Diretor e no Código Ambiental, abrirá um triste precedente que pode possibilitar perdas muito mais lamentáveis na cidade. E também leva a pensar no problema da preservação no Vale do Sinos e região, motivação para as reflexões que seguem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-PGKKevAk_R4/TvyEpDdDGhI/AAAAAAAABLg/wdMNkz2WHeo/s1600/DSC_6388.jpg"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-PGKKevAk_R4/TvyEpDdDGhI/AAAAAAAABLg/wdMNkz2WHeo/s320/DSC_6388.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691569869926111762" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px; " border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;A casa em processo de tombamento demolida na última semana em Nova Hartz. Apesar de bastante modificada, era uma das últimas da malha urbana, o que justificava a importância de sua manutenção. (foto: Elis Regina Berndt / 2009)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O Patrimônio Histórico e Cultural curiosamente não integra a pauta diária das cidades do Vale do Sinos, Encosta da Serra e Paranhana. O caso é no mínimo estranho, considerando que suas antigas colônias abrigam um patrimônio riquíssimo e insubstituível, legado pela imigração alemã. São casas em técnica enxaimel, com peculiaridades que as tornam únicas em todo mundo; moinhos e atafonas, entre outras tipologias típicas locais. Tais edificações são suporte para a cultura imaterial composta pelo dialeto hunsrückisch, a culinária entre outros costumes passados de geração em geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, as iniciativas pela preservação deste patrimônio são pontuais e ineficientes, e encontram forte oposição popular. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A velha discussão “pra quê preservar” ainda é constantemente repetida, num círculo vicioso interminável, e ignorando que a preservação do patrimônio cultural já é definido como uma  obrigação dos poderes públicos colaborando com a sociedade desde a constituição de 1988. &lt;/span&gt; No Rio Grande do Sul, ainda existe disposição mais direcionada na Constituição Estadual. Essas discussões “chovem no molhado”, criam intrigas desnecessárias e equivalem a promover discussões intermináveis e seminários para conscientização da sociedade de que é errado matar, roubar, demonstrando longamente os motivos pelos quais essas agressões não devem ser cometidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância do patrimônio cultural é embasada num panorama amplo, tomando partido de conceitos de diferentes áreas. Existe o “direito” ao patrimônio cultural, que está incluído no mesmo direito ao meio ambiente, que é direito coletivo e difuso, típico da área judicial, e devidamente embasado na Constituição e nas leis promulgadas. Existe a importância sociológica do patrimônio cultural, como elemento que assegura a “identidade” cultural de determinados povos e locais. A importância social, porque portador de memórias coletivas. A importância “histórica” do patrimônio como documento e acesso ao passado, e que também se relaciona com a importância desta materialidade para o conhecimento da história da arquitetura. A relevância do patrimônio para o planejamento urbano, como estruturador de uma paisagem urbana dotada de significados e valores. A importância turística, justamente por ser o patrimônio portador de tantos valores e peculiaridades que, em conjunto com a paisagem natural, definem cada lugar como um espaço único. São muitos outros. Este conjunto de valores tão plurais talvez constituam num raciocínio muito sofisticado para um primeiro momento, e se perde na visão imediatista tão em voga, ficando inclusive escanteado nas discussões em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-1rGWR0ghxBE/TvyEpiCtGrI/AAAAAAAABLo/QZowzGhg42w/s1600/DSC_6532.jpg"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-1rGWR0ghxBE/TvyEpiCtGrI/AAAAAAAABLo/QZowzGhg42w/s320/DSC_6532.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691569878137117362" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px; " border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span&gt;Antigas atafonas como esta de Arroio da Bica, em Nova Hartz, correm sério risco de demolição caso se concretize a desmoralização do Plano Diretor - o que ocorrerá se não forem cumpridas as sanções previstas para demolições ilegais. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2009)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apesar da consagrada e reconhecida importância do tema para a própria qualidade de vida, praticamente todas as energias (e recursos) ainda são gastas no sentido de discussão e convencimento a respeito da preservação. Agrava o fato que este discurso normalmente é focado apenas no lado emocional e na importância da manutenção da memória dos antepassados, de valores afetivos, etc. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Numa sociedade de consumo, onde quem (des)educa continuamente é uma mídia voltada para a publicidade e para o imediatismo, é evidente que um conceito tão metafórico dificilmente encontre espaço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantas energias despendidas poderiam ser gastas numa discussão mais adequada ao momento atual: o problema da conservação do patrimônio cultural, das políticas de patrimônio, das ações que podem trazer benefícios à coletividade. Afinal, já fazem muitas décadas que felizmente o País optou pela preservação do seu patrimônio, sendo inclusive signatário de inúmeras convenções internacionais e aplicando conceitos dessas em suas leis e portarias dos institutos competentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, as energias desperdiçadas numa discussão inglória contra um mercado que obviamente quer o lucro absoluto acima de tudo (luta perdida, diga-se de passagem), pode se &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;focar o raciocínio no problema real que se apresenta&lt;/span&gt; – encontrar os meios para a conservação dos prédios, benefícios e motivações para os proprietários que os mantiverem em boas condições, diretrizes para intervenções e reciclagem de prédios históricos para novos usos, formas de incluir o patrimônio no futuro da cidade. Afinal, vivemos numa sociedade baseada no pacto constitucional, e esta Constituição &lt;span style="font-style:italic;"&gt;relativiza os direitos da propriedade privada à sua função social&lt;/span&gt;; e sendo o patrimônio cultural uma celebrada função social constante na mesma Constituição, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;qualquer discussão contrária à manutenção do patrimônio estará escapando do campo real e entrando numa sucessão de embates intermináveis entre gostos e vontades particulares, que em nada contribuem com o bem estar coletivo e com o interesse público&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos principais problemas que temos em mãos é criar instrumentos eficientes para declaração do patrimônio cultural como tal, de forma oficial, instituindo as punições e os benefícios relacionados a estas edificações. Antes de tudo, que o planejamento urbano que consiga suprir as necessidades e demandas do futuro, valorizando o legado pretérito. Projetar o futuro dos conjuntos históricos e dos bens isolados, potencializando ao máximo sua manutenção, para que possa trazer benefícios sociais, à paisagem urbana, ao turismo e à cultura de cada município. Uma educação patrimonial que não perca tempo ensinando o porquê preservar, mas sim que ensine a problematizar o papel da sociedade e sua relação com o patrimônio, e a enxergar com os próprios olhos estes valores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vE_DRMWlXhw/TvyEp058ZwI/AAAAAAAABMA/CheOybK2bNE/s1600/DSC_6632.jpg"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-vE_DRMWlXhw/TvyEp058ZwI/AAAAAAAABMA/CheOybK2bNE/s320/DSC_6632.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691569883200644866" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px; " border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span&gt;Conjunto histórico do Moinho Henkel do Arroio da Bica, em Nova Hartz (RS) (foto: Jorge Luís Stocker Jr/2011)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os municípios do Vale do Sinos e o Paranhana precisam acordar para o legado ímpar que receberam e que, erradicado, pode vir a transformar a região num mero “espaço”, onde as pessoas vivem porque ali trabalham e necessitam, mas não porque se identificam. Não podemos chegar ao ponto de uma vida social sem significado e que prenuncia a morte do espaço urbano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é novidade pra ninguém que normalmente o poder público é omisso nestas situações. Nestes casos quem deve tomar as rédeas é a própria sociedade - nós. Organizados, podemos cobrar dos órgãos responsáveis ou ainda agir por conta própria, atuando diretamente nas comunidades. Os maiores bons exemplos dos vales vem deste tipo de movimentação: tombamento da Casa Schmitt-Presser, em Hamburgo Velho, da Ponte de Ferro em São Leopoldo e do prédio da ACIT em Taquara, todas movimentações da sociedade articulada e conhecedora de seus direitos. Mas não podemos esquecer que essa “vanguarda” conquistou esses tombamentos há mais de 20 anos, e desde então, assistimos de forma passiva e em silêncio uma série de manifestações de descaso. A melhor educação patrimonial e meio de convencimento da população é por em prática a valorização do patrimônio cultural. É hora de trazer o assunto à pauta diária, não perder tempo com o “por quê preservar”, mas focar no problema legítimo: &lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;como &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-size:130%;"&gt;para quem&lt;/span&gt; preservar? &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Jorge Luís Stocker Jr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia também:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;a href="http://www.jornalnh.com.br/policia/364516/casa-em-processo-de-tombamento-e-demolida-em-nova-hartz.html"&gt; Reportagem &lt;/a&gt;do Jornal NH Virtual sobre a demolição em Nova Hartz.&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.novahartz.rs.gov.br/novo_site/img/arquivos/plano%20diretor%20fechado%202.pdf"&gt;Plano Diretor&lt;/a&gt; de Nova Hartz.&lt;br /&gt;- Mapa de&lt;a href="http://www.novahartz.rs.gov.br/novo_site/img/arquivos/PATRIMONIO%20HISTORICO%20E%20CULTURAL.pdf"&gt; interesse cultural &lt;/a&gt;onde a casa é listada.&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-8883256001266107752?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/8883256001266107752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/12/demolicao-em-nova-hartz-hora-de.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/8883256001266107752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/8883256001266107752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/12/demolicao-em-nova-hartz-hora-de.html' title='Demolição em Nova Hartz – Hora de repensar ações? Patrimônio Histórico e Cultural do Vale do Sinos, Encosta da Serra e Vale do Paranhana'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-PGKKevAk_R4/TvyEpDdDGhI/AAAAAAAABLg/wdMNkz2WHeo/s72-c/DSC_6388.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-6277699001365295651</id><published>2011-11-21T10:00:00.006-02:00</published><updated>2011-11-21T10:47:10.484-02:00</updated><title type='text'>SOCORRO! Patrimônio histórico em perigo – A casa da Praça 20 de Setembro em São Leopoldo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-CKBlqU6kgqE/TspCaZ72mJI/AAAAAAAABKs/HrL4_4PhroI/s1600/45558774.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 231px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-CKBlqU6kgqE/TspCaZ72mJI/AAAAAAAABKs/HrL4_4PhroI/s320/45558774.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677423301659891858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Velha conhecida da cidade, a casa eclética situada na esquina das ruas Saldanha da Gama com Osvaldo Aranha no centro de São Leopoldo sempre foi um marco referencial na história da cidade. A qualidade e delicadeza de sua modenatura, proporcional e bem desenhada, fazia um interessante contraste com outro prédio de inegável qualidade arquitetônica: a biblioteca pública, prédio modernista situado na Praça 20 de Setembro.&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Os dois prédios, de distintas épocas, são de qualidade ímpar dentro das limitações do período e dos seus respectivos programas de necessidades. Duas formas diferentes de conceber arquitetura que, com a proximidade de um olhar, podiam ser fruídos durante um mesmo passeio pela Praça 20 de Setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-cgA1Oa7csN4/TspB6Lpt3gI/AAAAAAAABKU/ufPnJwxqU9Q/s1600/DSC05609.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-cgA1Oa7csN4/TspB6Lpt3gI/AAAAAAAABKU/ufPnJwxqU9Q/s320/DSC05609.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677422748069912066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;A excelente localização desta casa eclética também ajudou a colocá-la em evidência: trabalhada em aula durante algumas disciplinas do curso arquitetura da Unisinos, foi recentemente tema de trabalho de conclusão de curso de uma acadêmica da mesma instituição. A cidade acostumou-se a conviver com aquela vetusta construção que, na dignidade de sua fachada marcada pela pátina do tempo, jamais pintada com cores extravagantes ou tintas inadequadas, mantinha-se ainda que abandonada como um marco importante para a comunidade capilé.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;As saliências das pilastras, que também ajudam a estruturar a fachada, e os demais ornamentos que emolduram as portas, janelas e principalmente a bela platibanda de frontão arredondado, através dos tempos juntaram tanta sujeira e fuligem quanto histórias e memórias. As casas antigas tem essa propriedade: elas não parecem “reter” a memória dentro de tantas reentrâncias e saliências?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Se os olhares de admiração asseguraram sua manutenção, não conseguiram assegurar contudo sua conservação. Muito degradada, a empresa de transportes coletivos proprietária do bem histórico decidiu solicitar sua demolição. O conselho de patrimônio foi sensato ao negar este pedido, visto que a casa além de tanta importância histórica, arquitetônica e social, está devidamente arrolada em um decreto municipal que impede sua demolição.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BuWNhWpBLHY/TspB5RzwxUI/AAAAAAAABJ4/6UtavOXBWjA/s1600/DSC05583.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-BuWNhWpBLHY/TspB5RzwxUI/AAAAAAAABJ4/6UtavOXBWjA/s320/DSC05583.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677422732542788930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Houve acionamento do Ministério Público, mas o caso vem se arrastando há meses. O pior aconteceu: primeiro o desmoronamento parcial do telhado, que já se encontrava em avançada degradação. Após décadas sem nenhum investimento para conservação, é até impressionante a resistência apresentada pelo prédio. Com o tempo, cai todo o telhado, e também o frontão que dava frente para a praça. Quantas memórias não caíram juntas com aquele elemento?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desde então, o bem agoniza a olhos vistos, diariamente. A casa, em um estado cada vez mais crítico, continua desmoronando, sem escoramento adequado para sua estrutura e sem proteção contra a incidência de chuvas. E principalmente: sofre a falta de luz para que consiga suportar as noites. Explica-se: é curiosamente apenas no breu noturno que as paredes costumam desabar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;A empresa proprietária segue com seu desejo de demolir o restante do imóvel, visando conseguir mais vagas para estacionamento. Não precisamos citar o quanto um muro branco abrigando vaga para um ônibus estacionado seria no mínimo impertinente em um ponto tão nobre e de frente para uma praça pública... E pior ainda, o quão grave seria perder este prédio histórico tão importante para a cidade? Abrindo mais um precedente que desmoraliza de vez a existência de uma legislação municipal e de um conselho de patrimônio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_ke1DtX9FKY/TspB6QuMRPI/AAAAAAAABKg/iJI2U2MIYts/s1600/DSC05594.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-_ke1DtX9FKY/TspB6QuMRPI/AAAAAAAABKg/iJI2U2MIYts/s320/DSC05594.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677422749430858994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Mas, que desfecho terá esta história? Os personagens em ação hoje são o tempo, implacável; a empresa proprietária e a promotoria de meio ambiente da cidade. Mas ainda faltam os principais protagonistas sempre que se fale de patrimônio cultural: a sociedade. Sociedade que é convocada pelo artigo 216 da Constituição a colaborar com o poder público pela preservação do patrimônio cultural. Sociedade que é “dona” do patrimônio cultural e dos valores intangíveis que estes bens imóveis são portadores. A população é a principal interessada na manutenção de sua história, de sua identidade, de sua paisagem urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HS-Xzl5A--0/TspB5oZMOuI/AAAAAAAABKM/znS_Hj2iM8c/s1600/DSC05588.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-HS-Xzl5A--0/TspB5oZMOuI/AAAAAAAABKM/znS_Hj2iM8c/s320/DSC05588.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677422738605357794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Recorrendo a pensamentos elitistas, podemos pensar que a população não está preparada para assumir um compromisso com seu patrimônio. De fato, hoje a população em geral não apenas está ocupada com o consumo, mas é incentivada a isso pela (des)educação continuada e diária da mídia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;No entanto, o grito de SOCORRO desta casa foi acolhido por 150 pessoas em apenas 2 dias de divulgação boca a boca. Lembramos que essas 150 pessoas também são sociedade. E que a luta continua a ser endossada por mais e mais pessoas, não só leopoldenses, mas brasileiros preocupados com a manutenção do patrimônio cultural.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-R0_kdSOgToA/TspB5A2WnZI/AAAAAAAABJw/NdrMMc1oRHg/s1600/DSC05581.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-R0_kdSOgToA/TspB5A2WnZI/AAAAAAAABJw/NdrMMc1oRHg/s320/DSC05581.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677422727990254994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O estado da casa é lamentável, mas ainda reversível. As partes caídas continuam rígidas e podem ser resgatadas. As ruínas podem ser consolidadas e devidamente restauradas. Não há dificuldades técnicas para a solução do caso: a única dificuldade é a falta que faz uma sociedade ativa, organizada e reivindicadora dos direitos coletivos e difusos. Uma sociedade que demonstre peso, que faça pressão para que valham estes direitos. Que veja que articular a preservação apenas por baixo dos panos não funciona, é preciso atuação transparente e às claras para que se possa congregar o máximo de indivíduos interessados. Penso que este é o caminho mais importante a ser trilhado, e é o que estamos tentando começar com este apelo. Ouçamos o grito de SOCORRO do nosso patrimônio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=saoleoph"&gt;ASSINE O ABAIXO ASSINADO EM DEFESA DA CASA DA PRAÇA 20 DE SETEMBRO &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CLICANDO AQUI.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jorge Luís Stocker Jr.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A foto de abertura é de autoria de&lt;a href="http://www.panoramio.com/photo/45558774"&gt; Sergio Matte&lt;/a&gt;. As demais são do autor em 20/11/2011.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-6277699001365295651?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/6277699001365295651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/11/socorro-patrimonio-historico-em-perigo.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/6277699001365295651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/6277699001365295651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/11/socorro-patrimonio-historico-em-perigo.html' title='SOCORRO! Patrimônio histórico em perigo – A casa da Praça 20 de Setembro em São Leopoldo'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-CKBlqU6kgqE/TspCaZ72mJI/AAAAAAAABKs/HrL4_4PhroI/s72-c/45558774.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-767572918820104309</id><published>2011-09-22T10:55:00.014-03:00</published><updated>2011-09-22T14:36:31.782-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='art déco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arquitetura'/><title type='text'>Um pouco do estilo Art Déco</title><content type='html'>A introdução da arquitetura moderna no Brasil foi mais lenta, gradual e pluralizante do que pode parecer num primeiro momento. No “pacote” de modernização da arquitetura, o estilo Art Déco desempenhou um papel importantíssimo, trazendo para a paisagem urbana exemplares com inéditos ares renovados, inaugurando a estética do moderno, em contraponto ao estilo academicista baseado no clássico que era praticado até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-0cqNPry1pCk/Tns_9msbM_I/AAAAAAAAA_8/px1h56TjaI0/s1600/P1010089.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-0cqNPry1pCk/Tns_9msbM_I/AAAAAAAAA_8/px1h56TjaI0/s320/P1010089.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655184084685239282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Centro de Saúde de Novo Hamburgo (RS), da década de 40. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Surgimento do Art Déco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início do século XX, as evoluções tecnológicas, principalmente da indústria, ocasionavam o sentimento de pertencer a uma época “moderna”, o que criou terreno para o surgimento de diferentes vertentes de arquitetura. As vanguardas arquitetônicas que vieram a gerar o que conhecemos como “Movimento Moderno”, porém, vinham repletas de uma carga ideológica mais complexa. Essas inovações conceituais e sociais, ideais de racionalização e o pleno uso das inovações técnicas não supriam a demanda da sociedade, que esperava uma arquitetura nova, mas com uma estética moderna de forma mais “festiva” e sem maiores pretensões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RRnpwV0Q2Cc/Tns_IhptP8I/AAAAAAAAA-8/CRyc3lidSVM/s1600/DSC_2205.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-RRnpwV0Q2Cc/Tns_IhptP8I/AAAAAAAAA-8/CRyc3lidSVM/s320/DSC_2205.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655183172798595010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Edifício Art Déco em Pelotas (RS). (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Art Déco encontra aí seu terreno, caracterizando-se como uma “decoração moderna”– uma arquitetura nova preocupada apenas com a estética, com as aparências, sem entrar na complexidade de uma revolução no modo de conceber a arquitetura. Seu surgimento é marcado pela Exposição Internacional das Artes Decorativas e Industriais Modernas de 1925, na França. A partir daí, foi difundido no mundo inteiro, sendo extensamente adotado nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O antagonismo entre as vanguardas do movimento moderno, que buscavam uma revolução mais profunda no modo de morar e mesmo de conceber as cidades; e o descompromissado Art Déco, que não apresentava rompimento considerável com a arquitetura pretérita, foi inevitável. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Le Corbusier &lt;/span&gt;em 1930 definia o Art Déco como "&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Este estilo 1925, besta, idiota, raplaplá que faz os medíocres ficarem babando de felicidade.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-iItCYDns8AA/Tns_gUF9KgI/AAAAAAAAA_s/H1eCOQ6NXRc/s1600/DSC_4863.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-iItCYDns8AA/Tns_gUF9KgI/AAAAAAAAA_s/H1eCOQ6NXRc/s320/DSC_4863.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655183581475842562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Cine Globo, em Três Passos (RS). A influência do Art Déco foi praticamente global, onde houvesse aglomeramentos urbanos. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O confronto repetiu-se em terras brasileiras a partir dos anos 30, quando a paisagem urbana nacional começa a apresentar as contradições típicas desta época, que alinhavam lado a lado edificações de vertentes beaux-arts (ecletismo tardio), neo-coloniais, modernistas de vanguarda, Art Déco e outras tendências minoritárias. Ao contrário do movimento moderno, que tinha pretensões sociais, não houve um "movimento Art Déco": o estilo era adotado conforme a conveniência, por arquitetos e construtores que também praticavam o neo-colonial espanhol, o eclético tardio, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-iMkGTrCTp_U/Tns_Ia-IeuI/AAAAAAAAA-s/oDNA2qvdIMM/s1600/DSC05018.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-iMkGTrCTp_U/Tns_Ia-IeuI/AAAAAAAAA-s/oDNA2qvdIMM/s320/DSC05018.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655183171005217506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Antigo Bar Olá Maracanã: Ares modernos no ambiente tradicional de Hamburgo Velho, em Novo Hamburgo (RS).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Art Déco no Rio Grande do Sul&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em terras gaúchas, apesar da existência de exemplares anteriores, a introdução estilo Art Déco é marcado pela&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Exposição do Centenário da Revolução Farroupilha em Porto Alegre&lt;/span&gt;, em 1935. A grande maioria dos pavilhões temporários construídos no atual Parque Farroupilha (que herdou o nome e parte do traçado da exposição) aplicava este estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zD3CpPmsu_U/TntQ0Lgk6EI/AAAAAAAABAc/Y-KMpnoQIbE/s1600/Arq_Comemorativa_0025.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 218px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-zD3CpPmsu_U/TntQ0Lgk6EI/AAAAAAAABAc/Y-KMpnoQIbE/s320/Arq_Comemorativa_0025.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655202614466635842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Os pavihões da Exposição do Centenário Farroupilha, a grande maioria em Art Déco. (fonte: Arquitetura Comemorativa: Exposição do Centenário Farroupilha)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dessa exposição, o estilo difundiu-se de forma rápida por todos os recantos do estado. O gosto “moderno”, a busca por linhas simples e geometrizantes, com a articulação eficiente da horizontalidade com a verticalidade, veio a calhar com o início da verticalização das cidades e  com a adoção de uma nova referência cultural: os Estados Unidos. A imitação do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;american way of life&lt;/span&gt;, difundido através do cinema e das publicações, sacramentou o estilo Art Déco. Sua influência foi por algum tempo quase que regra na arquitetura oficial, onde não encontrava a concorrência das vertentes neo-coloniais, que a nível local limitaram-se a arquitetura residencial. Os novos programas que surgiam, como os cinemas, também foram construídos majoritariamente no estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-0tt6lUAA91Y/Tns_fxoG83I/AAAAAAAAA_U/GCDra4bLXm0/s1600/DSC_3785.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-0tt6lUAA91Y/Tns_fxoG83I/AAAAAAAAA_U/GCDra4bLXm0/s320/DSC_3785.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655183572223849330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Grupo Escolar Joaquim Caetano da Silva, em Jaguarão (RS)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São muitos os exemplares de arquitetura oficial que passaram a difundir-se por todo o Brasil, sendo os mais difundidos, as sedes de agências dos Correios e Grupos Escolares Estaduais. Estes passavam a apresentar a arquitetura Art Déco quase como regra. As edificações públicas municipais deste período também são normalmente influenciadas por este estilo, sendo as obras municipais de Porto Alegre exemplares bastante típicos, projetados pelo Arq. Cristiano de La Pax Gelbert.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-XvNf3FeiX7E/Tns_9oIrfOI/AAAAAAAABAE/sPR3fR2r0f8/s1600/P1010148.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-XvNf3FeiX7E/Tns_9oIrfOI/AAAAAAAABAE/sPR3fR2r0f8/s320/P1010148.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655184085072182498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Grupo Escolar Visconde de São Leopoldo, em São Leopoldo (RS)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Típico deste estilo foi o revestimento com reboco de cimento penteado – “cirex”, com seu característico brilho quando nele incide a luz solar. Estes revestimentos devido a porosidade são de fácil degradação, ficando com aspecto sujo da fuligem que absorvem, e são pintados sem critérios com tintas comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-PK05C2tOPqo/Tns_gFbEcWI/AAAAAAAAA_c/8XkTS9KIsBA/s1600/DSC_3988.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-PK05C2tOPqo/Tns_gFbEcWI/AAAAAAAAA_c/8XkTS9KIsBA/s320/DSC_3988.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655183577537868130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Prédio Art Déco harmonicamente inserido no conjunto histórico de Jaguarão (RS). (Foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Art Déco como forma arquitetônica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-sEajiIaDo5g/Tns_ICb05aI/AAAAAAAAA-k/e1a0R6GaOOU/s1600/antiga_guaspari.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 253px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-sEajiIaDo5g/Tns_ICb05aI/AAAAAAAAA-k/e1a0R6GaOOU/s320/antiga_guaspari.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655183164418876834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102); font-style: italic;"&gt;O Edifício Guaspari em seu aspecto original.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Dentro do espírito da Exposição do Centenário Farroupilha, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Edifício Guaspari&lt;/span&gt;, projetado pelo arquiteto auto-didata Fernando Corona, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;marcou a introdução da estética moderna no espaço urbano consolidado de Porto Alegre&lt;/span&gt;. Com suas formas horizontalizadas e seus cantos arredondados, o prédio funcionou como uma literal porta de entrada da modernidade, situada no início da avenida Borges de Medeiros. O edifício, antes de receber um vizinho de maiores proporções, era responsável por criar uma eficiente transição entre a escala mais baixa das edificações públicas (Mercado público, Paço Municipal e o entorno da Praça XV) e o paredão de prédios altos que se ergueria em sua sequência poucas décadas depois. O paradigmático edifício poderia continuar desempenhando parcialmente essa função, se não estivesse completamente coberto por uma cortina metálica inexplicável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-a_54KGCQ0_Q/Tns_9x81-zI/AAAAAAAABAM/o4jxpjKp1A0/s1600/P1010244.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-a_54KGCQ0_Q/Tns_9x81-zI/AAAAAAAABAM/o4jxpjKp1A0/s320/P1010244.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655184087706893106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;O Guaspari inteiramente coberto com placas metálicas. Até quando? (Foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante verificar a abordagem madura do Edifício Guaspari, que aplica os preceitos compositivos do Art Déco utilizando volumetria e fenestrações como elementos marcantes. Esta abordagem mais tectônica também é encontrada na residência situada na &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rua Santa Terezinha, nº 200&lt;/span&gt;, projetada em 1932 por João Antônio Moreira Neto. Esta casa apresenta programa moderno com algumas inovações, como closet na suíte do casal, terraço, entre outras.&lt;br /&gt;Este tipo de construção é também conhecido por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;proto-moderno&lt;/span&gt;, por traduzir volumetricamente as inovações estéticas da modernidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-t7Ea29YCIag/Tns_IhbRRpI/AAAAAAAAA_E/YaYYjKS18ac/s1600/DSC_2777.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-t7Ea29YCIag/Tns_IhbRRpI/AAAAAAAAA_E/YaYYjKS18ac/s320/DSC_2777.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655183172738041490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Casa na Rua Santa Terezinha, 200, em Porto Alegre (RS). (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Déco como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;decoração &lt;/span&gt;moderna&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Art Déco mais tectônico, baseado em articulações volumétricas que evocam ares modernos e “navais”, é relativamente raro em terras gaúchas. No geral, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o estilo era aplicado puramente como decoração geometrizada de fachada&lt;/span&gt;, seguindo regras e proporções clássicas das escolas Beaux-Arts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-v1FS1MrdHCQ/Tns_fwNuauI/AAAAAAAAA_M/-vI3qV5TaSM/s1600/DSC_2974.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-v1FS1MrdHCQ/Tns_fwNuauI/AAAAAAAAA_M/-vI3qV5TaSM/s320/DSC_2974.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655183571844754146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Residência tradicional com fachada Art Déco em São Leopoldo (RS). (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, a fachada de pequenas edificações coloniais, que muitas vezes já tinham recebido algum tipo de decoração eclética, foram reformadas com a decoração Art Déco, trazendo novos ares para a paisagem urbana, deixando-a no entanto intocada em sua essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-e5AZTwqDFcU/Tns_gH0IK5I/AAAAAAAAA_k/2y_1nvbHX3A/s1600/DSC_4051.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-e5AZTwqDFcU/Tns_gH0IK5I/AAAAAAAAA_k/2y_1nvbHX3A/s320/DSC_4051.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655183578179840914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Casario eclético e/ou colonial de Jaguarão (RS), "convertido" em Art Déco. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este Art Déco meramente decorativo não é vazio de conteúdo: é preciso saber valorizar a qualidade estética das composições e, principalmente, a  importância destas reformas estéticas como portadoras de simbolismo, representando uma grande alteração cultural na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-MR9K2mtW_c0/Tns_9eR7hWI/AAAAAAAAA_0/_lTAX11cDYU/s1600/DSC_9290.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-MR9K2mtW_c0/Tns_9eR7hWI/AAAAAAAAA_0/_lTAX11cDYU/s320/DSC_9290.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655184082426627426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Barzinho Art Déco. No caso de Gramado (RS), trata-se de uma das únicas edificações autênticas da área central, em meio a tanto fachadismo falso enxaimel. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2009)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Art Déco como influência contemporânea&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, começaram a pipocar uma série de edificações contemporâneas que apropriaram-se do vocabulário formal do Art Déco. Renovado através de materiais de revestimento contemporâneos e de diferentes tipos de esquadrias, o “estilo” volta como roupagem para salas comerciais, sedes de bancos e até mesmo edifícios comerciais e residenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal qual múmias ressucitadas, e com a mesma premissa dos “neo-clássicos” que tem pouco de “neo”(novo) e muito menos de clássicos, esses edifícios “neo” Art Déco vem comprovar a decadência da produção arquitetônica atual. Na busca vazia por um vocabulário de ares “modernos”, alguns profissionais inocentemente apropriam-se em pleno século XXI de uma decoração “modernosa” usando curvas e jogo entre verticalidade e horizontalidade típicas do Déco, ignorando porém a dimensão cultural e o momento histórico completamente distintos. Se a&lt;span style="font-style: italic;"&gt; superficialidade&lt;/span&gt; do Déco encontrava contexto na sua origem histórica, como forma de exteriorizar o sentimento de modernidade sem que houvesse amparo tecnológico e conceitual suficiente para o "moderno de fato", a aplicação destas formas em dias atuais só podem culminar num mero &lt;span style="font-style: italic;"&gt;arremedo&lt;/span&gt; kitsch - bem afinado com o nosso mercado imobiliário fajuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leia também:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;-&lt;/span&gt;Arquitetura Comemorativa. A Exposição do Centenário Farroupilha - 1935. Catálogo do Projeto UniARQ - Pró-Reitoria de Extensão/UFRGS, 1999&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- SEGAWA, Hugo: Arquiteturas no brasil 1900-1990.  São Paulo: Ediusp, 1999. 2ª Edição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- WEIMER, Günter: Arquitetura Modernista em Porto Alegre entra 1930 e  1945. Porto Alegre: Unidade Editorial de Porto Alegre, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/5138"&gt;A modernidade na Av. Farrapos - Simone Pretto Ruschel&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-767572918820104309?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/767572918820104309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/09/um-pouco-do-estilo-art-deco.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/767572918820104309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/767572918820104309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/09/um-pouco-do-estilo-art-deco.html' title='Um pouco do estilo Art Déco'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-0cqNPry1pCk/Tns_9msbM_I/AAAAAAAAA_8/px1h56TjaI0/s72-c/P1010089.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-3089333367237075146</id><published>2011-09-05T11:43:00.023-03:00</published><updated>2011-09-05T17:24:21.606-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paisagem urbana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paisagem cultural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jaguarão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arquitetura'/><title type='text'>Vivenciando os espaços em Jaguarão (RS)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-d48Ny8vAL74/TmTzfMLlz8I/AAAAAAAAA6g/OcaoHmmTSXk/s1600/DSC_3420.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-d48Ny8vAL74/TmTzfMLlz8I/AAAAAAAAA6g/OcaoHmmTSXk/s320/DSC_3420.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648907549800779714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-style: italic;"&gt;Ponte internacional Mauá, entre Jaguarão (RS Brasil) e Rio Branco (Uruguai).&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt; (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;A cidade de &lt;b&gt;Jaguarão&lt;/b&gt; (RS) situa-se no sul do estado, e faz divisa com Rio Branco - Uruguai, limitada pelo Rio Jaguarão e conectada pela Ponte Internacional Mauá. Sua história e economia sempre esteve relacionada a sua situação fronteiriça, baseada nas guarnições militares e nas facilidades do transporte fluvial pelo rio Jaguarão. O longo período de decadência econômica, pelo qual boa parte da região sul do Estado tem passado, tem sido revertida aos poucos. Nesta cidade, um dos fatores é a proximidade com os &lt;i&gt;free-shops&lt;/i&gt; na cidade uruguaia vizinha, para onde afluem diariamente centenas de brasileiros em busca dos preços mais acessíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-r6uuOuIr27s/TmT2HEGd4HI/AAAAAAAAA94/XWH8Lsa8Wfg/s1600/DSC_4074.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-r6uuOuIr27s/TmT2HEGd4HI/AAAAAAAAA94/XWH8Lsa8Wfg/s320/DSC_4074.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648910433849827442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Conjunto histórico no centro de Jaguarão (RS). (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Esse rápido retorno dos olhares para Jaguarão acabou revelando o "tesouro esquecido" que a cidade ainda guarda: seus muitos conjuntos históricos urbanos. São mais de 800 edificações, a maior parte delas construídas no estilo eclético, distribuídas por todas as ruas de uma malha urbana em tabuleiro de xadrez. A inclusão da cidade no PAC das cidades históricas a partir de 2009 já oportunizou uma série de restaurações. O &lt;b&gt;tombamento federal do IPHAN&lt;/b&gt; em 2011, embora tenha chegado após algumas perdas irreparáveis nos principais conjuntos,  deve garantir continuidade do legado, o reconhecimento de sua heterogeneidade e a manutenção da escala horizontal destas áreas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Embora tenha exemplares representativos de diversos períodos, a maior parte do patrimônio cultural jaguarense é relativo a segunda metade do século XIX, caracterizado pelos &lt;b&gt;casarões ecléticos de porão alto&lt;/b&gt;. Esses casarões ainda são os elementos estruturadores da paisagem urbana de Jaguarão. Seu ritmo de fenestrações, a escala horizontalizada, e a implantação característica, ocupando o alinhamento dos lotes e criando uma continuidade de cheios e vazios, torna a paisagem urbana de Jaguarão bastante harmônica. Interessante verificar que mesmo um das edificações mais altas e significativas, o &lt;b&gt;Theatro Esperança&lt;/b&gt;, buscava respeitar o padrão do conjunto, com a construção do volume mais alto recuado em relação à rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8oMuoAURtic/TmT0Kz-70ZI/AAAAAAAAA7I/0W35CSddOdA/s1600/DSC_3638.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-8oMuoAURtic/TmT0Kz-70ZI/AAAAAAAAA7I/0W35CSddOdA/s320/DSC_3638.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648908299219489170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-style: italic;"&gt;O Theatro Esperança, cujo volume principal se eleva recuado em relação à rua, mantendo a harmonia de escalas. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;O assoalho dos casarões ecléticos de porão alto era construído em uma cota bastante elevada em relação ao passeio público, o que criava a necessidade de um espaço peculiar no projeto: o &lt;b&gt;vestíbulo&lt;/b&gt;. Trata-se de um pequeno hall de entrada onde fica abrigada a escadaria que dá acesso a um patamar, no qual encontram-se três portas que dão acesso a diferentes dependências da residência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;A continuidade da utilização destes vestíbulos nos dias atuais configura uma peculiaridade muito interessante. Passeando pelas ruas, &lt;b&gt;é comum encontrar muitas portas abertas, convidativas, revelando um pouco do espaço interno da edificação&lt;/b&gt;. É uma valiosa oportunidade de conhecer alguns aspectos dos interiores das casas, como os forros e rodaforros decorados, as pinturas murais, as escaiolas, os lustres e as portas internas esculpidas em madeira. Detalhes importantes que normalmente passam despercebidos e que são difíceis de apreciar mesmo em grandes cidades históricas, já que a arquitetura civil privada costuma ser vista apenas por seu aspecto externo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Em Jaguarão, e&lt;b&gt;stes vestíbulos abertos acabam configurando um curioso caso de espaço coberto "público-privado"&lt;/b&gt;. Funcionam como uma continuidade das calçadas, visto que estas portas abrem de frente para elas, diretamente para a rua. As campainhas, por exemplo, estão situadas geralmente na parte de dentro destes vestíbulos, e são acessadas após a subida das escadarias. Em prédios de propriedade da administração municipal, a caracterização deste espaço como de uso público é ainda mais marcante: encontramos até mesmo telefones ("orelhões") instalados nesta parte interna da residência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-v_9v3S2PTAU/TmT1vLEleZI/AAAAAAAAA9Y/ZxPsDCH_GrU/s1600/DSC_3984.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-v_9v3S2PTAU/TmT1vLEleZI/AAAAAAAAA9Y/ZxPsDCH_GrU/s320/DSC_3984.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648910023404124562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--pxEsq187-Q/TmT1utYSneI/AAAAAAAAA9A/vNxOtNndiC0/s1600/DSC_3922.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/--pxEsq187-Q/TmT1utYSneI/AAAAAAAAA9A/vNxOtNndiC0/s320/DSC_3922.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648910015433711074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-x2Vnsdthj68/TmT1ukhoTmI/AAAAAAAAA9I/p9UEhJbDvG0/s1600/DSC_3944.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-x2Vnsdthj68/TmT1ukhoTmI/AAAAAAAAA9I/p9UEhJbDvG0/s320/DSC_3944.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648910013056962146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-UXzJKN8kef8/TmT1YfDyiWI/AAAAAAAAA8o/kgaVbg8t9hM/s1600/DSC_3910.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-UXzJKN8kef8/TmT1YfDyiWI/AAAAAAAAA8o/kgaVbg8t9hM/s320/DSC_3910.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648909633632504162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-bjHvL6BBo0M/TmT1YISh3lI/AAAAAAAAA8Y/K8wUruQUPuo/s1600/DSC_3892.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-bjHvL6BBo0M/TmT1YISh3lI/AAAAAAAAA8Y/K8wUruQUPuo/s320/DSC_3892.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648909627520310866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-No-jDqqmPC4/TmT1Y4kJl8I/AAAAAAAAA84/e7yP222vj40/s1600/DSC_3919.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-No-jDqqmPC4/TmT1Y4kJl8I/AAAAAAAAA84/e7yP222vj40/s320/DSC_3919.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648909640479119298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xdMEQSEm-ao/TmT054wxNhI/AAAAAAAAA8I/ChjDN370w8c/s1600/DSC_3885.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-xdMEQSEm-ao/TmT054wxNhI/AAAAAAAAA8I/ChjDN370w8c/s320/DSC_3885.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648909107956102674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3SIFob2KKbQ/TmT2GnMhfQI/AAAAAAAAA9o/1d53KQVb6mA/s1600/DSC_4027.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-3SIFob2KKbQ/TmT2GnMhfQI/AAAAAAAAA9o/1d53KQVb6mA/s320/DSC_4027.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648910426090601730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-lotfn2Zh1AQ/TmT05c3iXFI/AAAAAAAAA74/h8r7AvxZpgg/s1600/DSC_3841.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-lotfn2Zh1AQ/TmT05c3iXFI/AAAAAAAAA74/h8r7AvxZpgg/s320/DSC_3841.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648909100468296786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6n2WlXmWAjA/TmT0Luo-6oI/AAAAAAAAA7o/2jF4v9HBgXU/s1600/DSC_3827.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-6n2WlXmWAjA/TmT0Luo-6oI/AAAAAAAAA7o/2jF4v9HBgXU/s320/DSC_3827.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648908314965109378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vRzBi-EZKA0/TmT0LFf58PI/AAAAAAAAA7Y/K_fv07PKo1g/s1600/DSC_3654.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-vRzBi-EZKA0/TmT0LFf58PI/AAAAAAAAA7Y/K_fv07PKo1g/s320/DSC_3654.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648908303921180914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vFN3RDpjeKc/TmTzgPqBctI/AAAAAAAAA64/HrUy2DsraQA/s1600/DSC_3606.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-vFN3RDpjeKc/TmTzgPqBctI/AAAAAAAAA64/HrUy2DsraQA/s320/DSC_3606.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648907567913595602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Alguns vestíbulos de casarões ecléticos de porão alto em Jaguarão (RS). (fotos: Jorge Luís Stocker Jr./2011)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Desta forma, a beleza de Jaguarão é complementada pela oportunidade de apreciação e &lt;b&gt;vivência de espaços interiores&lt;/b&gt;, o que torna a experiência de passear pelas ruas da cidade ainda mais intensa. Além da incomparável paisagem urbana característica, vivenciada através da apreciação das fachadas e das paisagens por elas constituídas, o acervo de Jaguarão ainda é peculiar por oportunizar o conhecimento do tratamento dos espaços interiores mesmo de edificações particulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ixYY9eS44SU/TmT2G7UPQiI/AAAAAAAAA9w/GNfu0O6DwVc/s1600/DSC_4060.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ixYY9eS44SU/TmT2G7UPQiI/AAAAAAAAA9w/GNfu0O6DwVc/s320/DSC_4060.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648910431491670562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-FbP-KwhARHQ/TmT2HePoiRI/AAAAAAAAA-I/S3PG83yEvXk/s1600/DSC_4159.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-FbP-KwhARHQ/TmT2HePoiRI/AAAAAAAAA-I/S3PG83yEvXk/s320/DSC_4159.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648910440867596562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-9XMzmfDh0Ss/TmT1u4C4gfI/AAAAAAAAA9Q/qHI93QD9iq8/s1600/DSC_3982.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-9XMzmfDh0Ss/TmT1u4C4gfI/AAAAAAAAA9Q/qHI93QD9iq8/s320/DSC_3982.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648910018296709618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-HeqZajYXuWo/TmT1veahdgI/AAAAAAAAA9g/lodjDDz5RLo/s1600/DSC_4025.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-HeqZajYXuWo/TmT1veahdgI/AAAAAAAAA9g/lodjDDz5RLo/s320/DSC_4025.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648910028596409858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-H22gbtdFHRQ/TmT1YnhJi6I/AAAAAAAAA8w/BRSHBhTDvUs/s1600/DSC_3914.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-H22gbtdFHRQ/TmT1YnhJi6I/AAAAAAAAA8w/BRSHBhTDvUs/s320/DSC_3914.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648909635903130530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-gR6E5mBwSPI/TmT1YG_g6KI/AAAAAAAAA8g/wTj6merDvGE/s1600/DSC_3909.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-gR6E5mBwSPI/TmT1YG_g6KI/AAAAAAAAA8g/wTj6merDvGE/s320/DSC_3909.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648909627172120738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Cub5x-d8JBo/TmT05l3fFTI/AAAAAAAAA8A/aAVilPonYRk/s1600/DSC_3881.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Cub5x-d8JBo/TmT05l3fFTI/AAAAAAAAA8A/aAVilPonYRk/s320/DSC_3881.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648909102884001074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Q2ZPN1wMXbU/TmT0K0cRKyI/AAAAAAAAA7Q/NxuhWmeoiks/s1600/DSC_3649.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Q2ZPN1wMXbU/TmT0K0cRKyI/AAAAAAAAA7Q/NxuhWmeoiks/s320/DSC_3649.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648908299342523170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-tc4jIX7aYPU/TmTzftUTqII/AAAAAAAAA6w/bPJcu3J0uy0/s1600/DSC_3603.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-tc4jIX7aYPU/TmTzftUTqII/AAAAAAAAA6w/bPJcu3J0uy0/s320/DSC_3603.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648907558695708802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Portas abertas em prédios ecléticos de porão alto em Jaguarão (RS). (fotos: Jorge Luís Stocker Jr./2011)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Valorizando o passado e pensando Jaguarão para o futuro&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-VcG97OaXigA/TmT2rBwoObI/AAAAAAAAA-Q/52M9CXuuZRw/s1600/DSC_4262.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-VcG97OaXigA/TmT2rBwoObI/AAAAAAAAA-Q/52M9CXuuZRw/s320/DSC_4262.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648911051696650674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Antiga Enfermaria Militar, futuro Centro de Interpretação do Pampa - prédio tombado pelo IPHAE-RS. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-style: italic;"&gt;(foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Com poucas mas bem planejadas iniciativas, Jaguarão poderá vir a se tornar um importante destino para o turismo cultural no Rio Grande do Sul. O apelo do turismo de compras no município vizinho pode à primeira vista não parecer compatível com a visitação cultural, mas já mostrou-se válido para o reconhecimento da cidade.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; O interesse da administração pública local em promover a cultura e a valorização do patrimônio histórico do município é sem precedentes&lt;/span&gt;, e certamente trará bons frutos, como o futuro Centro de Interpretação do Pampa, projetado pelo escritório Brasil Arquitetura. Este poderá se tornar mais uma grande referência na arquitetura do Rio Grande do Sul, assim como tornou-se o Museu do Pão de Ilópolis, dos mesmos autores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-JOUy34_yyww/TmTzfZ-WH3I/AAAAAAAAA6o/wirayObVZlw/s1600/DSC_3495.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-JOUy34_yyww/TmTzfZ-WH3I/AAAAAAAAA6o/wirayObVZlw/s320/DSC_3495.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648907553503321970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Mercado Público de Jaguarão (RS) - (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Q3DqOuJK-aQ/TmT2rO8MMuI/AAAAAAAAA-Y/MPVKlW3Yock/s1600/DSC_4300.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Q3DqOuJK-aQ/TmT2rO8MMuI/AAAAAAAAA-Y/MPVKlW3Yock/s320/DSC_4300.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648911055234806498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Estação Ferroviária de Jaguarão (RS)  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-style: italic;"&gt;(foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;Agora que está devidamente protegido o centro histórico, além da restauração dos bens nele situados, como o Mercado Público, a cidade ainda tem pontos isolados importantes para pensar e valorizar. Não pode ser destinada ao abandono a &lt;b&gt;Estação Ferroviária&lt;/b&gt; e seu entorno, que curiosamente não integra nenhuma das áreas de interesse cultural traçadas, e nem aparece nos roteiros culturais. Situada no limiar da malha urbana em uma área aberta que tem tanto potencial quanto risco de ser mal utilizada, precisa ser pensada com urgência. Não podemos esquecer que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a especulação imobiliária foi expulsa do centro histórico pelo tombamento, mas pode ser transferida para outros locais de forma destrutiva&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ESZgDq9vY6A/TmT2HZ4CxJI/AAAAAAAAA-A/sWsJjovOL1s/s1600/DSC_4112.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ESZgDq9vY6A/TmT2HZ4CxJI/AAAAAAAAA-A/sWsJjovOL1s/s320/DSC_4112.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648910439694910610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-style: italic;"&gt;A quadra em frente a orla do Rio Jaguarão encontra-se bastante degradada. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;A vista da quadra que faz frente à orla da cidade, visível também a partir da ponte, encontra-se bastante danificada pela desfiguração das fachadas. Essa degradação é responsável por uma&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; péssima primeira impressão do local&lt;/span&gt;, mas felizmente, é reversível. O ritmo de fenestrações pode ser recuperado, pois foi parcialmente mantido ou pode ser encontrado atrás do reboco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt; &lt;/span&gt;De qualquer forma, Jaguarão tal como se encontra já é parada obrigatória para qualquer turista que queira vivenciar um pouco do patrimônio cultural gaúcho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-3089333367237075146?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/3089333367237075146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/09/vivenciando-os-espacos-em-jaguarao-rs.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/3089333367237075146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/3089333367237075146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/09/vivenciando-os-espacos-em-jaguarao-rs.html' title='Vivenciando os espaços em Jaguarão (RS)'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-d48Ny8vAL74/TmTzfMLlz8I/AAAAAAAAA6g/OcaoHmmTSXk/s72-c/DSC_3420.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-1160005236479832298</id><published>2011-08-30T17:01:00.015-03:00</published><updated>2011-08-30T21:13:24.197-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pelotas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='presidente lucena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estilo missões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dois irmãos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hamburgo velho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='três passos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='são leopoldo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='porto alegre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arquitetura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='torres'/><title type='text'>Um pouco do Estilo Missões</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Okr6pLIHswg/Tl1DGnpBLAI/AAAAAAAAA6E/8KdRXswMaoA/s1600/P1010079.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Okr6pLIHswg/Tl1DGnpBLAI/AAAAAAAAA6E/8KdRXswMaoA/s320/P1010079.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646743288791772162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Porta de casarão muito bem conservado em São Leopoldo (RS). Está indicado para preservação por um decreto, em um raro caso de consideração deste estilo numa listagem oficial. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr./2008)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Brega, cenográfico, exagerado, descontextualizado. Estes são apenas alguns dos adjetivos normalmente atribuídos a um estilo arquitetônico que pode ser definido por “estilo Missões”. Na mesma vertente neo-colonial também figura o “neo-colonial hispânico”, “hispano-americano” ou “espanhol”, na época conhecidos como “estilo mexicano” e “bungalows californianos”. Este misto de diferentes influências no geral busca imitar esteticamente o estilo das missões espanholas no méxico, e mais tarde, a arquitetura civil destas colônias, cujo revival teve muita difusão na Califórnia-EUA.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GxUwBnQA4B4/Tl1CWYufb6I/AAAAAAAAA5c/w7ffeKTljl8/s1600/DSC_2775.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-GxUwBnQA4B4/Tl1CWYufb6I/AAAAAAAAA5c/w7ffeKTljl8/s320/DSC_2775.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646742460154474402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Frontão do Palacete Herbert Von Brixen-Montzel (1932), projetado por João Antônio Monteiro Neto, na rua Santa Terezinha 201, em Porto Alegre (RS) (Foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                      O nome do “estilo missões” vem de sua denominação norte-americana: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Missions Revival&lt;/span&gt;. Sua origem nos Estados Unidos remonta a década de 1890. Mais tarde o repertório visual evoluiu para o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Spanish Colonial Revival&lt;/span&gt;, que além das missões inspirava-se também na arquitetura residencial das colônias espanholas, e até mesmo para o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pueblo Revival&lt;/span&gt;, que imitava construções simples dos pueblos mexicanos e que aparentemente não desembarcou por aqui.&lt;br /&gt;                      No Brasil, difundiu-se principalmente após a contraditória década de 30, que coincidiu com o início da penetração dos ideais modernista, Art Déco e outros minoritários. O estilo teve direito até a uma versão local: o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;neo-colonial brasileiro&lt;/span&gt;, que buscava a releitura das construções tradicionais luso-brasileiras. Este, porém, teve pouca ou nenhuma penetração no Rio Grande do Sul. Talvez por influência da proximidade física e cultural com a região platina, os gaúchos adotaram as edificações chamadas à época de “mexicanas”, em detrimento a sua versão brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-bVziFzL9Z-4/Tl1DF6oJfnI/AAAAAAAAA5s/SmTtJVqvoUQ/s1600/DSC_3040.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-bVziFzL9Z-4/Tl1DF6oJfnI/AAAAAAAAA5s/SmTtJVqvoUQ/s320/DSC_3040.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646743276708527730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Exemplar em Presidente Lucena (RS) demonstra a penetração do estilo mesmo em localidades mais isoladas. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                      As edificações influenciadas por alguma vertente deste estilo marcaram a paisagem urbana residencial brasileira, pois tiveram sua época de ouro em que dominaram boa parte da produção. Porto Alegre teve bairros inteiros influenciados pelo estilo, como o Petrópolis e Vila Assunção. No segundo, até mesmo a igreja do bairro foi construída nestes parâmetros, algo relativamente raro. Em outros locais também moradias de interesse social foram construídas com esse estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Z4dv1mLGqBI/Tl1CU4_XDaI/AAAAAAAAA48/3weklMYiv7I/s1600/_DSC9347.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Z4dv1mLGqBI/Tl1CU4_XDaI/AAAAAAAAA48/3weklMYiv7I/s320/_DSC9347.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646742434455424418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Igreja Nossa Senhora da Assunção, em Vila Assunção - Porto Alegre (RS), influenciada pelo estilo, mas sincretizado com os arcos góticos. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;É patrimônio?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                      A oposição acadêmica ao estilo missões e suas vertentes, que impede sua patrimonialização, é fundamentada em diversos argumentos, alguns bastante plausíveis. O primeiro deles é a completa &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;desvinculação da realidade brasileira&lt;/span&gt; – trata-se de um estilo onde a “maquiagem”/decoração é pensada sem aplicação das proporções e regras de composição clássicas. Isto torna o estilo missões bastante “cenográfico”, pois seu aspecto está vinculado a uma realidade cultural completamente distinta. Este argumento desqualifica a qualidade do projeto arquitetônico, que aparenta ser mero produto imobiliário, resultante de uma “moda” que carecia de vinculação com a história local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-VCJJtsX3B0M/Tl1L5IlPboI/AAAAAAAAA6U/PN5bTECuq2Q/s1600/03.11.2007%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-VCJJtsX3B0M/Tl1L5IlPboI/AAAAAAAAA6U/PN5bTECuq2Q/s320/03.11.2007%2B2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646752952720780930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Exemplar inventariado como patrimônio cultural em 1996 pela prefeitura, em Campo Bom (RS). Infelizmente, o inventário nesta cidade não quer dizer muita coisa, pois demolições são autorizadas sem sequer consultá-lo. De qualquer forma, mostra a preocupação em preservar esse importante período, enquanto se tinha a ilusão de que o inventário serviria para alguma finalidade. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr. / 2008)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                      O segundo argumento mais usado é a data de construção relativamente recente dos exemplares. Embora o estilo originalmente tenha surgido no final do séc. XIX, seus exemplares brasileiros alcançaram até o mais tardar dos anos 60. Por algum motivo, aparentemente existe sub-entendida uma data “cabalística” estabelecida pelo senso comum para proteção de patrimônio cultural – costuma-se selecionar apenas edificações anteriores a 1940. Aos poucos, felizmente, esses critérios estão sendo substituídos por uma visão mais fundamentada e baseada na história local de cada cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-gSas3W-Y1oo/Tl1DGKNLBeI/AAAAAAAAA50/hR91_jPtthc/s1600/DSC_4855.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-gSas3W-Y1oo/Tl1DGKNLBeI/AAAAAAAAA50/hR91_jPtthc/s320/DSC_4855.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646743280890349026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102); font-style: italic;"&gt;Exemplar em Três Passos (RS). Este tipo de construção pode ser encontrado em praticamente qualquer cidade, em menor ou maior proporção. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E por que não?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                      Não iremos fazer aqui uma defesa categórica e ampla do estilo missões, pois acreditamos que mesmo a valorização desse tipo de edificação também passa pela compreensão de sua debilitada dimensão cultural. Reconhecemos a coerência dos argumentos que comprovam deficiências teóricas deste estilo, que realmente tinha uma conotação bastante cenográfica, mas acreditamos que cada caso deva ser visto com muito cuidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                      Os  valores que definem um bem de interesse cultural são muitos. A definição de patrimônio cultural implica numa visão ampla, que não considere apenas os critérios de “relevância arquitetônica” (típico da análise de projeto e sua vinculação com correntes teóricas) e de “história” (típica da história positivista,  que exalta grandes eventos ou personagens importantes que a edificação pode ter abrigado). Existe uma série de outros valores possíveis, como o técnico (construção com técnicas construtivas peculiares), paisagístico (formação de conjuntos ou paisagens urbanas juntamente com outros prédios ou entorno natural), funcional (edificação simbólica de um uso consagrado), social (reconhecimento popular do valor da edificação) entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DnpcL5yyuSQ/Tl1CVuxGcdI/AAAAAAAAA5M/ZQBFa9Xk43U/s1600/DSC_2639.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-DnpcL5yyuSQ/Tl1CVuxGcdI/AAAAAAAAA5M/ZQBFa9Xk43U/s320/DSC_2639.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646742448891130322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Interessante residência de Pelotas (RS). (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                      O estilo missões e suas tendências representam um capítulo importante na história da arquitetura brasileira, e na própria &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;história cultural do país&lt;/span&gt;. Juntamente com o Art Déco e com os outros revivals, ele marca o cenário que envolve o durante e o pós Segunda Guerra Mundial, e a adoção da cultura norte-americana como parâmetro, em detrimento aos modelos europeus típicos Beaux-Arts seguidos fielmente até então. A ampla penetração que o “bungalow californiano” teve pode de fato não relacionar-se com a história da arquitetura pretérita local, mas foi representativa de uma nova “realidade cultural” do pós-guerra onde, bem ou mal, o predomínio da indústria automobilística, do cinema holywoodiano e dos usos e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;costumes norte-americanos passaram a ser referência&lt;/span&gt;. É, juntamente com o Art Déco e o modernismo, marcante da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"globalização" dos modelos de construção&lt;/span&gt; em todo Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Pv-Ht4sxkMY/Tl1CVGTVl7I/AAAAAAAAA5E/-SUgRlCtI6E/s1600/DSC_0650.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Pv-Ht4sxkMY/Tl1CVGTVl7I/AAAAAAAAA5E/-SUgRlCtI6E/s320/DSC_0650.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646742438028875698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Casa de veraneio típica de Torres (RS), uma das poucas que sobreviveram à pressão imobiliária. Sem proteção nem perspectivas, tem os dias contados. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2009)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                      Também é importante ressaltar o valor do estilo missões para a história da arquitetura e do design brasileiro. O estilo, como toda “tendência”, foi acompanhado de todo um esforço industrial para a produção de peças compatíveis com sua linguagem. A edificação era pensada em conjunto com a mureta, portão, luminárias, garagens como corpos separados, jardins, mobiliário e esquadrias específicas. O papel do arquiteto deixava de ser apenas o de projeto da edificação em si , para se extender a arquitetura de interiores e paisagismo – esse aspecto “moderno”dos estilos difundidos nos anos 30 é frequentemente ignorado e atribuído apenas ao modernismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                      Em muitas localidades, também foi o estilo missões o primeiro a introduzir uma série de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;inovações na construção&lt;/span&gt;, como o uso de concreto armado. Também ampliou a valorização da salubridade no projeto dos ambientes, propondo amplos recuos em relação aos limites do lote e da rua, a abertura de grandes janelas para circulação de ar e iluminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                      Como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;paisagem urbana&lt;/span&gt;, alguns exemplares são importantes por integrarem conjuntos homogêneos de edificações unifamiliares construídas com a mesma linguagem. A qualidade desses ambientes urbanos enquanto conjuntos não deveria ser desconsiderada, pois relaciona-se diretamente com a qualidade de vida dos bairros. Alguns elementos dessas edificações acabaram tornando-se marcos urbanos, o que é o caso principalmente de algumas torres que marcam esquinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Co6JmVDPn-g/Tl1CVs5tANI/AAAAAAAAA5U/YzuJtXaPzmw/s1600/DSC_2659.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Co6JmVDPn-g/Tl1CVs5tANI/AAAAAAAAA5U/YzuJtXaPzmw/s320/DSC_2659.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646742448390340818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102); font-style: italic;"&gt;Casa situada em Hamburgo Velho, sítio histórico de Novo Hamburgo (RS), determinante para o perfil heterogêneo do bairro (foto: Jorge Luís Stocker Jr. / 2011)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                      A&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;inserção em sítios histórico&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;s&lt;/span&gt; também é importante, mesmo acompanhados de edificações de diferentes épocas, pois além de representar um período, é completamente compatível com a paisagem urbana tradicional e com o modelo tradicional de parcelamento do solo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XBs-9SQywrA/Tl1DGQfrYuI/AAAAAAAAA58/XGfgNyfkWyE/s1600/DSC_8858.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-XBs-9SQywrA/Tl1DGQfrYuI/AAAAAAAAA58/XGfgNyfkWyE/s320/DSC_8858.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646743282578580194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-style: italic;"&gt;Pequena residência em Dois Irmãos (RS). (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2009)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                       Acreditamos que estas qualidades, bem como outras que podem surgir ao analisar com sensibilidade e critérios cada caso, devem ser levadas em consideração antes de simplesmente descartar edificações construídas neste estilo de inventários de patrimônio cultural. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Verdades prontas não podem ser implantadas sem problematização&lt;/span&gt;, sob o risco de perdas irreparáveis, como já aconteceu com a arquitetura tradicional luso-brasileira e com o estilo eclético, alvos de preconceitos em diferentes períodos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Luís Stocker Jr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leia também:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- SEGAWA, Hugo: Arquiteturas no brasil 1900-1990.  São Paulo: Ediusp, 1999. 2ª Edição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- WEIMER, Günter: Arquitetura Modernista em Porto Alegre entra 1930 e 1945. Porto Alegre: Unidade Editorial de Porto Alegre, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O estilo missões &lt;a href="http://www.piratininga.org/estilo-missoes/estilo-missoes.htm"&gt;em São Paulo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://abrampa.jusbrasil.com.br/noticias/2807558/liminar-proibe-demolicao-de-imovel-em-juiz-de-fora-mg"&gt;Recente liminar &lt;/a&gt;que proíbe demolição de um casarão neo-colonial hispano-americano em Juiz de Fora - MG - um caso raro e aparentemente único até então. Os conceitos estão mudando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*adicionado&lt;/span&gt;- Conjunto de casarões que seriam demolidos pelo Colégio Santo Agostinho, alguns em estilo missões, serão tombados e restaurados em Belo Horizonte: Links: [&lt;a href="http://www.hojeemdia.com.br/cmlink/hoje-em-dia/minas/restaurac-o-salva-casar-es-da-avenida-amazonas-1.198469"&gt;1&lt;/a&gt;  |&lt;a href="http://juniadiniz.blogspot.com/2011/02/colegio-santo-agostinho-ira-recuperar.html"&gt; 2&lt;/a&gt; |  &lt;a href="http://www.skyscrapercity.com/showpost.php?p=66715633&amp;amp;postcount=29"&gt;3&lt;/a&gt;]. Os conceitos estão mudando mesmo!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-1160005236479832298?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/1160005236479832298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/08/um-pouco-do-estilo-missoes.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/1160005236479832298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/1160005236479832298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/08/um-pouco-do-estilo-missoes.html' title='Um pouco do Estilo Missões'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Okr6pLIHswg/Tl1DGnpBLAI/AAAAAAAAA6E/8KdRXswMaoA/s72-c/P1010079.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-1128873491053807737</id><published>2011-08-22T12:37:00.022-03:00</published><updated>2011-08-23T16:51:45.580-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sugestões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diretrizes urbanísticas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imigração alemã'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='são leopoldo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='plano diretor'/><title type='text'>São Leopoldo (RS) e o potencial dos sítios históricos informais</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-yQNitCVdgac/TlJ8Ioju1vI/AAAAAAAAA4I/4bmLkOS1ZFA/s1600/DSC_3120.jpg"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-yQNitCVdgac/TlJ8Ioju1vI/AAAAAAAAA4I/4bmLkOS1ZFA/s320/DSC_3120.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643709770816739058" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-yQNitCVdgac/TlJ8Ioju1vI/AAAAAAAAA4I/4bmLkOS1ZFA/s1600/DSC_3120.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);" class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;Conjunto histórico não tombado na entrada de São Leopoldo (RS): aguardando valorização. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;O patrimônio cultural não é apenas aquele tombado pelos institutos federal, estadual e municipal. O tombamento apenas declara oficialmente o valor do bem e o comprometimento do poder público em ajudar a mantê-lo. Por falta de vontade política, existem em nossas cidades centenas de potenciais “patrimônios culturais” não oficializados. São edificações isoladas ou mesmo sítios históricos informais que conservam-se minimamente, à revelia dos departamentos e leis preservacionistas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Inseridos hoje na lógica de mercado, são meros objetos imobiliários aos quais aplica-se a legislação genérica de índices de aproveitamento, taxa de ocupação, etc. A valorização dos imóveis prenuncia o breve desaparecimento destes bens tão significativos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Para esta breve análise, tomaremos como exemplo a cidade de&lt;b&gt; São Leopoldo&lt;/b&gt; (RS). Antiga sede administrativa das colônias alemãs vinculadas ao governo imperial, tem uma história bastante vinculada a imigração. Seu valor simbólico lhe rendeu, ano passado, o título oficial de “&lt;b&gt;Berço da Imigração Alemã&lt;/b&gt;”. O traçado ubano da área central da cidade, quase em tabuleiro de xadrez (um pouco irregular), data da fundação do povoamento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://s153.photobucket.com/albums/s204/thesapox/?action=view&amp;amp;current=RuaMuseu.gif" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i153.photobucket.com/albums/s204/thesapox/RuaMuseu.gif" alt="Photobucket" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;No entorno do Museu do Trem, um conjunto interessante onde bastariam diretrizes simples de fenestrações pra valorizar o entorno da antiga estação, uma área consagrada na história da cidade. Os dois prédios&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; com as janelas e portas já completamente desfigurados&lt;/span&gt;, poderiam receber aberturas adequadas aos anseios do comércio e, ao mesmo tempo, adequadas ao ritmo de fenestrações típico da rua. O exemplar Art Déco em primeiro plano precisaria entrar na lista de preservação, que hoje o ignora. (Foto e montagem: Jorge Luís Stocker Jr./2011)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt; Percorrendo as ruas da área central de São Leopoldo, percebe-se uma nítida &lt;b&gt;fragmentação da paisagem urbana&lt;/b&gt;. Os zoneamentos extremamente permissivos continuam priorizando a verticalização da área central, no traçado tradicional que não comporta o trânsito excessivo trazido pela densificação. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-4t1JKocmAbM/TlJ6jFLQVSI/AAAAAAAAA3Y/J0EwQxFJvYM/s1600/DSC_2971.jpg"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-4t1JKocmAbM/TlJ6jFLQVSI/AAAAAAAAA3Y/J0EwQxFJvYM/s320/DSC_2971.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643708026152047906" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Conjunto sucateado no entorno imediato do Museu do Trem: falta de planejamento integrado. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Trocando em miúdos: a malha urbana continua a mesma dos tempos coloniais, onde recebia orientações do código de posturas e estava adequada aos pequenos casarios e sobrados. Mas nestes mesmos espaços, o próprio plano diretor incentiva, através do seu &lt;i&gt;desplanejamento&lt;/i&gt; urbano, a ocupação massiva e verticalizada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;A cidade tradicional desaparece, devorada pelo caos. A mera especulação financeira é aplicada sem restrições e sem sensatez. &lt;b&gt;Definitivamente, não se está construindo uma cidade para o futuro.&lt;/b&gt; Constrói-se a decadência e a obsolência do amanhã, através desta preocupação apenas com o hoje, aplicando modelos de desenvolvimento ultrapassados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-kZhfSY0FF1M/TlJ7Ge1RU3I/AAAAAAAAA4A/f93RK-8oK20/s1600/DSC_3074.jpg"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-kZhfSY0FF1M/TlJ7Ge1RU3I/AAAAAAAAA4A/f93RK-8oK20/s320/DSC_3074.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643708634334581618" style="cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(153, 153, 153); font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Claro conflito de escalas em São Leopoldo. O patrimônio "ficou sobrando". (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Nota-se o mesmo processo que ocorre em grande parte das nossas cidades: o mercado imobiliário, hoje importante pilar econômico, precisa &lt;i&gt;girar&lt;/i&gt;, e trabalha constantemente na criação e re-criação de demandas e de necessidades. É insuflada na população a necessidade da troca constante de casas e apartamentos. A justificativa mais comum é a da &lt;b&gt;insegurança  - que curiosamente, é uma consequência criada justamente por esse processo&lt;/b&gt;. A população não apenas muda-se de uma residência para um apartamento (ou condomínio fechado), mas muda-se constantemente também de um apartamento ao outro, novo e recém-construído, como uma forma de reafirmação do status social. O apartamento antigo passa para as &lt;span style="font-style: italic;"&gt;classes inferiores&lt;/span&gt;, as residências, passam à obsolência e por estarem no início deste ciclo, entram na fila para a demolição.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;O modelo atual de preservação&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;O modelo “desesperado” adotado pelo poder público de São Leopoldo há alguns anos atrás,  foi decretar uma listagem simplificada de “&lt;a href="http://www.leismunicipais.com.br/cgi-local/showingimg.pl?a=a&amp;amp;number=4428&amp;amp;year=2005&amp;amp;typ=d&amp;amp;city=S%E3o%20Leopoldo&amp;amp;state=RS&amp;amp;est="&gt;indicação para preservação&lt;/a&gt;”. Este documento selecionou certas edificações por seu valor e visava garantir sua continuidade. Foi uma medida louvável para preservar emergencialmente as casas listadas, enquanto não havia tempo hábil e recursos para contratação de um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Inventário&lt;/span&gt;, como recomenda a legislação estadual.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Desconhecemos os critérios que nortearam esta seleção, e por isso não entraremos neste mérito. Mas, por termos percebido a não inclusão de uma série de edificações interessantes, consideramos importante para uma futura revisão e oficialização na forma de &lt;b&gt;Inventário do Patrimônio Cultural,&lt;/b&gt; a consideração de que o valor de um bem histórico vai além da sua qualidade arquitetônica, ou de ter sido palco de episódios históricos representativos. A valoração também advém de uma série de outros valores, como o &lt;b&gt;técnico&lt;/b&gt; (construção com técnicas construtivas peculiares), &lt;b&gt;paisagístico&lt;/b&gt; (formação de conjuntos ou paisagens urbanas juntamente com outros prédios ou entorno natural),&lt;b&gt; funcional&lt;/b&gt; (edificação simbólica de um uso consagrado),  entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-z3QRppTLoSE/TlJ7GbPKXQI/AAAAAAAAA34/YL2vovQJUW8/s1600/DSC_3049.jpg"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-z3QRppTLoSE/TlJ7GbPKXQI/AAAAAAAAA34/YL2vovQJUW8/s320/DSC_3049.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643708633369435394" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Durante a visita com o Amigos do Morro do Espelho, encontramos este bem relacionado na lista como indicado para preservação, completamente desfigurado. (foto: Jorge Luís Stocker Jr.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Por termos encontrado algumas edificações listadas já completamente desfiguradas ou demolidas, é possível concluir sem medo que esta política de preservação já foi ultrapassada há muito tempo pelas artimanhas do mercado imobiliário. E pior, ela entra em conflito direto com o próprio Plano Diretor da cidade. &lt;b&gt;Ao permitir construções com altíssimos IA e TO em ruas onde situam-se grande parte dos bens indicados para preservação, a própria administração pública sugere a obsolência dos bens que julga adequado preservar&lt;/b&gt;, desvalorizando a ambientação do seu entorno e acirrando a especulação do próprio lote onde se situam.  &lt;b&gt;O processo acaba na inevitável demolição do bem histórico, pois tira o sentido de sua preservação e causa a obsolência de seu uso.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;O potencial ainda existente&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-ls37K5AugHw/TlKAlbsHChI/AAAAAAAAA4o/O45rT9KQrTg/s1600/DSC_3135.jpg"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-ls37K5AugHw/TlKAlbsHChI/AAAAAAAAA4o/O45rT9KQrTg/s320/DSC_3135.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643714663624935954" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(102, 102, 102); font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Entrada da cidade, visual tradicional marcada pela torre neogótica. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;A erradicação da cidade tradicional entra em conflito direto com as perspectivas locais de tornar-se referência cultural, atrativo turístico integrante da Rota Romântica e de fato “um berço da colonização alemã”. Apesar deste inglório processo em andamento, ainda é possível encontrar resquícios da cidade tradicional. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Ao longo das ruas Lindolfo Collor, José Bonifácio e Marquês do Herval, por exemplo, encontramos uma série de conjuntos ainda harmônicos em suas escalas e usos. Na entrada da cidade, o conjunto &lt;a href="http://dzeit.blogspot.com/2011/01/sao-leopoldo-rs-esta-sumindo-todo-vapor.html"&gt;que será agredido pelo novo centro administrativo&lt;/a&gt; praticamente define São Leopoldo há mais de cem anos - a qualidade do conjunto é tanta que parece tratar-se de um dos poucos espaços históricos capazes de gerar&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; imaginabilidade&lt;/span&gt;, segundo critérios de Kevin Lynch (pois evocam uma imagem forte). Com o correto mapeamento destas áreas remanescentes, e com a aplicação de&lt;b&gt; critérios adequados de preservação&lt;/b&gt;, poderiam se tornar áreas modelo para a cidade. A delimitação de sítios históricos potencializaria a reconstrução da identidade leopoldense (ou manutenção dos resquícios dela).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-jSAljCT0edU/TlJ7GEMqqzI/AAAAAAAAA3w/5jllhJzecU0/s1600/DSC_3021.jpg"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-jSAljCT0edU/TlJ7GEMqqzI/AAAAAAAAA3w/5jllhJzecU0/s320/DSC_3021.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643708627184954162" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(102, 102, 102); font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Encontro de bens históricos na Rua Lindolfo Collor. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Não se trata de congelar a cidade, mas de planejá-la corretamente. Os critérios são simples e amplamente adotadas em legislações municipais de sítios históricos. Pode-se, &lt;i&gt;por exemplo&lt;/i&gt;, classificar as edificações em níveis de preservação:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;P1 – &lt;/b&gt;Nível de preservação máximo. Edificações indicadas para tombamento, portadoras de valor histórico e cultural inestimáveis. São referências na paisagem urbana, ícones de determinadas épocas, ou edificações que encontram-se bastante íntegras em sua originalidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;P2 – &lt;/b&gt;Nível de preservação médio. Edificações com certo nível excepcionalidade, mas passíveis de reciclagem e readequação para novos usos, condicionados à manutenção de suas fachadas, escala urbana e volumetria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;P3 – &lt;/b&gt;Nível de preservação baixo. Edificações isoladas com pouco conteúdo a ser preservado, ou edificações que complementam ou formam conjuntos com outros bens históricos. São passíveis de completa readequação, inclusive com modificações nas fachadas, contanto que sejam respeitados critérios de volumetria, fenestrações e harmonia com o restante do conjunto ou com a paisagem urbana circundante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;P4 –&lt;/b&gt; Edificações passíveis de demolição. Edificações com certo conteúdo histórico já bastante desfiguradas e sucateadas. Podem ser demolidas, contanto que a nova edificação seja construída dentro de critérios de adequação ao entorno.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-rlBcCkwibjA/TlJ8I9HRugI/AAAAAAAAA4Y/GM2WW3Tv7M0/s320/P1010383.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643709776334535170" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(153, 153, 153); font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Casa demolida, em frente ao conjunto da foto anterior. Não estava indicada para preservação, ao contrário das outras três esquinas que lhe fazem frente e que compunham um conjunto diferenciado. Poderia ser indicada ao nível de preservação P3, garantindo o uso com retorno econômico. (foto: Elis Regina Berndt/2008)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-pcxXy5Moelk/TlJ7GKmnCJI/AAAAAAAAA3o/kD1EH8OT66k/s320/DSC_3011.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643708628904380562" style="cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;No seu lugar, o vazio urbano de um posto de combustíveis - causando a desvalorização do conjunto indicado para preservação e a fragmentação da percepção do espaço. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;&lt;b&gt;Os bens remanescentes precisam ser vistos na forma de conjuntos, e não isoladamente. &lt;/b&gt;A qualidade destes espaços advém da ocupação harmônica dos lotes, a relação harmônica de cheios e vazios tanto dos lotes (com a sequência de construções igualmente construídas no alinhamento) quanto das fenestrações (sequência verticalizada de portas e janelas, elementos particulares de cada prédio que formam ‘eco’ no conjunto). Estes espaços tradicionais ainda subsistem tranquilos, aprazíveis para morar, caminhar e vivenciar o espaço urbano. Simples iniciativas podem qualificar ainda mais estes espaços e torná-los atrativos também ao turismo, sem promover gentrificação ou criação de falsos ambientes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-jl8sqN-71eY/TlJ6jCMTy7I/AAAAAAAAA3Q/baMSSAGMW0U/s320/DSC_2966.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643708025351162802" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-vG_yknFuOnA/TlJ6ir960hI/AAAAAAAAA24/eQdWaE6VKNw/s1600/_DSC1193x.jpg"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-vG_yknFuOnA/TlJ6ir960hI/AAAAAAAAA24/eQdWaE6VKNw/s320/_DSC1193x.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643708019385225746" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(102, 102, 102); font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Casa de 1900, provavelmente ainda mais antiga antes da construção da platibanda: representativa de um modelo típico e de uma fase do código de posturas da cidade. Poderia retomar sua dignidade com um mínimo de movimentação e sem falso histórico. A casa fica em frente a entrada do Museu do Trem. (Foto e desenho: Jorge Luís Stocker Jr/2011)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-noe1oUm2m2k/TlJ6iw3B2cI/AAAAAAAAA3I/8AXeh9-KzzM/s1600/corte2.jpg"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-noe1oUm2m2k/TlJ6iw3B2cI/AAAAAAAAA3I/8AXeh9-KzzM/s320/corte2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643708020698503618" style="cursor: pointer; width: 210px; height: 320px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A população ainda se apropria do espaço nas áreas tradicionais. Será isso possível com a densificação absurda? Futebol de rua na José Bonifácio. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2008).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;       É possível ver pelas fotos que a valorização destes poucos conjuntos restantes já tarda em ser efetivada. Caso não sejam adequadamente valorizados a tempo, podem acabar desaparecendo, deixando uma lacuna irrecuperável na cidade. Como diz Leonardo Benevolo, os centros históricos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“(...)&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;não nos interessam porque são belos ou históricos, mas porque indicam uma possível transformação futura de toda cidade em que vivemos&lt;/span&gt;” (A Cidade e o Arquiteto, p. 71)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-67BSc8fKiY0/TlJ7F5FzQXI/AAAAAAAAA3g/p9MUQ-E3Oio/s1600/DSC_2982.jpg"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-67BSc8fKiY0/TlJ7F5FzQXI/AAAAAAAAA3g/p9MUQ-E3Oio/s320/DSC_2982.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643708624203366770" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);" class="Apple-style-span"&gt;A ambiência ainda inalterada de sítio histórico na Rua José Bonifácio, pode se perder se o conjunto de casas indicadas para preservação não for considerada como um todo. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;A partir do momento em que a cidade se torna genérica e a população, indiferente a sua própria forma; a partir do momento em que a insegurança toma conta das ruas (pois a população está trancafiada em seus edifícios e condomínios intra-muros), a cidade torna-se obsoleta em todos os sentidos. Não traz qualidade de vida para a população e nada representa. Estes espaços históricos são incompatíveis com a legislação genérica dos planos diretores, como diz Leonardo Benevolo:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;“&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O centro histórico foge, em princípio, ao mecanismo vigente: formou-se num passado mais longínquo e muitas vezes é o único elemento aceitável do assentamento existente, já pronto para ser incluído na futura cidade moderna&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.”&lt;br /&gt;(A Cidade e o Arquiteto, p. 77)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Parece ser o caso de São Leopoldo: o Plano Diretor atual sugere modelos ultrapassadíssimos de ocupação da malha urbana. Há precedentes por todo o mundo que comprovam a obsolência deste desenvolvimento especulativo, pois só traz decadência a longo prazo e aumenta os custos públicos para a futura requalificação de áreas, constante readequação das pistas de rolamento ao trânsito crescente, combate a insegurança e depredação do meio urbano. &lt;b&gt;Não se trata de impedir a construção de edifícios em altura, mas de zonear áreas adequadas a estes.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="white-space: pre;"&gt;	&lt;/span&gt;Os sítios históricos (hoje, ainda informais e fragmentados) parecem ser o único elemento da área central apto a participar da cidade do futuro, pois é provido de sentido, valor e qualidades. Basta enxergar o potencial e valorizar enquanto há tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jorge Luís Stocker Jr.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia também&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://amigosdomorrodoespelho.blogspot.com/2011/08/visitando-nossa-cidade-construcoes.html"&gt;Visitando nossa cidade - contruções históricas &lt;/a&gt;- Blog Amigos do Morro do Espelho&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://amigosdomorrodoespelho.blogspot.com/2011/08/visitando-uma-cidade-escondida.html?spref=fb"&gt;Visitando uma cidade escondida&lt;/a&gt; - pós visita - Blog Amigos do Morro do Espelho&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-1128873491053807737?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/1128873491053807737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/08/sao-leopoldo-rs-e-o-potencial-dos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/1128873491053807737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/1128873491053807737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/08/sao-leopoldo-rs-e-o-potencial-dos.html' title='São Leopoldo (RS) e o potencial dos sítios históricos informais'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-yQNitCVdgac/TlJ8Ioju1vI/AAAAAAAAA4I/4bmLkOS1ZFA/s72-c/DSC_3120.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-3788346890952204161</id><published>2011-08-17T09:09:00.014-03:00</published><updated>2011-08-23T16:53:38.899-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pelotas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ivoti'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novo hamburgo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='porto alegre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='antônio prado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='santa tereza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='campo bom'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dois irmãos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hamburgo velho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='santo amaro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='são leopoldo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilópolis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='triunfo'/><title type='text'>Hoje, 17 de agosto, comemora-se o Dia Nacional do Patrimônio Histórico.</title><content type='html'>Nós, brasileiros e gaúchos, certamente temos muito a comemorar. Afinal, somos um estado plural como o Brasil e portanto, nosso patrimônio cultural é muito diversificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos comemorar o nosso legado missioneiro, muito bem expresso pelas ruínas de São Miguel Arcanjo, declaradas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;patrimônio da humanidade pela UNESCO&lt;/span&gt;. Além delas, as dezenas de imagens religiosas esculpidas pelos índios catequizados e pelos jesuítas que nosso Estado ainda abriga .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-Cc5pu8_RSB0/TkvAu_jtrOI/AAAAAAAAA2Q/FT-4n8zDa-Y/s1600/Museu%2BJulio%2BJorge%2B2009.jpg"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-Cc5pu8_RSB0/TkvAu_jtrOI/AAAAAAAAA2Q/FT-4n8zDa-Y/s320/Museu%2BJulio%2BJorge%2B2009.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641814871779421410" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-Cc5pu8_RSB0/TkvAu_jtrOI/AAAAAAAAA2Q/FT-4n8zDa-Y/s1600/Museu%2BJulio%2BJorge%2B2009.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;i style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Uma das imagens missioneiras em exposição permanente no Museu Júlio de Castilhos, em Porto Alegre (RS). (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2009)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;Comemoremos, quem sabe, a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;imigração açoriana&lt;/span&gt; que completará 260 anos em 2012. Crucial para nossa identidade enquanto gaúchos, nos legou cidades históricas como Triunfo, Santo Amaro, Pelotas, Rio Pardo e tantas outras, que até hoje guardam em suas ruas a história&lt;br /&gt;deste povo tão simples, receptivo e acolhedor.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-nI29THA-qyU/Tku-idzRWjI/AAAAAAAAA1o/od8zDBWfBVI/s320/Jorge%2BAmaro.jpg" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 227px;" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641812457536182834" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);" class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;Um pouco do cotidiano tranquilo da Vila de Santo Amaro, em General Câmara (RS). (foto: Jorge Luís Stocker Jr/2008)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-aKS8ND8TFz4/Tku-hWZrmBI/AAAAAAAAA1Q/saN-uiAnK4s/s320/DSC_2170.jpg" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641812438369933330" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Casarão Mendonça, em Pelotas (RS). (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-_JIxEESoEQo/Tku-hSRCxlI/AAAAAAAAA1Y/x7vSp2LeI6Y/s320/Elis%2BTriunfo.jpg" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641812437259961938" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Um pouco do conjunto histórico colonial de Triunfo (RS). (foto: Elis Regina Berndt/2008)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E o que dizer do expressivo contingente de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;imigrantes alemães&lt;/span&gt; que aqui se instalaram, a partir de 1824, na colônia imperial de São Leopoldo e posteriormente, espalharam-se por colônias particulares em todo a extensão do Rio Grande do Sul? Nosso estado abriga lugares de memória inigualáveis, como o conjunto histórico de Ivoti (RS), o conhecido Buraco do Diabo, tombado pelo IPHAN, compreendendo a Ponte do Imperador e o núcleo de casas enxaimel; e o conjunto urbano de Dois Irmãos (RS), com suas dezenas de casas históricas devidamente tombadas pela Prefeitura Municipal. E não esqueçamos a Casa Schmitt-Presser, de Novo Hamburgo, primeira residência enxaimel tombada pelo IPHAN. Fantástico exemplar de arquitetura nesta técnica construtiva.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Q0GADu0w1mQ/TkvAuQQGdFI/AAAAAAAAA2A/Yp61xMpVYq4/s1600/Jorge%2BEnxaimel.jpg"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-Q0GADu0w1mQ/TkvAuQQGdFI/AAAAAAAAA2A/Yp61xMpVYq4/s320/Jorge%2BEnxaimel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641814859080692818" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Casa Schmitt-Presser, primeiro enxaimel tombado pelo IPHAN nos anos 80. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-kzQkV5ige9k/Tku-hHJI3nI/AAAAAAAAA1I/7Q94ztU4apI/s320/DI%2B2009%2BJorge.jpg" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641812434274016882" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);" class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;A Av. São Miguel, de Dois Irmãos (RS), apresenta uma série de casas históricas. É bastante significativa a quantidade de bens tombados pela municipalidade nesta via. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2009)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  E como esquecer os &lt;b&gt;imigrantes italianos&lt;/b&gt;, aqueles  que enfrentaram os terrenos íngremes e hostis da serra gaúcha, a partir de 1870? Esta imigração nos legou um pujante setor vitivinicultor, de qualidade reconhecida internacionalmente. Indispensável lembrar a bela Antônio Prado, patrimônio nacional pelo IPHAN com suas dezenas de casarões centenários de madeira, e a recentemente tombada Santa Tereza, não por conta do valor de alguns bens históricos em particular, mas pelo conjunto harmônico que compõe sua paisagem cultural típica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/--uS6KnbXwxs/TkvC5VZoIUI/AAAAAAAAA2o/gwBbm5sfmyg/s1600/Foto225.jpg"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/--uS6KnbXwxs/TkvC5VZoIUI/AAAAAAAAA2o/gwBbm5sfmyg/s320/Foto225.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641817248464642370" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/--uS6KnbXwxs/TkvC5VZoIUI/AAAAAAAAA2o/gwBbm5sfmyg/s1600/Foto225.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;i style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A bela paisagem urbana típica de Santa Tereza (RS). (Foto gentilmente cedida por Rene Hass)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-mp3wKct8lOs/TkvC5Lkd4lI/AAAAAAAAA2g/rMVQ9tbpNDc/s1600/Foto066.jpg"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-mp3wKct8lOs/TkvC5Lkd4lI/AAAAAAAAA2g/rMVQ9tbpNDc/s320/Foto066.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641817245825753682" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-mp3wKct8lOs/TkvC5Lkd4lI/AAAAAAAAA2g/rMVQ9tbpNDc/s1600/Foto066.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Os casarões típicos de Antônio Prado (RS). (foto gentilmente cedida por Rene Hass).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E as imigrações polonesa, judaica, pomerana, e a população afro-descendente, que tanto moldaram nossa cultura? Entre tantas influências, eis o povo gaúcho. Representado não apenas aquele cidadão pilchado com a vestimenta fetichizada pelo MTG, mas por todos cidadãos&lt;br /&gt;destas terras ao sul do Brasil, onde muitas culturas vieram somar sua contribuição a um todo que ainda pulsa e vibra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos muito a comemorar, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas infelizmente, nossa comemoração será limitada. Pois aos poucos, estes motivos para comemoração vão se esvaindo. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O ritmo com que nossa diversidade cultural é valorizada ainda não acompanha, nem de longe, a velocidade com que bens insubstituíveis vão desaparecendo do nosso imaginário e das nossas cidades.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A educação patrimonial ainda é incipiente. Ofegante, corre para deter a fúria do mercado imobiliário, que deseduca e atropela diariamente referências culturais sem deixar rastros. Não consegue, e nunca vencerá sozinha e a tempo esta luta inglória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comemoração é, portanto, feita com tristeza e esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperança de que, algum dia, finalmente a Prefeitura Municipal de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Campo Bom &lt;/span&gt;(RS) reconheça a importância de sua história. Que o primeiro cemitério da imigração alemã construído no Rio Grande do Sul, hoje em ruínas, venha a ser valorizado, em reconhecimento aos imigrantes alemães ali enterrados nos primeiros anos da colonização. Que seja tombado o templo evangélico, por sua importância como marco urbano&lt;a href="http://dzeit.blogspot.com/2011/07/campo-bom-constroi.html"&gt; na paisagem já tão descaracterizada&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-ZrJkKxkqkeE/TkvAuUmVx1I/AAAAAAAAA14/aUID6kpmrEs/s1600/Jorge%2BCB.jpg"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-ZrJkKxkqkeE/TkvAuUmVx1I/AAAAAAAAA14/aUID6kpmrEs/s320/Jorge%2BCB.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641814860247713618" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-ZrJkKxkqkeE/TkvAuUmVx1I/AAAAAAAAA14/aUID6kpmrEs/s1600/Jorge%2BCB.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);" class="Apple-style-span"&gt;Lápides de valor inestimável estão abandonadas e sujeitas a depredação em Campo Bom (RS). &lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;(foto: Jorge Luís Stocker Jr./2009)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... de que o &lt;a href="http://dzeit.blogspot.com/2009/03/apresentando-o-centro-historico.html"&gt;centro histórico&lt;/a&gt; de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hamburgo Velho&lt;/span&gt;, no entorno imediato da Casa Schmitt-Presser, venha um dia a ser devidamente oficializado e tombado como sítio histórico. Que deixe de ser um corredor de passagem do trânsito em um bairro fantasma, que volte a ter vida, a pulsar cultura. Que receba um mobiliário urbano adequado à sua importância.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-Zjv_crvXDTc/TkvAuq7ypdI/AAAAAAAAA2I/Hoyjgx-pneU/s1600/Jorge%2BNH.jpg"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-Zjv_crvXDTc/TkvAuq7ypdI/AAAAAAAAA2I/Hoyjgx-pneU/s320/Jorge%2BNH.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641814866243266002" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-Zjv_crvXDTc/TkvAuq7ypdI/AAAAAAAAA2I/Hoyjgx-pneU/s1600/Jorge%2BNH.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;A Casa Kayser, enxaimel, e o antigo Evangelisches Stift/Lar da Menina, tombado e arruinado; em Hamburgo Velho, bairro de Novo Hamburgo (RS). (Foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;... que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ivoti&lt;/span&gt; se conscientize de que não é saudável relegar apenas ao núcleo de casas enxaimel tombado o papel de representar sua história. Uma série de residências e prédios históricos ainda pedem socorro pela Av. Presidente Lucena, outros muitos já sumiram, com autorização da própria administração. Outros, apesar de tombados pela municipalidade, correm o risco de perder sua ambientação devido a intervenções grosseiras no seu entorno.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-HsZ4Oc34txg/Tku-iOm9IDI/AAAAAAAAA1g/kbqtch326sU/s320/Ivoti%2BJorge%2B2007.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641812453457993778" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Um dos remanescentes conjuntos na Av. Predidente Lucena, de Ivoti, a cada dia mais descaracterizada, com incentivo de um plano diretor permissivo e a valorização apenas do núcleo histórico afastado e desvinculado da malha urbana. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2007)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;...de que&lt;b&gt; São Leopoldo&lt;/b&gt; faça jus ao título recebido oficialmente em 2010, de Berço da Imigração Alemã no Brasil, e valorize as migalhas que sobraram de seu centro histórico realizando um inventário completo e digno. Que enfim, não aconteçam mais casos alarmantes como a infeliz construção do n&lt;a href="http://dzeit.blogspot.com/2011/01/sao-leopoldo-rs-esta-sumindo-todo-vapor.html"&gt;ovo centro admnistrativo&lt;/a&gt;, que tristemente, segue em andamento, juntamente com a erradicação autorizada dos últimos bens culturais ao longo da rua Grande/ Independência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-ftBRvvRuOA8/TkvC49kKpMI/AAAAAAAAA2Y/fcL2xgld5A0/s1600/DSC00075.jpg"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-ftBRvvRuOA8/TkvC49kKpMI/AAAAAAAAA2Y/fcL2xgld5A0/s320/DSC00075.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641817242066396354" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-ftBRvvRuOA8/TkvC49kKpMI/AAAAAAAAA2Y/fcL2xgld5A0/s1600/DSC00075.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Construção em andamento, substituindo um prédio Art Déco (&lt;a href="http://www.panoramio.com/photo/38743237"&gt;link&lt;/a&gt;) que fazia conjunto com o remanescente que ainda aparece à esquerda. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;... de que a cidade de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ilópolis &lt;/span&gt;saiba dar prosseguimentos à ação desencadeada pelo &lt;a href="http://dzeit.blogspot.com/2009/02/museu-de-pao-em-ilopolis-rs-mostra-que.html"&gt;Museu do Pão&lt;/a&gt;, e agilize-se para valorizar os últimos casarões autênticos que ainda guarda em seu território urbano. Eles não são apenas velhos casarões de madeira italianos, e vão bem além de potencial turístico. Eles são parte da história da população local, e sem elas, a cidade perderá seu significado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-Q1HA2N0krzw/TkvAuC74uNI/AAAAAAAAA1w/RnTl7XKFseg/s1600/Elis%2BIl%25C3%25B3polis.jpg"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-Q1HA2N0krzw/TkvAuC74uNI/AAAAAAAAA1w/RnTl7XKFseg/s320/Elis%2BIl%25C3%25B3polis.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641814855506245842" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-Q1HA2N0krzw/TkvAuC74uNI/AAAAAAAAA1w/RnTl7XKFseg/s1600/Elis%2BIl%25C3%25B3polis.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;i style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Um dos casarões restantes na área central de Ilópolis (RS), que ainda não contam com nenhum tipo de proteção. (Foto: Elis Regina Berndt, 2008).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;... de que a nossa capital &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Porto Alegre&lt;/span&gt; dê atenção especial ao seu centro histórico, tirando do abandono e depredação bens importantíssimos como o Viaduto Otávio Rocha, tombado. Mas que também não siga &lt;a href="http://dzeit.blogspot.com/2010/07/apagando-historia-do-centro-historico.html"&gt;permitindo a demolição de bens históricos&lt;/a&gt; valendo-se de critérios exclusivistas e que não levam em conta a diversidade e a inserção das edificações em um conjunto.&lt;br /&gt;E assim poderíamos citar uma infinidade de casos que clamam por atenção e por uma solução.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-pMZVrWKOhew/TkvExXnwMLI/AAAAAAAAA2w/fuATlhANfmU/s1600/DSC_2084.jpg"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-pMZVrWKOhew/TkvExXnwMLI/AAAAAAAAA2w/fuATlhANfmU/s320/DSC_2084.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641819310645063858" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Viaduto Otávio Rocha, tombado, agoniza em Porto Alegre (RS). (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;...Enfim, as tristezas são várias, mas as esperanças são muitas. Enquanto o futuro é apenas esperança, vamos continuar desempenhando nosso humilde papel, que é utilizar a ferramenta que temos em mãos (internet) para divulgar e problematizar a continuidade do patrimônio cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“Só a democracia participativa, aliada à informações e educação, poderá assegurar que as escolhas certas serão utilizadas”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:180%;"&gt;(Jacques Dalibard)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população precisa estar preparada e munida de&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; informação&lt;/span&gt; para exercer sua cidadania. Dadas as condições atuais, no deserto em que predomina apenas a (des)educação promovida pelo mercado imobiliário, é impossível esperar engajamento social nesta  luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os problemas existem, mas precisam ser divulgados para que sejam solucionados. O patrimônio precisa ser, enfim, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;visto&lt;/span&gt; para ser &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;apropriado&lt;/span&gt; pela população.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Parabéns, patrimônio cultural  gaúcho.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Jorge Luís Stocker Jr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;-&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: rgb(0, 0, 0); font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;font-family:'Times New Roman';font-size:130%;"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px; text-align: left;font-family:Trebuchet,'Trebuchet MS',Arial,sans-serif;" &gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Ajude-nos a continuar divulgando o patrimônio cultural do Rio Grande do Sul!&lt;span class="Apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compartilhe o Die Zeit nas suas redes sociais!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Veja também:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Protesto organizado pela Defender em Porto Alegre, marcando o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dia Nacional do Patrimônio Cultural&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;[ &lt;a href="http://www.defender.org.br/dia-do-patrimonio-historico-video-do-protesto-no-viaduto-otavio-rocha-em-porto-alegre/"&gt;vídeo&lt;/a&gt; | &lt;a href="http://sul21.com.br/jornal/2011/08/entidade-pede-socorro-pela-preservacao-do-viaduto-otavio-rocha/"&gt;notícia 1&lt;/a&gt; |&lt;a href="http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=327979"&gt; notícia 2&lt;/a&gt; | &lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&amp;amp;local=1&amp;amp;section=Geral&amp;amp;newsID=a3452100.xml"&gt;notícia 3&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-3788346890952204161?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/3788346890952204161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/08/hoje-17-de-agosto-comemora-se-o-dia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/3788346890952204161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/3788346890952204161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/08/hoje-17-de-agosto-comemora-se-o-dia.html' title='Hoje, 17 de agosto, comemora-se o Dia Nacional do Patrimônio Histórico.'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Cc5pu8_RSB0/TkvAu_jtrOI/AAAAAAAAA2Q/FT-4n8zDa-Y/s72-c/Museu%2BJulio%2BJorge%2B2009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-2507223125198526010</id><published>2011-07-11T11:42:00.030-03:00</published><updated>2011-07-11T15:05:37.240-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paisagem urbana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paisagem cultural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='são leopoldo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='deutschland'/><title type='text'>Uma igreja alemã no Brasil - As igrejas de Kreinitz (Zeithain, Alemanha) e São Leopoldo (RS -Brasil)</title><content type='html'>A cidade de &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;São Leopoldo&lt;/span&gt;, localizada no Vale dos Sinos, e ainda dentro da Região Metropolitana de Porto Alegre, apresenta aspecto de grande centro urbano. As constantes mudanças que a falta de planejamento adequado, aliado ao crescimento nada sustentável da economia (e principalmente, o prestígio comercial atingido pelo construção civil), praticamente anulam as origens de seu povoamento.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-f2Sp11i6PEA/ThsUdU7UKuI/AAAAAAAAAy4/75vVxZlQ4Uo/s1600/P1010003.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628114653395823330" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-f2Sp11i6PEA/ThsUdU7UKuI/AAAAAAAAAy4/75vVxZlQ4Uo/s320/P1010003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;Modelo de preservação leopoldense: o patrimônio "preservado", porém desmoralizado, não faz mais qualquer diferença. Sua presença é dispensável no cenário urbano que o engole. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2006)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fundada, São Leopoldo foi planejada para sede administrativa das colônias alemãs gaúchas. Com um traçado de tabuleiro, a cidade desempenhou por muitos anos este papel, que a partir de 1930, com a emancipação do distrito de Novo Hamburgo, foi lentamente ficando obsoleto. A cidade perdeu praticamente todos os seus distritos, e sua importância administrativa. Mas continuou crescendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Um pouco sobre a igreja luterana no Rio Grande do Sul&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praticamente desconhecido no restante do Brasil, o luteranismo chegou ao Rio Grande do Sul junto aos primeiros imigrantes de confissão luterana. A liberdade de culto foi garantida a estes ainda em tempos do império, com uma série de restrições. A principal delas, constante na Constituição, dizia respeito aos templos: deveriam ser discretos e não ter aparência de casa de cultos, ou seja, torres estavam sumariamente proibidas. &lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mS7rETdZ2_w/ThscdJbgulI/AAAAAAAAAzw/kA19Sj7lYGk/s1600/sec%2B004.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mS7rETdZ2_w/ThscdJbgulI/AAAAAAAAAzw/kA19Sj7lYGk/s1600/sec%2B004.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8MR0pdbYO7Y/Thsw6kdqbzI/AAAAAAAAA0I/9zmfcYVYnRE/s1600/sec%2B004.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-8MR0pdbYO7Y/Thsw6kdqbzI/AAAAAAAAA0I/9zmfcYVYnRE/s320/sec%2B004.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628145942108204850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Em segundo plano, o primeiro templo luterano de São Leopoldo (RS).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A disponibilidade de apenas dois pastores para todas as colônias alemãs (São Leopoldo e de Três Forquilhas / Torres) deixava a maioria dos colonos em completo abandono espiritual. Esta situação ocasionou o surgimento da figura do “pseudo-pastor” - o “pastor” era eleito entre os colonos pela própria comunidade, que selecionava a pessoa que julgava com capacidade de interpretar as sagradas escrituras, e com disponibilidade de tempo para alfabetização das crianças.&lt;br /&gt;Esta situação deixou os pastores eruditos enviados pela igreja luterana alemã a partir da década de 1860 completamente horrorizados, e também causava péssima impressão entre os padres católicos. Vistos como cristãos brutalizados, os colonos foram lentamente “re-convertidos” a fé erudita. Não foi fácil fazê-los aceitar decisões superiores, vindas “de cima para baixo”, em contraste com as decisões comunitárias que vigoraram até então.&lt;br /&gt;As comunidades luteranas, organizadas pelos próprios colonos como unidades autônomas, acabariam filiando-se a sínodos ligados diretamente a Igreja Luterana alemã. Esta filiação oportunizou o crescimento econômico das comunidades, pois era comum o financiamento de templos, vitrais, sinos e outros bens, em número e com tal qualidade que seriam inalcançáveis nas pequenas localidades. Estes sínodos, após muitas idas e vindas, tornaram-se completamente independentes da igreja alemã, gerando o que hoje conhecemos por IECLB - Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ilm1TpIh2O0/ThsY11-hvMI/AAAAAAAAAzo/JO0toNlbnxA/s1600/sec%2B007.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628119472631037122" style="WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-ilm1TpIh2O0/ThsY11-hvMI/AAAAAAAAAzo/JO0toNlbnxA/s320/sec%2B007.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Em 1908, a igreja em construção. Em primeiro plano, os filhos do Pastor Rotermund.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste breve resumo, não podemos deixar de citar a existência de outra corrente luterana, que viria a gerar a &lt;a href="http://www.ielb.org.br/"&gt;IELB&lt;/a&gt; - Igreja Evangélica Luterana do Brasil. Filiada inicialmente ao sínodo norte-americano Missouri, chegou às terras gaúchas com a vinda de missionários norte-americanos. Suas pregações tinham características mais fundamentalistas e captaram boa parte dos fiéis luteranos em algumas cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;A igreja luterana de São Leopoldo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da década de 1870, mais ou menos, pode-se dizer que as colônias alemãs e alcançaram relativa estabilidade econômica e prosperidade. São Leopoldo centralizava então a administração de toda colônia, sendo cidade muito simbólica para germanidade gaúcha.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-84xbz65hTY4/ThsXsckW0NI/AAAAAAAAAzg/4PpIGNhhH14/s1600/P1010104.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628118211679932626" style="WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-84xbz65hTY4/ThsXsckW0NI/AAAAAAAAAzg/4PpIGNhhH14/s320/P1010104.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;(foto: Jorge Luís Stocker Jr./2006)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A igreja luterana de São Leopoldo, devido a proibição da constituição Imperial, funcionava até então em uma simples casa de cultos. Após a proclamação da república, a igreja mostrou-se muito modesta e incompatível com a nova imagem de prosperidade da colônia São Leopoldo, e da própria igreja Luterana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Dg2bXZXr4As/ThsUBbmdvuI/AAAAAAAAAyw/unHeEpXwxJ4/s1600/DSC02371.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628114174151081698" style="WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Dg2bXZXr4As/ThsUBbmdvuI/AAAAAAAAAyw/unHeEpXwxJ4/s320/DSC02371.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;(foto: Jorge Luís Stocker Jr./2006)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob a liderança do polêmico Pastor Rotermund, a comunidade de São Leopoldo decide construir seu novo templo baseado em um projeto alemão. A referência foi o templo luterano de &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Kreinitz&lt;/span&gt;, distrito situado às margens do Rio Elba, de autoria do Arquiteto &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Julius Zeissig&lt;/span&gt;, de Leipzig. O projeto foi construído com algumas modificações: o relógio foi disposto em todas as faces (a igreja alemã tem apenas um), e foi ampliada a nave principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-E5J_TB4BEXw/Thsw6yhLurI/AAAAAAAAA0Q/Rio5L8dr7e8/s1600/ab100450.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-E5J_TB4BEXw/Thsw6yhLurI/AAAAAAAAA0Q/Rio5L8dr7e8/s320/ab100450.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628145945881066162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Kreinitz, Alemanha, e sua igreja luterana, cujo projeto serviu de base para a igreja Leopoldense. Gentilmente cedida por &lt;a style="color: rgb(102, 102, 102);" href="http://www.flickr.com/photos/naturfoto-andy/"&gt;Andreas Büttner&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;[amplie a imagem, vale a pena!]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curioso observar a semelhança da implantação das cidades, ambas em terreno plano e às margens de um rio importante. Enquanto Kreinitz continua um pequeno e pacífico povoado às margens do Rio Elba, São Leopoldo desde então cresceu descontroladamente, poluindo o Rio dos Sinos, e sem o menor cuidado de manter a harmonia de escalas de sua paisagem urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Kreinitz, a igreja ainda desponta como o mais importante dos edifícios (que de fato é), pautando um perfil harmonioso de escalas compatíveis. Não há concorrência sequer para a nave da igreja, cuja cumeeira é mais alta do que todas as demais edificações das cercanias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-EUFxbnuNpio/ThsW_rR27GI/AAAAAAAAAzI/KvpxIdY1quk/s1600/P1010171.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628117442534763618" style="WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-EUFxbnuNpio/ThsW_rR27GI/AAAAAAAAAzI/KvpxIdY1quk/s320/P1010171.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(102,102,102)"&gt;A paisagem confusa de São Leopoldo, onde as escalas não seguem qualquer ordem. Os interessantes exemplares Art-Déco estão com os dias contados. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2006)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em São Leopoldo, a conhecida Igreja do Relógio aparece como uma jóia perdida em meio a confusão, difícil de ser encontrada em meio a efusão de prédios de diferentes períodos, proporções e qualidades. Prédios residenciais medíocres e sem a mesma importância cobrem as visuais a partir de quase todos os ângulos. O templo reduziu-se a apenas um &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;eco&lt;/span&gt; de uma São Leopoldo que pretendia-se representativa da germanidade brasileira, mas que hoje figura como apenas mais um de seus centros urbanos caóticos.&lt;br /&gt;Este processo de banalização do meio urbano ainda está em andamento - &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;diariamente &lt;/span&gt;a cidade nega e erradica o restante do seu patrimônio cultural em nome de um conceito de progresso atrasado e pífio, que remonta à décadas passadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficam as imagens de Kreinitz que, talvez, sejam um eco romântico do que a paisagem urbana de São Leopoldo poderia ter sido.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-UPQnW00kQbg/Thsw7_NAMjI/AAAAAAAAA0Y/annrtYkxzkg/s1600/2574593307_b4d51ba9b9_o.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-UPQnW00kQbg/Thsw7_NAMjI/AAAAAAAAA0Y/annrtYkxzkg/s320/2574593307_b4d51ba9b9_o.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628145966465954354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Gentilmente cedida por &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(102, 102, 102);" href="http://www.blogger.com/www.7sky.de"&gt;Uwe Riemer&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XtYeOk2ZXXY/Thsw8EPnBgI/AAAAAAAAA0o/LGhCJat3Tbk/s1600/Sem%2Bt%25C3%25ADtulo.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 238px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-XtYeOk2ZXXY/Thsw8EPnBgI/AAAAAAAAA0o/LGhCJat3Tbk/s320/Sem%2Bt%25C3%25ADtulo.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628145967819064834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Gentilmente cedida por &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(102, 102, 102);" href="http://www.panoramio.com/user/4176606"&gt;Matthias H&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Tu8eBm4nO7o/Thsw70oF2-I/AAAAAAAAA0g/xKi6f4kRF5s/s1600/36870732.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Tu8eBm4nO7o/Thsw70oF2-I/AAAAAAAAA0g/xKi6f4kRF5s/s320/36870732.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628145963626781666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Gentilmente cedida por &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(102, 102, 102);" href="http://www.panoramio.com/user/4176606"&gt;Matthias H&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Leia também&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.kreinitz.de/krkirche/index.htm"&gt;Site sobre Kreinitz&lt;/a&gt;, com fotos da igreja.&lt;br /&gt;- Sobre a &lt;a href="http://www.kirchenbezirk-grossenhain.de/kirchenbezirk/zeithain/kreinitz.html"&gt;igreja de Kreinitz&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.luteranos.com.br/categories/Quem-Somos/Nossa-Hist%F3ria/Presen%E7a-no-Brasil/Federa%E7%E3o-Sinodal/"&gt;Histórico&lt;/a&gt; da IECLB.&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.estantevirtual.com.br/mod_perl/busca.cgi?pchave=Telmo%20Lauro%20M%FCller+Heran%E7a%20de%20Gera%E7%E3o%20Em%20Gera%E7%E3o&amp;amp;ffpagto=&amp;amp;paginar=40&amp;amp;fadded=&amp;amp;showptit=0&amp;amp;orderby=menor_preco"&gt;Livro Herança de Geração em Geraçã&lt;/a&gt;o, de Telmo Lauro Müller, sobre a igreja luterana de São Leopoldo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,0,0);font-size:130%;" &gt;Ajude-nos a continuar divulgando o patrimônio cultural do Rio Grande do Sul! &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(204,0,0)font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compartilhe o Die Zeit nas suas redes sociais!&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-2507223125198526010?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/2507223125198526010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/07/uma-igreja-alema-no-brasil-as-igrejas.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/2507223125198526010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/2507223125198526010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/07/uma-igreja-alema-no-brasil-as-igrejas.html' title='Uma igreja alemã no Brasil - As igrejas de Kreinitz (Zeithain, Alemanha) e São Leopoldo (RS -Brasil)'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-f2Sp11i6PEA/ThsUdU7UKuI/AAAAAAAAAy4/75vVxZlQ4Uo/s72-c/P1010003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-3019826075629113766</id><published>2011-07-07T10:50:00.022-03:00</published><updated>2011-11-28T13:53:16.308-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='campo bom'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mau exemplo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='demolição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><title type='text'>Campo Bom Destrói.</title><content type='html'>Vamos deixar nossa humilde contribuição dentro do tema do blog, demonstrando que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Campo Bom &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Destrói&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, e muito, o pouco que restou de seu patrimônio cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos começar por algumas as casas listadas no inventário do patrimônio cultural de 1996 (ou seja, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;indicadas para preservação&lt;/span&gt;), já completamente demolidas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Casa Lanzer&lt;/span&gt;, situada na Av. Brasil. Demolida por seu “mal estado de conservação”:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-i3AC4Jas4oQ/ThW7gFmhjmI/AAAAAAAAAsQ/wDqfmskeYj8/s1600/0001%2BLanzer.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 236px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-i3AC4Jas4oQ/ThW7gFmhjmI/AAAAAAAAAsQ/wDqfmskeYj8/s320/0001%2BLanzer.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626609469403270754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fA098_SKOBI/ThW7gU4o5NI/AAAAAAAAAsY/8ZJUMD20DkE/s1600/0001a%2BCasa%2BLanzer%2BHoje.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-fA098_SKOBI/ThW7gU4o5NI/AAAAAAAAAsY/8ZJUMD20DkE/s320/0001a%2BCasa%2BLanzer%2BHoje.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626609473505780946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Villa Julieta&lt;/span&gt;, situada na Av. Brasil. Demolida durante tentativa de processo de tombamento estadual.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-bokVbWGd7rc/ThW7gs0CEeI/AAAAAAAAAsg/-HIo5y90tSI/s1600/0002%2Bvilla%2Bjulieta%2Bn%2B.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 205px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-bokVbWGd7rc/ThW7gs0CEeI/AAAAAAAAAsg/-HIo5y90tSI/s320/0002%2Bvilla%2Bjulieta%2Bn%2B.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626609479928910306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-sTFpzsXU3Xw/ThW9t5YPpII/AAAAAAAAAso/ZhIqcQEYKio/s1600/0002a%2BVilla%2BJulieta.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-sTFpzsXU3Xw/ThW9t5YPpII/AAAAAAAAAso/ZhIqcQEYKio/s320/0002a%2BVilla%2BJulieta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626611905663575170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Villa Ida&lt;/span&gt;, situada na Rua dos Andradas. Caso emblemático na cidade, foi demolida sem autorização, durante processo do inventário. Na época, cogitou-se instalar um museu no local. Mas devido a politicagem, a demolição foi concluída e o terreno vendido.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ehSR2hOKQWg/ThW9uAf9jdI/AAAAAAAAAs4/3NHFIN2Pv74/s1600/0003%2BAlbum%2BFotografico%2Bde%2BCampo%2BBom%2Bde%2B1926.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 205px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ehSR2hOKQWg/ThW9uAf9jdI/AAAAAAAAAs4/3NHFIN2Pv74/s320/0003%2BAlbum%2BFotografico%2Bde%2BCampo%2BBom%2Bde%2B1926.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626611907574992338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-n7wusYtRfD4/ThW9t-hxBHI/AAAAAAAAAsw/AheukWtSFO8/s1600/0003a%2BVilla%2BIda.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-n7wusYtRfD4/ThW9t-hxBHI/AAAAAAAAAsw/AheukWtSFO8/s320/0003a%2BVilla%2BIda.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626611907045688434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Casa Kleinkauf&lt;/span&gt;, situada na Av. Presidente Vargas. Demolição autorizada pela Prefeitura Municipal, sem qualquer tipo de discussão;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5WHN_ll-XHA/ThW9u1076JI/AAAAAAAAAtA/D0Qe0JmvtRA/s1600/0004%2BKleinkauf.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-5WHN_ll-XHA/ThW9u1076JI/AAAAAAAAAtA/D0Qe0JmvtRA/s320/0004%2BKleinkauf.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626611921890044050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-7MDADL_vOzI/ThW9uwYOYXI/AAAAAAAAAtI/-xB7FFqRyIs/s1600/0004a%2BKleinkauf%2Bartigo.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-7MDADL_vOzI/ThW9uwYOYXI/AAAAAAAAAtI/-xB7FFqRyIs/s320/0004a%2BKleinkauf%2Bartigo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626611920427442546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Casa de Edith Blos&lt;/span&gt;,  na Av. Presidente Vargas, integrante do extinto conjunto histórico do bairro Porto Blos, do qual só resta uma casa.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-c_sS8cNN7Fo/ThXArnmXbvI/AAAAAAAAAt4/URR3xCsTKio/s1600/0005%2BEdith.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 199px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-c_sS8cNN7Fo/ThXArnmXbvI/AAAAAAAAAt4/URR3xCsTKio/s320/0005%2BEdith.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626615165066112754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mCuFxOr9-4w/ThXAsPAdO9I/AAAAAAAAAuI/xYWZSfh71FI/s1600/0005%2Ba%2BP1010317.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-mCuFxOr9-4w/ThXAsPAdO9I/AAAAAAAAAuI/xYWZSfh71FI/s320/0005%2Ba%2BP1010317.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626615175644527570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Casa de Pedro Blos Filho&lt;/span&gt;, na Av. Presidente Vargas, também integrante do extinto conjunto histórico do bairro Porto Blos, demolição autorizada pela Prefeitura.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-zr3C49IttmQ/ThXPD82KB3I/AAAAAAAAAw4/5Dtjk7Q6b3Q/s1600/0006%2BCasa%2BPedro%2BBlos%2BF%25C2%25BA.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-zr3C49IttmQ/ThXPD82KB3I/AAAAAAAAAw4/5Dtjk7Q6b3Q/s320/0006%2BCasa%2BPedro%2BBlos%2BF%25C2%25BA.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626630976249137010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-j0DxE_TnNrg/ThXPDh5o_7I/AAAAAAAAAww/Qp8vYpQWsIg/s1600/0006a%2BP1010640.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-j0DxE_TnNrg/ThXPDh5o_7I/AAAAAAAAAww/Qp8vYpQWsIg/s320/0006a%2BP1010640.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626630969015992242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Casa que sediou a primeira Prefeitura da cidade.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-YDs2CCObm14/ThXAsw_rTSI/AAAAAAAAAuQ/t20AINgGZKU/s1600/0007%2BFoto%2Bdo%2BInvent%25C3%25A1rio.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-YDs2CCObm14/ThXAsw_rTSI/AAAAAAAAAuQ/t20AINgGZKU/s320/0007%2BFoto%2Bdo%2BInvent%25C3%25A1rio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626615184768060706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-CS9yU1exYYM/ThXAr2MeNxI/AAAAAAAAAuA/y-1sncw0laM/s1600/0007%2B30.12.2009.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-CS9yU1exYYM/ThXAr2MeNxI/AAAAAAAAAuA/y-1sncw0laM/s320/0007%2B30.12.2009.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626615168984037138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Casa Feltes&lt;/span&gt;, que fazia parte do conjunto da rua dos Andradas&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-COo2nw3Y1GY/ThXAtiKLhJI/AAAAAAAAAuY/TjaL8fNjNAI/s1600/0008%2BUrbano%2BFeltes.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 227px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-COo2nw3Y1GY/ThXAtiKLhJI/AAAAAAAAAuY/TjaL8fNjNAI/s320/0008%2BUrbano%2BFeltes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626615197965452434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ofHx6SqJzgA/ThXLJoiSdkI/AAAAAAAAAwg/IFe71oDawCk/s1600/0008a.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ofHx6SqJzgA/ThXLJoiSdkI/AAAAAAAAAwg/IFe71oDawCk/s320/0008a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626626675829798466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Casa Goedtel&lt;/span&gt;, demolida recentemente, uma das últimas casas históricas existentes na principal avenida da cidade.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yf5GIGzPa5g/ThXLJdF3DrI/AAAAAAAAAwY/4Om_S2akOdo/s1600/0009%2Bgoedtel.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 246px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-yf5GIGzPa5g/ThXLJdF3DrI/AAAAAAAAAwY/4Om_S2akOdo/s320/0009%2Bgoedtel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626626672757771954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-eXuYXz-aado/ThXG-KfyyfI/AAAAAAAAAwQ/4qZ7I8qDl9w/s1600/0009s%2BCasa%2BGoedtel.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-eXuYXz-aado/ThXG-KfyyfI/AAAAAAAAAwQ/4qZ7I8qDl9w/s320/0009s%2BCasa%2BGoedtel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626622080741198322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Casa Pereira da Silva&lt;/span&gt;, situada na rua São Paulo, deu lugar a um posto de lavagem.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-17_tn6zpcwE/ThXG9NKaPOI/AAAAAAAAAwA/bgzwGZusNbU/s1600/0010Jofre.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 219px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-17_tn6zpcwE/ThXG9NKaPOI/AAAAAAAAAwA/bgzwGZusNbU/s320/0010Jofre.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626622064276946146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9giizJrxrg0/ThXG9Xs7abI/AAAAAAAAAwI/ZwwTExu0H0I/s1600/0010%2BCasa%2BJofre%2BPereira%2Bda%2BSilva.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-9giizJrxrg0/ThXG9Xs7abI/AAAAAAAAAwI/ZwwTExu0H0I/s320/0010%2BCasa%2BJofre%2BPereira%2Bda%2BSilva.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626622067106081202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Casa Rosenthal&lt;/span&gt;, deu lugar a um terreno baldio.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-KWe82WQILf0/ThXG82yWHvI/AAAAAAAAAv4/23HFmSEgOEo/s1600/0011%2BCasa%2BRosenthal%2Bantes.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 245px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-KWe82WQILf0/ThXG82yWHvI/AAAAAAAAAv4/23HFmSEgOEo/s320/0011%2BCasa%2BRosenthal%2Bantes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626622058270433010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-USynHTRnmQg/ThXG8t367XI/AAAAAAAAAvw/xjXQ7vSp3bo/s1600/0011%2BCasa%2BRosenthal.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-USynHTRnmQg/ThXG8t367XI/AAAAAAAAAvw/xjXQ7vSp3bo/s320/0011%2BCasa%2BRosenthal.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626622055877897586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta lista certamente já está desatualizada, visto que a média de demolições é altíssima. E estamos considerando apenas demolições de bens legalmente protegidos pelo inventário.&lt;br /&gt;Lembramos que isto não é questão de prioridades da gestão ou de opção de gosto - ser conivente com a demolição do patrimônio cultural é anticonstitucional, pois segundo o constante na Constituição da República Federativa, Artigo 216:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“O Poder Público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação, e de outras formas de acautelamento e preservação.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inventário de 1996, feito por iniciativa da própria administração municipal de Campo Bom, definiu o que era considerado patrimônio cultural da cidade. Desde então, as administrações sucessivas DESCUMPREM sua função de proteger e promover este patrimônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembramos ainda, da Lei Estadual nº 10.116, de 1994:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Art. 40 - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Prédios&lt;/span&gt;, monumentos, conjuntos urbanos, sítios &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;de valor histórico,  artístico, arquitetônico, paisagístico&lt;/span&gt;, arqueológico, antropológico, paleontológico, científico, de proteção ou preservação permanente, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não poderão, no todo ou em parte, ser demolidos&lt;/span&gt;, desfigurados ou modificados sem autorização.&lt;br /&gt;§ 1º -&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Para identificação dos elementos a que se refere este artigo, os municípios,  com o apoio e a orientação do Estado e da União, realizarão o inventário de seus bens culturais.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda, o próprio município possui lei de tombamento. Trata-se da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lei Municipal nº 2.494, de 29/07/2003&lt;/span&gt;, que dispõe sobre a proteção do Patrimônio Histórico e Cultural do Município e constitui o Conselho Municipal de Patrimônio Cultural. No entanto, esta lei &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;jamais foi aplicada&lt;/span&gt;. Será que um município cuja colonização remonta a 1825, e que teve mais de 40 bens inventariados, não possui nenhum bem histórico digno de tombamento municipal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos especialistas em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;demolir&lt;/span&gt; o patrimônio cultural, motivo pelo qual somos um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;contra-exemplo&lt;/span&gt; para toda a região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E aí, será que a verdade não é que Campo Bom destrói?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;*Todas as fotos em preto e branco, com exceção das fotos da Villa Julieta e Villa Ida, são  do Inventário do Patrimônio Cultural de 1996 do IPHAE. As demais fotografias são dos levantamentos do autor, durante pesquisa sobre este inventário iniciada em 2009.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-3019826075629113766?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/3019826075629113766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/07/campo-bom-constroi.html#comment-form' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/3019826075629113766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/3019826075629113766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/07/campo-bom-constroi.html' title='Campo Bom Destrói.'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-i3AC4Jas4oQ/ThW7gFmhjmI/AAAAAAAAAsQ/wDqfmskeYj8/s72-c/0001%2BLanzer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-2547071792440690764</id><published>2011-04-23T21:53:00.015-03:00</published><updated>2011-08-23T16:55:25.492-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='campo bom'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='picada café'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cemitérios teuto-brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cemitérios alemães'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='linha nova'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cemitérios teuto-gaúchos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte cemiterial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imigração alemã'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teutônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cemitérios históricos'/><title type='text'>Abandonados, arruinados, desfigurados ou destruídos: os cemitérios das antigas colônias alemãs no Rio Grande do Sul</title><content type='html'>Falar de cemitério ainda é tabu. A mesma dificuldade que o ser humano apresenta em lidar com a fatalidade da morte também se manifesta na valorização do patrimônio cemiterial. Este artigo tenta abordar, de forma muito sucinta, a importância destes espaços e os problemas enfrentados no caso das antigas colônias alemãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-NuIo6NEfzFM/TbQlPNZCK-I/AAAAAAAAAnU/U2SLuwN2hV8/s1600/0001.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-NuIo6NEfzFM/TbQlPNZCK-I/AAAAAAAAAnU/U2SLuwN2hV8/s320/0001.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599141179951295458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;A igreja luterana e seu respectivo cemitério em Linha Nova (RS). Um dos cemitérios mais conservados. (foto: Jorge Luís Stocker Jr. /2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um pouco sobre os cemitérios teuto-gaúchos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cemitérios das antigas colônias alemãs do Rio Grande do Sul são no geral pouco reconhecidos. Sua importância, no entanto, é inquestionável pela série de peculiaridades que apresentam.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-oHwkKDg2B98/TbQlPXyW4KI/AAAAAAAAAnc/iNuZt6qVvQ8/s1600/0002.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 212px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-oHwkKDg2B98/TbQlPXyW4KI/AAAAAAAAAnc/iNuZt6qVvQ8/s320/0002.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599141182741864610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;O cemitério de São José do Herval, localidade de Morro Reuter (RS). Quando bem conservados, estes cemitérios são dignos de locação cinematográfica. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em linhas gerais, verifica-se a existência de no mínimo dois cemitérios em cada povoado: o luterano (das comunidades luteranas que posteriormente se organizaram em sínodos, que atualmente constituem a IECLB) e o católico. Poucos lugares apresentam ainda um terceiro cemitério histórico, relativo a igreja luterana iniciada pelo sínodo missouri (atualmente IELB), ou de outras religiões minotritárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-1GoMCZSjA2I/TbQlPb-a9tI/AAAAAAAAAnk/wF9RL6PR_-Y/s1600/0003.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 212px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-1GoMCZSjA2I/TbQlPb-a9tI/AAAAAAAAAnk/wF9RL6PR_-Y/s320/0003.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599141183866205906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;O cemitério católico de Jammerthal, em Picada Café (RS), mantém muitas de suas lápides antigas sem maiores intervenções. (Foto: Elis Regina Berndt/2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cemitérios no geral não foram previstos nos projetos de colonização, nem mesmo no caso das picadas loteadas pelo próprio governo imperial (antigos distritos de São Leopoldo). Com o tempo, as comunidades religiosas se organizaram e definiram seus cemitérios particulares, normalmente sobre terras doadas por fiéis.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xRWLX3x90_Q/TbQla2IxmII/AAAAAAAAAoc/ViRR5lhmAgI/s1600/0010.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-xRWLX3x90_Q/TbQla2IxmII/AAAAAAAAAoc/ViRR5lhmAgI/s320/0010.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599141379867515010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Nos locais de colonização alemã mais recente, como Esperança do Sul (RS), no noroeste do Estado, percebe-se a recorrência das lápides  de pedra grês, embora o estilo da arte seja bastante diferente. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte cemiterial das colônias alemãs gaúchas é peculiar. A maioria das lápides relativas ao século XIX eram esculpidas em “pedra grês” por algum artesão da localidade. O entalhe destas pedras “brincava” com diversos tipos de ornamentação, passeando pelos estilos de forma inocente, porém com uma desenvoltura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--3avhSpAY10/TbQlaDK_73I/AAAAAAAAAoM/937qt-6tQts/s1600/0008.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/--3avhSpAY10/TbQlaDK_73I/AAAAAAAAAoM/937qt-6tQts/s320/0008.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599141366186635122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;O belo aspecto de conjunto formado pelas lápides históricas no cemitério de Linha Harmonia, em Teutônia (RS). Estes cemitérios fazem parte da paisagem cultural das antigas colônias alemãs. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As inscrições em alemão gótico eram muito comuns, e algumas vezes narram a trajetória do imigrante desde sua saída da Alemanha, ou temas filosóficos e religosos. Mais interessante ainda, é a recorrência dos “epitáfios” em alemão, frases que, se estudadas, poderiam revelar muito da mentalidade da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HoEKeM_B-z8/TbQlj_AEPSI/AAAAAAAAAos/E9kQTSH1avs/s1600/0012.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 227px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-HoEKeM_B-z8/TbQlj_AEPSI/AAAAAAAAAos/E9kQTSH1avs/s320/0012.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599141536865729826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Epitáfio encontrado na parte posterior de uma lápide do cemitério de Picada Holanda, localidade de Picada Café (RS) (Foto: Jorge Luís Stocker Jr. /2009)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento econômico das regiões de imigração, e da própria capital, trazem já no final do século XIX a popularização das lápides esculpidas em marmorarias especializadas. Alguns teuto-brasileiros começam a comprar seus monumentos funerários diretamente de artistas eruditos, como a Casa Aloys, de Porto Alegre. As lápides em pedra grês, porém, demoram a desaparecer: existem exemplares que datam até mesmo dos anos 40.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante notar que a orientação “normal” de um cemitério, é voltar as lápides para o sol nascente, mas em alguns casos, devido a peculiaridades do terreno, esta orientação é rotacionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-TZH_dJtsbR0/TbQlPnY-_RI/AAAAAAAAAns/FGsXpEws0H8/s1600/0004.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 228px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-TZH_dJtsbR0/TbQlPnY-_RI/AAAAAAAAAns/FGsXpEws0H8/s320/0004.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599141186930408722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;O cemitério católico de Picada Holanda, com seu belo contexto natual, tem suas lápides viradas ao poente, e não ao nascente como seria de se esperar. O terreno em aclive pode ser uma das explicações. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2009)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Problemas enfrentados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desrespeito com os cemitérios não é recente. Ao contrário do que se poderia pensar, apesar de envolver um assunto delicado, a demolição e transferência de cemitérios foi muito mais comum do que pode parecer. O crescimento econômico de algumas localidades supervalorizou o terreno dos cemitérios, localizados em pontos privilegiados. A especulação logo assediou as comunidades religiosas detentoras a vendê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, desapareceram já no começo do século XX muitos cemitérios, alguns transferidos de local, outros simplesmente demolidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mJhaOeQmIWQ/TbQlZ_XP0sI/AAAAAAAAAn8/WpQs1smnYkg/s1600/0006.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-mJhaOeQmIWQ/TbQlZ_XP0sI/AAAAAAAAAn8/WpQs1smnYkg/s320/0006.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599141365164266178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;O que restou do cemitério luterano de Campo Bom (RS). Após a transferência da maioria dos monumentos funerários e translado dos restos mortais para novo cemitério, restaram apenas poucas lápides, que desde então sofrem com depredação e com a perspectiva absurda de duplicação da Avenida Brasil - que atingirá cerca de 5m do cemitério, removendo algumas das lápides mais antigas. (foto: Jorge Luís Stocker Jr. / 2009)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A substituição gradual das lápides mais antigas, com remoção dos restos mortais, e uso do mesmo espaço para novos sepultamentos, é outro problema gravíssimo. É o mais recorrente e ocorre em praticamente todos cemitérios que ainda não encontram-se abandonados. O campo santo de propriedade das comunidades religiosas acaba  ficando pequeno para a quantidade de sepultamentos, em determinadas localidades, devido ao crescimento populacional acelerado. O aspecto de conjunto homogêneo de lápides fica completamente prejudicado, danificando o aspecto visual do cemitério e anulando seu valor paisagístico.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-NvEMQf1jaPU/TbQlybkuFeI/AAAAAAAAAo0/iM1gyEobncc/s1600/0005.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-NvEMQf1jaPU/TbQlybkuFeI/AAAAAAAAAo0/iM1gyEobncc/s320/0005.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599141785053828578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;O completo abandono do cemitério de Quatro Colônias Norte, em Campo Bom (RS). Restam poucas lápides de pé, e o local é praticamente desconhecido de iniciativas públicas. (foto: Jorge Luís Stocker Jr. / 2009)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a existência de lápides muito antigas, cujos descendentes não mais vivem na região ou são muito distantes, de gerações muito posteriores que jamais tiveram convivência, torna-se a alternativa mais fácil e mais utilizada a remoção. Muitos monumentos importantíssimos são diariamente reduzidos a cinzas com marretadas, ou em alguns casos, retirados e encostados contra o muro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-kaRJmbbmaZ8/TbQlaJEIy8I/AAAAAAAAAoE/OTLUGlx3PXk/s1600/0007.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-kaRJmbbmaZ8/TbQlaJEIy8I/AAAAAAAAAoE/OTLUGlx3PXk/s320/0007.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599141367768468418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Lápides históricas removidas do seu local original e escoradas contra o muro no cemitério da comunidade luterana São João, em Picada Café (RS)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro problema frequente é o completo abandono e depredação das lápides, quando é construído um cemitério novo na localidade. Com a falta de manutenção, estes lugares tornam-se alvo fácil de vandalismo ou de ocupação irregular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um dos problemas mais amenos neste contexto assustador, mas igualmente preocupante, está a desfiguração das lápides de pedra grês através da pintura com tintas inadequadas. Embora o aspecto de asseio seja agradável, e digno de aplauso o  investimento em melhorias em um cemitério antigo, não pode-se deixar de considerar a falta de respeito com o monumento funerário. O uso de tintas corrosivas pode prejudicar a pedra a longo prazo, e a própria modificação do aspecto das lápides é uma grande perda para o conjunto histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-z7TLWMGOHb0/TbQlaRSCbEI/AAAAAAAAAoU/JuF-5XPBxDM/s1600/0009.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-z7TLWMGOHb0/TbQlaRSCbEI/AAAAAAAAAoU/JuF-5XPBxDM/s320/0009.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599141369974254658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;O belo cemitério luterano de Morro Bock, em Picada Café (RS), onde o conjunto de lápides históricas mantém-se impressionantemente bem conservado e homogêneo. O maior problema enfrentado é a pintura uniforme de prateado sobre a pedra grês. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2009)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclui-se que, o maior problema enfrentado por esses bens culturais inestimáveis é a própria resistência em reconhecê-los oficialmente como patrimônio. Muitos continuam sendo utilizados como cemitérios, e o espaço que as lápides antigas ocupam, ainda são considerados parte da dinâmica econômica do cemitério, por tratar-se de área particular. A falta de pagamento e de cuidados acarreta a remoção das lápides, o que em poucos casos é feito com o cuidado necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de cuidados com os cemitérios abandonados e depredados também é preocupante.&lt;br /&gt;Estes locais são representativos de uma das etnias formadoras da população brasileira, são ricos em interpretações culturais, e não podem continuar recebendo este tipo de tratamento por parte das comunidades religiosas e do poder público. A patrimonialização destes bens poderá trazer vantagens a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5a_eheRR29w/TbQlj3dJYNI/AAAAAAAAAok/kwn7qp1E9WI/s1600/0011.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-5a_eheRR29w/TbQlj3dJYNI/AAAAAAAAAok/kwn7qp1E9WI/s320/0011.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599141534840217810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Epitáfio em alemão semi-enterrado entre as ruínas do cemitério de Quatro Colônias Norte, em Campo Bom (RS), um dos casos mais críticos de abandono e depredação. É um retrato da situação deste patrimônio em todo o Estado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia também:&lt;br /&gt;- Algumas fotos de cemitérios mapeadas pelo autor no Panoramio: &lt;a href="http://www.panoramio.com/user/807622/tags/cemit%C3%A9rio"&gt;http://www.panoramio.com/user/807622/tags/cemit%C3%A9rio&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="display: block;" id="formatbar_Buttons"&gt;&lt;span onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 8);ButtonMouseDown(this);" class="" style="display: block;" id="formatbar_CreateLink" title="Link"&gt;&lt;img src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" alt="Link" class="gl_link" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-2547071792440690764?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/2547071792440690764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/04/abandonados-arruinados-desfigurados-ou.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/2547071792440690764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/2547071792440690764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/04/abandonados-arruinados-desfigurados-ou.html' title='Abandonados, arruinados, desfigurados ou destruídos: os cemitérios das antigas colônias alemãs no Rio Grande do Sul'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-NuIo6NEfzFM/TbQlPNZCK-I/AAAAAAAAAnU/U2SLuwN2hV8/s72-c/0001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-5041443811687603986</id><published>2011-03-11T18:41:00.004-03:00</published><updated>2011-03-11T19:03:26.033-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='twitter'/><title type='text'>Die Zeit também no Twitter</title><content type='html'>Agora o Die Zeit - Patrimônio Cultural e história do Rio Grande do Sul está também no twitter.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/dzeitrs"&gt;&lt;br /&gt;http://twitter.com/dzeitrs&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lCaYEd_i15Q/TXqcENQTWfI/AAAAAAAAAlQ/AKfKGjoYdCU/s1600/vila%2Bzeit.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 253px; height: 253px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-lCaYEd_i15Q/TXqcENQTWfI/AAAAAAAAAlQ/AKfKGjoYdCU/s320/vila%2Bzeit.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582946284170598898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O Twitter será a partir de hoje uma importante ferramenta para divulgarmos com mais rapidez casos, opiniões e informações que provavelmente não teríamos condições de desenvolver em um artigo completo para o blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuaremos lutamos contra o tempo escasso para conseguirmos continuar publicando artigos completos aqui no blog!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Luís Stocker Jr.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-5041443811687603986?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/5041443811687603986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/03/die-zeit-tambem-no-twitter.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/5041443811687603986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/5041443811687603986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/03/die-zeit-tambem-no-twitter.html' title='Die Zeit também no Twitter'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-lCaYEd_i15Q/TXqcENQTWfI/AAAAAAAAAlQ/AKfKGjoYdCU/s72-c/vila%2Bzeit.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-4529223442757454897</id><published>2011-02-24T16:42:00.008-03:00</published><updated>2011-02-26T00:59:44.074-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aniversário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blog'/><title type='text'>Die Zeit - Dois anos no ar!</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; color: rgb(0, 0, 0);font-family:Arial;font-size:11pt;"  &gt;    O blog Die Zeit  completa hoje (25/02/2011) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dois anos&lt;/span&gt; de sua publicação!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; color: rgb(0, 0, 0);font-family:Arial;font-size:11pt;"  &gt;&lt;br /&gt;Temos a  comemorar, principalmente, o acréscimo que tivemos em visitação:  praticamente 80% em relação ao que atingimos no primeiro ano. Embora a  marca de 8610 visitas seja modesta, nos orgulhamos dela pela consciência  de mantermos um blog com esta temática, que nem sempre é de  interesse geral, atingindo um público alvo muito específico. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Constatamos a existência de uma lacuna; que é a difusão e pensamento  crítico a respeito do patrimônio cultural gaúcho, que estamos tentando  ocupar da melhor forma possível&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; color: rgb(0, 0, 0);font-family:Arial;font-size:11pt;"  &gt;&lt;span style="font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;font-family:Arial;font-size:11pt;"  &gt;Receiosos de estarmos  superestimando nossa pequena abrangência, acreditamos ter sido felizes este último ano,  ao difundir informações e opiniões em questões críticas e pontuais, como  a desfiguração do centro histórico de São Leopoldo (primeiramente contra uma &lt;a href="http://dzeit.blogspot.com/2010/03/homenagens-equivocadas.html"&gt;homenagem equivocada&lt;/a&gt;, e posteriormente quanto a &lt;a href="http://dzeit.blogspot.com/2011/01/sao-leopoldo-rs-esta-sumindo-todo-vapor.html"&gt;insistência do poder público daquela cidade&lt;/a&gt;). Mas para além das polêmicas, e mostrando que não estamos apenas tentando nos auto-promover, procuramos exorcizar o clima  pesado e hostil que permeia a área de patrimônio cultural, com textos  mais lúdicos, abordando a &lt;a href="http://dzeit.blogspot.com/2010/06/questoes-patrimoniais-e-o-cinema.html"&gt;relação entre algumas animações computadorizadas, como Up! e Toy Story, com conceitos de patrimônio cultural&lt;/a&gt;,  ou mesmo nos divertindo com &lt;a href="http://dzeit.blogspot.com/2010/11/as-vaquinhas-ensinam-arquitetura-cow.html"&gt;as vaquinhas da Cow Parade&lt;/a&gt;. Se por um lado,  compartilhamos resultados de pesquisas científicas, como no caso do  texto sobre &lt;a href="http://dzeit.blogspot.com/2010/05/fotografias-antigas-como-forma-de.html"&gt;análise de fotografias&lt;/a&gt;; por outro, buscamos não nos  preocupar com dogmatismos do meio acadêmico, arriscando um tom mais categórico quando  julgamos necessário (como nesta&lt;a href="http://dzeit.blogspot.com/2010/07/apagando-historia-do-centro-historico.html"&gt; desfiguração de uma casa histórica&lt;/a&gt; na Rua da Praia de  Porto Alegre).&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; color: rgb(0, 0, 0);font-family:Arial;font-size:11pt;"  &gt; Nosso foco no último ano foi sugerir um pensamento  crítico a respeito dos inventários do patrimônio cultural&lt;/span&gt;, ineficientes  (como frisamos &lt;a href="http://dzeit.blogspot.com/2010/09/falando-um-pouco-dos-inventarios.html"&gt;no caso de Campo Bom&lt;/a&gt;) ou mesmo ainda inexistentes. É uma  tecla que pretendemos continuar pressionando, com a esperança de que  consigamos sensibilizar quanto a necessidade de uso correto deste  instrumento como ponto de partida para políticas patrimôniais  eficientes. Escrevemos não como os grandes teóricos que não somos, mas  com a certeza de estarmos buscando a continuidade dos bens patrimoniais,  &lt;a href="http://dzeit.blogspot.com/2010/10/por-que-tem-valor-discutindo-os.html"&gt;sendo categóricos&lt;/a&gt; a respeito das justificadtivas hipócritas que visam  contemplar interesses particulares.&lt;br /&gt;Nosso agradecimento a todos que nos acompanham, pelo tempo e paciência que concedem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; color: rgb(0, 0, 0);font-family:Arial;font-size:11pt;" rgb=""  &gt;    Obrigado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Luís Stocker Junior.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-4529223442757454897?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/4529223442757454897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/02/die-zeit-dois-anos-no-ar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/4529223442757454897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/4529223442757454897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/02/die-zeit-dois-anos-no-ar.html' title='Die Zeit - Dois anos no ar!'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-7851397201187140277</id><published>2011-01-13T22:14:00.012-02:00</published><updated>2011-01-13T23:02:41.476-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mau exemplo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='são leopoldo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><title type='text'>São Leopoldo (RS) está sumindo - "a todo vapor"!</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Imitações históricas fantasiosas. Enjambrações e desfiguração de prédios históricos. Muitos destes erros com os quais nos deparamos em nossas cidades diariamente poderiam ser justificados pela “ingenuidade”. Até mesmo algumas demolições.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Esta “ingenuidade” de que tratamos nada mais é do que a falta de conhecimento. Na maioria das vezes, a falta de acesso ao conhecimento. E ingenuidade se perdoa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Talvez com ingenuidade, a Prefeitura Municipal de São Leopoldo lançou em 2009 um projeto de Centro Administrativo para a cidade. Localizado no coração histórico da cidade, o prédio seria um nefasto vizinho do patrimônio cultural circundante: Um bloco em altura, que tanto mimetizava o prédio Art Déco da antiga Prefeitura quanto acrescentava traves enxaimel a fachada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TS-YKuPQEsI/AAAAAAAAAks/6wCWvBFFCNo/s1600/Proposta%2Benxaimel%2Bprefeitura.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 241px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TS-YKuPQEsI/AAAAAAAAAks/6wCWvBFFCNo/s320/Proposta%2Benxaimel%2Bprefeitura.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561831374803964610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Imagem da fachada, divulgada na internet em 2010. (fonte: PM São Leopoldo).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;Em suma, uma completa vergonha. Um projeto digno de figurar em programa humorístico, ou em alguma sátira arquitetônica de faculdade. Era difícil, à época, acreditar na veracidade da notícia. Mas ela estava lá, apresentando uma Prefeitura “vexaimel” que viria para resgatar a cultura alemã na cidade e “criar” um novo ponto turístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os erros desta proposta foram aqui discutidos na ocasião, &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" href="http://dzeit.blogspot.com/2010/03/homenagens-equivocadas.html"&gt;no artigo que pode ser acessado clicando aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Mas o Die Zeit não discutiu sozinho. Fomos apenas uma pecinha entre muitos: Diretórios Acadêmicos de Arquitetura e Urbanismo das universidades Unisinos e Feevale; profissionais autônomos da região, Defender, IAB e o ICOMOS. Lotamos a Câmara de Vereadores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Fomos educados e sucintos, apontando os erros da proposta, que aliás, eram muitos. O enxaimel era apenas a cereja no topo do bolo. As traves enxaimel estavam lá apenas para evidenciar a todos: “opa, alguma coisa está MUITO errada aí!”. Muitas vezes este tipo de “cereja” já fez falta, aliás. Quem sabe outras obras teriam chamado a atenção e pudéssemos ter evitado muitas atrocidades maiores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Mas de qualquer forma, remover a cereja não muda o sabor e o formato do bolo. Tampouco girá-lo no prato. Essa analogia pobre explica a estratégia da Prefeitura Municipal para readequar o projeto, uma espécie de “cala a boca” aos que reclamavam:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" href="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TS-X9lA3JxI/AAAAAAAAAkk/XXMgqMDvsn0/s1600/casaoleo.png"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 187px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TS-X9lA3JxI/AAAAAAAAAkk/XXMgqMDvsn0/s320/casaoleo.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561831148989392658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-style: italic;"&gt;Mudou a cara, mudou a posição no terreno – a essência é a mesma!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Analisando bem a edificação, vemos uma ilustração clara da decadência das obras públicas. Com dinheiro público e com a oportunidade de ouro de construir um programa especial (Prefeitura) em um território rico em informações para serem exploradas, vemos que a Prefeitura Municipal desiste do fiasco vexaimel para investir numa espécie de “torre residencial”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;A arquitetura é mais do que apenas sua funcionalidade e sua materialidade: ela também é o que parece e o que representa. Quando tratamos de um Paço Municipal, esse significado redobra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;A torre agora é "contemporânea" (sic), o projeto é o mesmo. Ele representa para a cidade o mesmo que tantas outras torres residenciais representam. Um nada. Um edifício sem o caráter que uma Prefeitura deveria ter.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; Mas, se por um lado ter essa forma “residencial” poderia fazer o prédio se esconder entre o mar de mediocridade, tornando-se apenas discreto, por outro, implantá-la num local onde ainda predomina a escala colonial e praticamente ao lado de edificações históricas cruciais para o centro histórico da cidade, é completamente insano. Prejudica imensamente o perfil da rua, a ambiência histórica e a visual de entrada do município.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S7Fq0N9hP8I/AAAAAAAAAVQ/hLcmBWc0OPI/s320/03.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454258069055815618" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0); font-style: italic;"&gt;Como compatibilizar esta escala com o edifício proposto? &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Parafraseando o jornalista cultural André Azevedo da Fonseca, é&lt;/span&gt; “como se um engraçadinho suprimisse um parágrafo da história da cidade e inserisse, por conta própria, palavrões e vulgaridades&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;”. O efeito é o mesmo. Mas ao contrário do caso a que se referia Fonseca, aqui não estamos lidando com uma mera desfiguração de prédio histórico, mas de uma intervenção crítica no coração da cidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Os problemas são, enfim, nítidos e visíveis, mas agora não é ingenuidade. Está claro: com tantos órgãos importantes e profissionais gabaritados alertando sobre os problemas que esta obra da forma como é proposta irá acarretar, a Prefeitura Municipal de São Leopoldo segue a construção “a todo vapor”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" href="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TS-Y3N0sblI/AAAAAAAAAk0/nWbMIPMcclE/s1600/Zero%2BHora%2B-%2B12012011.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 301px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TS-Y3N0sblI/AAAAAAAAAk0/nWbMIPMcclE/s320/Zero%2BHora%2B-%2B12012011.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561832139196755538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;"Em São Leopoldo, a obra não pode parar". Publicado no Informe Especial do jornal Zero Hora em 12/01.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;E aliás, faz questão de usar os veículos de comunicação da região para demonstrar seu &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;poder&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;. O prédio sai, não importa se faça chuva, sol ou vento; e daí se o Ministério Público nos processa. Não vamos parar pra pensar, agora é agir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" href="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TS-a7J0Jl9I/AAAAAAAAAk8/pcl5_pgwi7M/s1600/jornal%2Bvs%2B12.01.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 108px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TS-a7J0Jl9I/AAAAAAAAAk8/pcl5_pgwi7M/s320/jornal%2Bvs%2B12.01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561834405863462866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;"Nova Prefeitura com Obra Adiantada", em reportagem típica de assessoria de imprensa publicada no Jornal VS.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Definitivamente isso não é ingenuidade. Hipocrisia? Só sei dizer que o Poder Público Municipal de São Leopoldo é privilegiado. Cada erro que comete ou pensa em cometer, lá está a sociedade, atenta, ativa, engajada. Lotando a Câmara! Que o digam as últimas duas audiências públicas, onde destaca-se a causa ambiental do &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" href="http://amigosdomorrodoespelho.blogspot.com/"&gt;Bosque de São Francisco de Assis&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; – causa esta, que a Prefeitura parece tentar “transferir” para abafar o caso. Fico imaginando que salto de qualidade a região daria, se a sociedade reagisse sempre assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Mas com tanta participação, tanto engajamento, a contrapartida que a Prefeitura concede é pífia. Responde com o silêncio e a ausência nas audiências. Toma atitudes como&lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 0);" href="http://www.leismunicipais.com.br/cgi-local/showingimg.pl?number=6447&amp;amp;year=2010&amp;amp;city=S%E3o+Leopoldo&amp;amp;state=RS&amp;amp;typ=d&amp;amp;wordkeytxt=patrim%F4nio+cultural"&gt; *esta &lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;sem consultar a sociedade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; Temos uma série de ganhos particulares com consequentes prejuízos coletivos. A balança pende pra um lado. E o lado vitorioso, não está interessado com a qualidade de vida, com o entendimento e apreciação da cidade como um todo. Não está interessado na proteção das fragilizadas migalhas de ecossistemas e de patrimônio cultural. Não está interessada, enfim, em nada que torna São Leopoldo a cidade de São Leopoldo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;E fica apenas a tristeza e a revolta, ao nos depararmos com as reportagens que nos deixam claro que obra não para. Afinal, sabemos que certamente este erro não é obra da ingenuidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Corram, pois o que conhecemos por São Leopoldo está sumindo. E no que depender da Prefeitura e do 'cronograma da obra', será " a todo vapor".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-7851397201187140277?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/7851397201187140277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/01/sao-leopoldo-rs-esta-sumindo-todo-vapor.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/7851397201187140277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/7851397201187140277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2011/01/sao-leopoldo-rs-esta-sumindo-todo-vapor.html' title='São Leopoldo (RS) está sumindo - &quot;a todo vapor&quot;!'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TS-YKuPQEsI/AAAAAAAAAks/6wCWvBFFCNo/s72-c/Proposta%2Benxaimel%2Bprefeitura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-7016628647691244778</id><published>2010-11-04T00:19:00.013-02:00</published><updated>2010-11-04T14:01:43.227-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='modernismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='prédios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cow parade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arquitetura moderna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='porto alegre'/><title type='text'>As vaquinhas ensinam arquitetura - Cow Parade Porto Alegre 2010</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;O &lt;strong&gt;Cow Parade&lt;/strong&gt; de Porto Alegre tem despertado atenções. É impossível visitar uma das cerca de 80 vaquinhas espalhadas pela cidade e não se deparar com vários visitantes, com máquinas digitais em punho, registrando as obras de arte. Essa "movimentação" pelo meio urbano é elogiável, por reconciliar o cotidiano da cidade com os espaços que ela ocupa. A inserção das "vacas" como pontos de referência temporários suscita o reconhecimento dos pontos de interesse (permanentes) situados nas cercanias.&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TNIako5pNUI/AAAAAAAAAiQ/AmSwRrrSVOQ/s320/vaca.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535516108748567874" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;(Vacaduto da Borges - Foto: Elis Regina Berndt/Nov 2010)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Visitar as vaquinhas é um passatempo divertido, e resgata o "passear pela cidade", hoje tão incomum na cidade pelos mais variados motivos. E acredite, também pode ser divertido dedicar alguns cliques e olhares aos prédios evidenciados pelo posicionamento de algumas vaquinhas - lugares que dizem muito sobre a identidade de Porto Alegre.&lt;br /&gt; Para dar um gostinho, vamos sugerir algumas visitas... Mas com olhar atento, é possível ver muito mais coisas interessantes entre uma vaquinha e outra!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;"27 - Cowversa comigo?" - Estação Mercado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; A vaquinha Cowversa comigo está sob o arco da Estação Mercado. O entorno é um dos mais interessantes de Porto Alegre, a começar pelo próprio Mercado que dá nome a estação. Trata-se de um dos prédios mais antigos ainda existentes na cidade, inicialmente com apenas um pavimento e torreões laterais, acrescido no início do séc. XX de mais um andar, recebendo a linguagem mais eclética que hoje o caracteriza.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TNIcOZqW1iI/AAAAAAAAAjY/fpueNfMz-2g/s320/fotos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535517925724050978" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Aspecto do Mercado Público de Porto Alegre. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr/2010)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O mercado público é até hoje, palco do cotidiano da cidade, existindo uma vida própria muito característica. A reforma dos anos 90 deixou o ambiente bastante asséptico em relação ao que se espera deste tipo de espaço, mas em contrapartida preparou o Mercado para continuar participando do cotidiano da cidade no século XXI.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TNIajZ9B8PI/AAAAAAAAAh4/E9TkzGyCGo4/s320/P1010365.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535516087556370674" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Ao fundo, o Palácio do Comércio, projetado por Joseph Lutzenberger. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Também vale a pena reparar no Palácio do Comércio, situado ao lado da Estação. Inaugurado em 1940, o prédio reflete a tendência geometrizante, inspirada no Art Déco, que influenciou boa parte da produção arquitetônica da cidade na época, além de exemplificar a resistência aos modelos modernos de matriz corbuseana. Ironicamente, foi projetadopor um arquiteto alemão (Joseph Lutzenberger), durante o governo de Getúlio Vargas, que tanto faria pela nacionalização forçada e pela repressão à cultura alemã, respingando estas consequências na atuação de alemães em profissões como engenharia e arquitetura.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TNIcOoh_dYI/AAAAAAAAAjg/CF4U-c8U1Hs/s1600/fotows.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TNIcOoh_dYI/AAAAAAAAAjg/CF4U-c8U1Hs/s320/fotows.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535517929715496322" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;O entorno do mercado é riquíssimo em prédios de diferentes momentos da cidade. (foto: Jorge Luís Stocker Jr.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;"76 - Vacaduto da Borges" - Borges de Medeiros&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A obra Vacaduto da Borges, situada no início da Borges de Medeiros, deixa em evidência um quarteirão de primeira importância para a arquitetura moderna na cidade. Como principal prédio do conjunto, desponta o monumental Sulacap, com sua inconfundível cobertura piramidal. O prédio, projetado pelo arquiteto Arnaldo Gladosch, foi inaugurado em 1943 e já então encontrava oposição ferrenha no meio acadêmico e profissional da cidade, que começava a interessar-se pelo modernismo corbuseano. Apesar de retrógrado pelo fato de utilizar mais cheios do que vazios e dos elementos decorativos, o prédio exemplificava a revolução urbana moderna que se pretendia na área, através de plano diretor elaborado pelo mesmo Gladosch. O "quarteirão Masson", como era então chamado, apresentava aspecto monumental, com a marcação da esquina através da torre. Tudo em substituição ao casario colonial e ao traçado de quadras pré-existentes no local, com complicada divisão de terras que atravancava a verticalização da cidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TNIbXuoxziI/AAAAAAAAAig/hyNVAfIBzik/s320/222.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535516986461769250" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Edifício Sulacap, projetado por Arnaldo Gladosch. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Gladosch conseguiu deixar sua marca neste entorno não apenas através do Sulacap e do Sul América, prédios de sua autoria, mas também na própria avenida, mais precisamente no Quarteirão Masson que até hoje representa a síntese soluções urbanas por ele defendidas, como o abrigo coberto para pedestres, as relações de escala e alturas e a própria modernidade expressa através do "futurismo" e da monumentalidade. É impossível visualizar o impactante "cânion" de prédios da Borges de Medeiros, com o coroamento minucioso do Sulacap, e não remeter-se a cenas como as do filme alemão Metrópolis, de Fritz Lang.&lt;br /&gt;Os prédios do entorno representam diferentes momentos da absorção do ideario "moderno" na cidade de Porto Alegre.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 238px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TNIbXclU9JI/AAAAAAAAAiY/KK94TnbHXMg/s320/111.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535516981615457426" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Conjunto "Continente", construído em diferentes momentos  (Ed. Planalto, Ed. Missões e Ed. Fronteira), visivelmente inspirado no Palácio Capanema, de Niemeyer, Lucio Costa e cia, denotando a influência do modernismo carioca na cidade. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;"72 - O Pensamento" - Casa de Cultura Mario Quintana&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TNIajlnhjtI/AAAAAAAAAiA/dgISWYqV3Ts/s320/vaca2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535516090687393490" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;O Pensamento (Foto: Elis Regina Berndt/2010)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O antigo Hotel Majestic, que hoje abriga a Casa de Cultura Mario Quintana, é de longe um dos locais mais bacanas da cidade para se visitar, não importa o motivo: cinema, teatro, exposições artísticas culturais, café, ou mesmo apenas um chimarrão no jardim. Ou mesmo visitar a vaquinha "O Pensamento" da Cow Parade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TNIcNffzdVI/AAAAAAAAAjI/0pN_TDOr8Rc/s320/ccmq.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535517910110532946" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;A Travessa dos Cataventos, que divide os dois blocos do antigo Hotel Majestic. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O projeto original, de Theo Wiederspahn, previa duas edificações idênticas, simétricas, unidas pelas duas cúpulas e pelas passarelas. A travessa interna, bastante ousada até para os dias atuais, acabou configurando-se em um dos espaços urbanos mais interessantes da capital gaúcha. É um espaço especial que a cidade soube apropriar-se.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TNIcMwbTXeI/AAAAAAAAAjA/MjbKZrbGS2w/s320/6666.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535517897475186146" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Detalhe do Antigo Hotel Majestic, de Theo Wiederspahn  (Foto: Jorge Luís Stocker Jr/2010)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O volume situado do lado leste, inaugurado em 1918, teve grande parte de suas características originais preservadas. O outro volume recebeu uma importante intervenção interna nos anos 90, quando foi convertido para Centro Cultural, com interessante uso de concreto armado nu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 242px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TNIbZDRjZ5I/AAAAAAAAAi4/1RngwDlFxl8/s320/555.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535517009181370258" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;A vista do "Jardim Joseph Lutzenberger" da CCMQ privilegia a vista da igreja das Dores, cuja fachada também é autoria de Theo Wiederspahn. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"80 - Bochincho no Galpão da CowParade" - Santander Cultural&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TNIcNx9GufI/AAAAAAAAAjQ/Ib7eQ1n7jbg/s320/fotos3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535517915065268722" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Antiga sede do Banco Nacional do Comércio, hoje Santander Cultural. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em frente ao Santander Cultural, na Praça da Alfândega, está situada a vaquinha denominada "Bochincho no Galpão da CowParade".  O local é único, pelo "confronto" de dois modelos de edificação bancária: o antigo Banco Nacional do Comércio, hoje convertido em Santander Cultural, de feições fortemente clássicas, e o prédio modernista do antigo SulBanco, hoje Banco Santander.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TNIakKvET0I/AAAAAAAAAiI/obK0P3UHOmQ/s320/vaca3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535516100651142978" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Bochincho no Galpão da CowParade - Foto: Elis Regina Berndt/2010&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O primeiro, teve projeto encomendado ao arquiteto Theo Wiederspahn, na época com um programa mais extenso. Problemas fariam com que Widerspahn falisse e se afastasse da obra, e seus estudos foram posteriormente adaptados por outros profissionais. Foi inaugurado em 1931. A riqueza dos conjuntos escultóricos, alguns dos quais executados pelo artista Fernando Corona, é um dos destaques da edificação, bem como a monumentalidade conferida pelos grandes pilares de ordem coríntia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TNIbYE_BdJI/AAAAAAAAAio/IqQGTOZ409w/s320/333.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535516992460649618" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Inserção da antiga sede do Sulbanco a partir da rua General Câmara ("da ladeira"). (foto: Jorge Luís Stocker Jr/2010)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O segundo edifício, antiga sede do Sulbanco, inaugurado em 1943, passa despercebido aos que pouco conhecem sobre a arquitetura moderna. No entanto, é um dos principais exemplares da cidade. A adoção dos princípios modernistas, como o emprego do Brise-Soleil como elemento de proteção na fachada oeste (solução técnica mas de grande impacto visual) que permitiu grandes aberturas. O prédio marca o novo "programa" exigido pelas agências bancárias, um grande bloco verticalizado de escritório. A robustez exigida na época para sedes bancárias, porém, continua presente no pavimento térreo, revestido de granito preto. Vale ainda ressaltar a interessante articulação de materiais proposta pelo arquiteto Guido Trein - o metal do brise-soleil em contraste com os tijolos cerâmicos e a base de granito.&lt;br /&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TNIbYfuqciI/AAAAAAAAAiw/sS4uPGlfXes/s320/444.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535516999639790114" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;A interessante articulação de materiais do antigo Sulbanco. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Texto: &lt;/strong&gt;Jorge Luís Stocker Jr.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Leia também:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-"Arnaldo Gladosch - O Edifício e a Metrópole" (livro) - Anna Paula Cannez&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Arquitetura Moderna em Porto Alegre (livro) - Alberto Xavier / Ivan Mizoguchi&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- &lt;a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;amp;source=web&amp;amp;cd=1&amp;amp;ved=0CCAQFjAA&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fwww.cowparade.com.br%2F&amp;amp;ei=KiDSTPDAApbKjAfWq-jyDQ&amp;amp;usg=AFQjCNF__KRvC_l_25jyEAHLAmfe9YOAwg&amp;amp;sig2=mCcsgMEwRruC1PAMmWI68A"&gt;Cow Parade Porto Alegre 2010&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-7016628647691244778?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/7016628647691244778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2010/11/as-vaquinhas-ensinam-arquitetura-cow.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/7016628647691244778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/7016628647691244778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2010/11/as-vaquinhas-ensinam-arquitetura-cow.html' title='As vaquinhas ensinam arquitetura - Cow Parade Porto Alegre 2010'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TNIako5pNUI/AAAAAAAAAiQ/AmSwRrrSVOQ/s72-c/vaca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-7933724059005940030</id><published>2010-10-20T20:41:00.016-02:00</published><updated>2011-11-29T11:28:50.151-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='modernismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inventário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sapiranga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='três coroas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dois irmãos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estilo eclético'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sander'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novo hamburgo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='enxaimel'/><title type='text'>Por que tem valor? Discutindo os critérios para a seleção de bens históricos - Parte I</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;Em qualquer tipo de estudo ou trabalho relacionado ao patrimônio construído, costuma ser nítida a ausência de critérios rígidos utilizados para afirmar, de modo definitivo, que um bem histórico é portador ou não de valores que determinem a necessidade de sua preservação. Deixando de lado qualquer tipo de dogmatismo, e munindo-se de conhecimentos, sensibilidade e principalmente bom senso, pode ser possível chegar a um resultado que seja o mais satisfatório possível.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TL9xaEZaZpI/AAAAAAAAAfs/zg8xbarpXKU/s320/picadajammerthal.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530263560105125522" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Casa de caráter historicista, bastante tardia (1949), localizada entre Jammerthal e Joaneta, em Picada Café (RS): seu valor histórico poderia eventualmente ser contestado pela aplicação tardia destas formas históricas então já ultrapassadas. Mas esta adoção tardia de formas e da volumetria típica dos anos 10-30 nas cidades mais desenvolvidas de imigração alemã, pode ser bastante significativa historicamente: uma casa de caráter tão germânico, em plena campanha de nacionalização, e tão tradicional, em tempos de modernização, só seria possível em lugares muito isolados geograficamente. (Foto: Elis Regina Berndt/ Março 2010)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O patrimônio histórico construído tem uma inegável importância para as cidades, assunto que já discutimos em diversos artigos do Die Zeit. No entanto, como definir o que, de fato, é patrimônio? É nítido que não devemos nos restringir apenas aos bens históricos já tombados ou indicados para preservação. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Afinal, o tombamento não determina o valor de um bem, apenas o declara oficialmente. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Mas então, quais edificações são, de fato, portadoras de valores que a tornem merecedoras de proteção?&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 216px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TL9_F-rGKyI/AAAAAAAAAgU/Z1Yjp_hoycI/s320/casatorres.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530278608134089506" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Casa neo-colonial, uma das últimas das tantas que caracterizaram o centro de Torres (RS): terá algum significado pra cidade? O sufocamento da casa pelas edificações lindeiras antecipa seu destino. (foto: Jorge Luís Stocker Jr/ Janeiro 2010)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, a única certeza que podemos ter é que não existe nenhuma resolução definitiva sobre o assunto. Na busca por embasamento, nos depararemos com a legislação, que no geral chega a ser bastante completa a respeito do tema, mas reticente e vaga quando aplicada em situações práticas; com as convenções e cartas patrimoniais, normalmente contraditórias quando aplicadas sem a análise dos seus contextos históricos, e ainda com a produção intelectual existente - que apesar de importantíssima e ótimo ponto de partida, é arriscada quando adotada sem a problematização necessária. Qualquer uma dessas fontes, adotada sem senso crítico e profunda reflexão, pode encorajar atitudes precipitadas. Num assunto onde tudo é tão subjetivo, é praticamente impossível adotar uma postura única e rígida que não analise cada caso como um caso único.&lt;br /&gt;Com este artigo, pretendemos deixar nossa modesta contribuição para o tema, levantando questões, opiniões e exemplos para discutir formas e critérios que ao nosso ver deveriam nortear a seleção e preservação de bens históricos representativos do nosso patrimônio cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O valor cultural&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais conhecido de todos, e de maior aceitação, o valor cultural de um bem diz respeito a seu histórico e importância afetiva. Tem valor cultural os exemplares que ilustrem ("contem") uma história importante para a cidade, que tenham abrigado personalidades ou sejam características de algum grupo social, que representem uma cultura diferenciada (como a imigratória), e/ou que tenham importância social, como referencial afetivo. Também em alguns casos, pode ser considerado um exemplar que, ainda que hoje isolado, represente determinado período histórico de uma rua ou bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É talvez o critério mais amplo, considerando-se que a "importância" de cada evento ou período histórico é muito relativa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TL93sVofXqI/AAAAAAAAAf8/FH2UrlHNXc4/s320/trecoroassander.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530270471039180450" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Casa eclética com a volumetria típica das regiões de imigração alemã, situada em Sander - bairro de Três Coroas (RS). Por muitos anos o estilo eclético foi considerado sem qualquer valor cultural e mera cópia de um estilo europeu. Em alguns casos ainda se mantém este preconceito, o que se torna um absurdo quando, como neste exemplo, é possível relacionar peculiaridades regionais tanto na volumetria quanto na espacialidade dos prédios. Sem pesquisa, é impossível determinar o valor de um bem! (foto: Jorge Luís Stocker Jr./ Agosto 2010)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Não podemos esquecer que, para conhecer o valor cultural de um prédio, é preciso bem mais do que uma simples visita de levantamento fotográfico e confecção imediata de laudo assinado por profissional legalmente habilitado (e algumas vezes, teoricamente bitolado): a pesquisa oral, documental e bibiliográfica é imprescindível para que se consiga obter dados que ajudem a contextualizar a edificação, sua origem e histórico. É impossível adivinhar o valor cultural de uma edificação através de uma fotografia ou ficha de inventário incompleta e portanto, é completamente hipócrita negar seu valor histórico sem que se tenha procedido uma pesquisa completa e competente. Decisões importantes como esta não podem ser tomadas precipitadamente, na pressa e de portas fechadas, por uma pessoa ou comissão responsável que não tenha respaldo representativo da sociedade e entidades interessadas no assunto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TL9xaQz5d6I/AAAAAAAAAf0/sbkij_jZWLg/s320/previdenciasapiranga.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530263563437438882" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;As poucas edificações modernistas realmente significativas do ponto de vista arquitetônico, como a sede da Previdência Social em Sapiranga (RS), certamente tem um valor morfológico muito acentuado, embora ainda encontrem intensa contrariedade. No entanto, principalmente nas capitais, aos poucos vão encontrando sua valorização através da ampliação das pesquisas de mestrado e doutorado na área e do próprio distanciamento temporal que vai crescendo. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr/ Julho 2010)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; O estado de conservação do bem em questão também costuma ser a justificativa para demolições. Oferecer risco aos transeuntes é realmente crítico, mas as providências tomadas devem vir em encontro à valorização e preservação do valor cultural do bem, e não sua erradicação através de demolição. Desta forma, ao invés da resolução de um problema, gera-se outro: um vácuo histórico e cultural irreversível para as nossas cidades já sequeladas e desmemoriadas. &lt;strong&gt;O mau estado de conservação pode prejudicar e colocar em risco o valor cultural, mas de modo algum o elimina. &lt;/strong&gt;Não podemos esquecer ainda que, o próprio estado de ruínas de um edifício pode ser muito representativo e seu restauro ou consolidação enquanto ruína pode ser uma forma de educação patrimonial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TL9xZ-hEoEI/AAAAAAAAAfc/zkXwrFAuBVY/s320/casalar.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530263558526640194" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 220px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TL-BsmMp5PI/AAAAAAAAAgc/MLYyp3MzR0E/s320/evangelisches.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530281470602110194" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;O prédio do antigo Evangeliches Stift e posteriormente Lar da Menina, em Novo Hamburgo, encontra-se em ruínas desde um incêndio nos anos 90, e se desintegrou lentamente ao longo dos anos. Felizmente foi tombado a nível municipal, como reconhecimento ao seu inestimável valor cultural - mesmo no atual estado de ruínas. Nos parece importante que não se reconstrua ou recomponha a fachada exatamente tal como se apresentava antes do incidente, como forma de educação patrimonial: seria demonstrar erroneamente que o patrimônio pode ser facilmente reconstruído, comprovando que erros como descaso e demolições são reversíveis posteriormente. As soluções para seu restauro deveriam, preferencialmente, recompor os volumes mas manter uma forma de valorizar esse arruinamento que faz parte da história da edificação. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./Agosto de 2010 e Acervo Pref. NH)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Necessário dizer, no contexto atual onde vemos é uma completa desfiguração da cidade tradicional, &lt;strong&gt;com a existência de apenas poucas migalhas históricas espalhadas pelas cidades&lt;/strong&gt;, somos da opinião de que TODO e QUALQUER bem de interesse cultural que tenha chegado aos dias atuais em relativa integridade DEVE ser mantido. Ou, no mínimo, deve-se analisar muito profundamente a real necessidade de sua demolição. A quem ela beneficia? Que prejuízos ela traz? Frisando que a situação atual já é crítica, e que &lt;strong&gt;qualquer argumento que inclua a possibilidade de "congelamento da cidade" é fajuto (pois os prédios históricos são minoria inconteste) acreditamos ser praticamente impossível que a melhor opção seja a demolição em casos de bens realmente portadores de valor cultural.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;O valor morfológico da arquitetura&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;A qualidade do projeto arquitetônico é, talvez, o conceito mais aceito e aplicado por arquitetos, e também no geral encontra bom respaldo popular. Quando se avalia o valor arquitetônico de uma edificação, se pesa a sua representatividade enquanto exemplar de determinado período estilístico, ou seja, sua filiação (ou reação) a determinada escola. Além de considerar-se a qualidade estética das fachadas, também deve ser avaliada a qualidade e/ou peculiaridade da distribuição espacial.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TL93swnyjTI/AAAAAAAAAgM/aOLEUL4O8is/s320/soine.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530270478284000562" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;A Casa Soine, de 1914, situada em Dois Irmãos (RS) é um exemplar de inegável valor morfológico: apesar da relativa simplicidade, nota-se uma aplicação criteriosa e erudita de formas históricas. Tem também seu inestimável valor cultural, enquanto representante da arquitetura residencial em zonas de imigração teuta naquela década (Foto: Elis Regina Berndt/Dezembro 2009)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A planta-baixa das casas antigas, quando ainda reconhecíveis, podem ser uma fonte documental importantíssima para o entendimento das transformações econômicas e sociais. O espaço interno deve ser mantido sempre que possível, obviamente com a devida compatibilização com os novos usos. No entanto, como dificilmente é possível no caso de bens particulares e trocas constantes de usos, &lt;strong&gt;o mínimo a se fazer é documentar cada alteração introduzida&lt;/strong&gt;. Tal precaução é de fácil execução e não se trata de nenhum exagero: é o mínimo a se exigir, em se tratando de prédios que chegaram até hoje em relativa integridade e que são, muitas vezes, os últimos representantes de determinados períodos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TL9xaJRd6uI/AAAAAAAAAfk/sQfUBy3I5Y0/s320/friedrich.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530263561413978850" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;O belo casarão Friedrich, exemplarmente bem conservado pela família, em Novo Hamburgo (RS). Hoje abriga um museu particular e mantém seu uso residencial, usos sustentáveis e que possibilitam a manutenção de sua integridade. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr./Setembro 2010)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;É preciso ter em mente que, quando trabalhamos com um prédio histórico, temos em mãos um documento valioso que é portador de informações. &lt;strong&gt;De fato um documento "vivo", no qual as alterações e modernizações podem e devem somar ainda mais valores.&lt;/strong&gt; Justamente por isso devem ser feitas com cuidado, conhecimento e com a devido registro das intervenções e motivações, que deve ser exigido pelas comissões responsáveis . Afinal, profissionais entram e saem dos seus cargos e a informação não documentada poderá se perder definitivamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TL9xZlhpr3I/AAAAAAAAAfU/dcY1HLmgMFg/s320/casakayser.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530263551818182514" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;A Casa Kaiser é um dos mais valiosos bens históricos do município de Novo Hamburgo (RS). Situada em Hamburgo Velho, data aproximadamente de 1850, e não tem hoje qualquer proteção legal. Trata-se da única construção enxaimel que ainda apresenta-se na sua quase originalidade, mantendo tanto sua estrutura quanto seus interiores com pouquíssimas intervenções, devido a manutenção do uso residencial pela família até alguns anos atrás. Hoje encontra-se desocupada. Seria lamentável neste caso específico uma reciclagem de uso que desfigurasse seu interior, por se tratar da única edificação enxaimel da cidade e uma das únicas da região a manter-se praticamente original. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr. / Agosto 2010)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Os critérios cultural e morfológico, bem como os demais (técnico, paisagístico, funcional, reconhecimento teórico e popular, etc) se entrelaçam e se complementam, de forma que não se pode julgar a partir de apenas um ponto de vista&lt;strong&gt;. Nos próximos artigos, buscaremos discutir um pouco sobre os demais critérios. Deixe sua contribuição nos comentários!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Texto: Jorge Luís Stocker Jr.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-7933724059005940030?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/7933724059005940030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2010/10/por-que-tem-valor-discutindo-os.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/7933724059005940030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/7933724059005940030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2010/10/por-que-tem-valor-discutindo-os.html' title='Por que tem valor? Discutindo os critérios para a seleção de bens históricos - Parte I'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TL9xaEZaZpI/AAAAAAAAAfs/zg8xbarpXKU/s72-c/picadajammerthal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-7789501807439908890</id><published>2010-09-08T23:44:00.017-03:00</published><updated>2011-11-29T11:21:58.466-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inventário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='campo bom'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sapiranga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mau exemplo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='três passos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novo hamburgo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;santa maria do herval&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='canoas'/><title type='text'>Falando um pouco dos inventários...</title><content type='html'>&lt;em&gt;A preservação do patrimônio cultural brasileiro encontra, no geral, empecilhos que já deveriam estar superados há muitas décadas. A falta de políticas municipais é o maior deles, e apenas reflete o ócio da sociedade na valorização do seu legado. O primeiro passo - inventariar o que existe - acaba sendo permeado de interesses políticos econômicos ou preconceitos ideológicos, impedindo uma correta valorização do patrimônio enquanto integrante e agente qualificador do espaço urbano. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;em&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 241px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TIhM91khNxI/AAAAAAAAAes/qMtXqiaHI-Q/s320/Graphic7.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514742368951154450" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Na cidade de Santa Maria do Herval (RS), a inexistência de qualquer tipo de levantamento torna frequente casos como este: edificações centenárias em técnica enxaimel são demolidas para dar lugar a prédios comuns da rotina imobiliária, que poderiam ser construídos em qualquer outra área livre da malha urbana. O patrimônio, que deveria articular o espaço urbano, some e dá lugar a falta de harmonia. (fotos: Elis Regina Berndt / 2008 e Jorge Luís Stocker Jr/2010)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os inventários e seus critérios restritivos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inventário do patrimônio cultural é sem dúvidas um importante instrumento: pode-se dizer que seja uma espécie de &lt;em&gt;primeiro passo&lt;/em&gt; para o conhecimento das edificações e conjuntos importantes existentes no município. O produto do inventário é o conjunto de fichas-padrão, preenchidas com informações detalhadas específicas sobre a arquitetura e histórico de cada bem cultural, acompanhadas de levantamento fotográfico. Caso encontre o devido respaldo na legislação municipal e plano diretor, poderá se tornar o mais importante aliado na preservação e valorização do patrimônio cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o poder público toma a decisão de inventariar o legado arquitetônico, é recorrente que o trabalho seja feito pelo próprio corpo técnico das prefeituras. Este, embora devidamente capacitado, normalmente sofre a falta da autonomia necessária. Nestes casos, aparecem pressões de ordem política e econômica, alheias ao conhecimento científico, surgindo de critérios absurdos para a seleção das edificações: busca-se exemplares íntegros, sem alterações externas ou internas em relação ao estado original, e situadas em um entorno homogêneo ou harmônico. Busca-se, em suma, edificações em perfeito estado de conservação e, de preferência, aquelas cujos proprietários vejam a questão patrimonial com bons olhos e que "aceitem" ter seu bem tido como histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes critérios, que seriam mais adequados para um passo maior, o tombamento municipal, acabam sendo adotados já para o filtro inicial, o inventário. Municípios com centenas de bens patrimoniais e conjuntos acabam limitando seu inventário a algumas dezenas de edificações, "as mais importantes e significativas". Com isto, limita-se ainda mais o universo de bens efetivamente tombados e protegidos integralmente: apenas aqueles "monumentais", segundo versam os antigos critérios, deveriam permanecer como monumentos históricos.&lt;br /&gt;O inventário perde, então, o que deveria ser sua finalidade. Esperar-se-ia uma fonte completa de informações, devidamente mapeadas, a partir das quais seja possível separar e classificar os bens históricos por níveis de preservação (os que deveriam ser preservados na sua integridade, os que poderiam ser readequados internamente para novos usos com sensíveis alterações, ou mesmo os que poderiam ser desfigurados mantendo somente sua volumetria.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro grande problema, é a adoção de critérios antiquados e preconceituosos para a seleção de bens. O inicialmente difamado estilo eclético já é hoje devidamente aceito como autêntico e histórico, no entanto, prédios pouco mais recentes que estes ainda encontram dificuldades. Pequenas cidades, cujo período de maior expressão foi influenciado pelo Art Deco, por exemplo, esbarram no desconhecimento da própria existência destas manifestações no município. Exemplares proto-modernos e do movimento moderno sequer são cogitados nas listagens. Isso se agrava pela inadequação das fichas padrão em relação as técnicas construtivas modernistas. A sua construção "muito recente" (embora alguns já datem dos anos 40) são a alegação mais comum quanto a exclusão destes bens nos inventários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 241px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TIhM-ZSeAII/AAAAAAAAAe0/hJFXpRShhQc/s320/Graphic8.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514742378539122818" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Duas edificações Art-Deco de Três Passos (RS). A cidade alcançou seu auge por volta dos anos 50, sendo característico da cidade este estilo, simplificado para o uso local. Não há registros de valorização deste legado. (fotos: Jorge Luís Stocker Jr/2010)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt; Os estilos historicistas, como o Missões / Mexicano / Californiano e os neo-medievais, encontram além da data de construção, o próprio preconceito cultivado dentro das escolas de arquitetura contra estes estilos. Por não se alinharem com a estética modernista vigente em suas épocas (majoritariamente até os anos 50), estes bens são considerados bregas, cenográficos, meros produtos imobiliários e desprovidos de qualquer valor histórico. No entanto, em muitos casos foram dentro destes estilos que surgiram os primeiros exemplares a apresentarem uma implantação diferenciada em relação ao lote, com recuos laterais ajardinados, aparecimento da garagem, aplicação de estratégias de conforto ambiental, técnica construtiva em concreto armado e uma série de novidades que são inegavalmente importantes e que justificam sua preservação. A própria existência de conjuntos homogêneos deste estilo deveria ser mais valorizada e levada em consideração, sob o risco de estarmos repetindo o mesmo erro cometido inicialmente contra o estilo eclético, e que abriu precedente para inúmeros crimes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TIhKxv4xpJI/AAAAAAAAAdM/DH5izpFbA8I/s320/Graphic1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514739962243818642" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Esta casa em estilo missões, demolida em 2009 na cidade de Novo Hamburgo, ilustra a falta de atenção às edificações deste estilo. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr/2008)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas o que resta dizer, quando grande parte dos municípios não superou sequer este primeiro pequeno passo? Na maioria dos municípios inexiste sequer uma lista simples, quanto menos inventário ou tombamento. A meia dúzia de informações desencontradas existentes nas prefeituras destas cidades são arquivadas ou registradas nos mais diversos lugares e formatos e se perdem entre uma gestão e outra. A falta de bancos de dados digitais, constantemente atualizados e de fácil consulta, impedem a gestão adequada do patrimônio e dificultam sua própria divulgação.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os inventários desmoralizados&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos municípios concluíram seu inventário do patrimônio cultural há bastante tempo. É o caso de cidades como Canoas, Sapiranga e Campo Bom (RS), que tem em comum o fato de terem realizado o inventário nos anos 90.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Era, então, ainda uma novidade a "abertura" dada pelos institutos de patrimônio às edificações relacionadas a imigração alemã, por exemplo. Mas, escassamente estudadas que eram até então, muitos exemplares seriam ignorados pela falta de informações que embasassem sua importância cultural.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A falta de respaldo na legislação municipal e a série de demolições que aconteceriam, muitas vezes durante o próprio processo de pesquisa, acabaram por desmoralizar estes levantamentos. Estes inventários não tem, hoje, nenhuma aplicação prática, sendo no máximo timidamente citados em planos diretores, audiências públicas e afins: o Inventário do Patrimônio Cultural, que deveria ser um instrumento importante, se torna um simples arquivo engavetado. Um mero e inutilizado conjunto de "registros históricos" do que a cidade TEVE até determinado ano, utilizados como forma de "cumprir o estatuto das cidades" com a manutenção de planos diretores fantasiosos e ineficientes, sem qualquer aplicabilidade no mundo real.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TIhM9rPeagI/AAAAAAAAAek/Z-1t7T5qqJs/s320/Graphic6.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514742366178535938" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Exemplar do eclético típicos das áreas de colonização alemã, em Sapiranga (RS). Algumas vezes quando não estão demolidos, os bens inventariados encontram-se comprometidos em seu conteúdo histórico. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tais adjetivos podem ser atribuídos ao inventário da cidade de Campo Bom. O estudo deste inventário, procedido pelo autor como exercício acadêmico no ano de 2009, demonstra seu "resultado prático": dos já poucos 57 bens listados em 1996, 12 hoje já se encontram completamente demolidos e 07 severamente danificados (desfigurados ou em ruínas).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TIhK0Ivf8bI/AAAAAAAAAds/ok27MJJTM6Q/s320/Graphic5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514740003275534770" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;em&gt;Casos como o da Casa Moraes de Campo Bom são recorrentes: apesar de inventariados, são demolidos sem qualquer iniciativa da Prefeitura ou mesmo manifestações da sociedade. Esta casa foi esquecida tão rapidamente quanto demolida. (Foto: Inventário do Patrimônio Cultural de Campo Bom/1996)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Restam, portanto, apenas 37 bens 'praticamente' conservados, embora isso se deva ao puro acaso - não há nada que os proteja da demolição. Não apenas a falta de informação, especulação imobilária ou desinteresse dos proprietários explica tal resultado: a ineficiência e falta de interesse do poder público, aliado a conivência da sociedade, completam o triste caso. Lamentavelmente, se trata de uma das primeiras colônias alemãs no Brasil, que hoje tem muito pouco a mostrar aos seus visitantes e muito pouco a cultivar entre seus moradores.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um quadro que começa a mudar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;Felizmente, nem tudo são lamentações: na cidade de Canoas (RS), após mais de uma década da conclusão do inventário, e depois de muitas demolições, o assunto começa finalmente a ser levado a sério pelo poder público local.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A Prefeitura de Canoas, desde 2009, tem buscado sistematicamente tombar os prédios históricos inventariados do município. A cidade, fragilizada em sua identidade pelo crescimento explosivo, pela proximidade com a capital e ainda pelas "chagas urbanas" abertas pela linha superficial do trensurb e pela BR-116, finalmente volta os olhares aos pequenos mas significativos exemplares do charme e da riqueza do seu patrimônio cultural.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TIhKz40NSCI/AAAAAAAAAdk/czXUHxYu1R8/s320/Graphic4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514739999000315938" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Villa Nenê, recentemente tombada na cidade de Canoas (RS) (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já foram tombadas a Villa Mimosa, Villa Nenê, Casa dos Wittrock, Igreja Matriz, Antiga estação férrea e Casa dos Rosa, sendo dois destes bens de propriedade privada. São passos importantes e que não podem parar por aí. Ainda existem poucas, mas importantes edificações que deveriam ser preservadas, estejam elas inclusas ou não no inventário anteriormente produzido. São o pouco que restou e que, devidamente pensadas e incluídas em projetos eficientes, podem ser reapropriados pela memória afetiva da população local.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TIhKy0-gVVI/AAAAAAAAAdc/jCytRf0PCsI/s320/Graphic3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514739980789896530" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TIhKyZpIKjI/AAAAAAAAAdU/81ANqLSG6f4/s320/Graphic2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514739973452474930" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Casas históricas de Canoas (RS), ambas da década de 20 e que deveriam ser urgentemente valorizadas. São das poucas edificações ainda existentes representantes existentes de um período determinante para a história do município, e não podem ser marginalizadas no planejamento urbano. (fotos: Jorge Luís Stocker Jr/2010)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Texto:&lt;/strong&gt; Jorge Luís Stocker Jr.&lt;br /&gt;I&lt;strong&gt;magens: &lt;/strong&gt;Elis Regina Berndt e Jorge Luís Stocker Jr.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Leia também:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;- Notícias de tombamentos em Canoas (RS): [ &lt;a href="http://www.defender.org.br/canoasrs-igreja-matriz-sao-luiz-gonzaga-agora-e-patrimonio-historico/"&gt;1&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.defender.org.br/canoasrs-fundacao-cultural-sera-tombada/"&gt;2&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.defender.org.br/prefeitura-tomba-casa-da-familia-wittrock/"&gt;3&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://www.defender.org.br/vila-nene-e-tombada-como-patrimonico-historico-de-canoas/"&gt;4&lt;/a&gt; -&lt;a href="http://www.defender.org.br/patrimonio-historico-preservar-construcoes-deve-virar-lei-municipal/"&gt; 5&lt;/a&gt; ]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;- &lt;a href="http://www.iphae.rs.gov.br/Main.php?do=DownloadDetalhesAc&amp;amp;item=17103"&gt;Manual de inventário&lt;/a&gt; do IPHAE-RS&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-7789501807439908890?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/7789501807439908890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2010/09/falando-um-pouco-dos-inventarios.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/7789501807439908890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/7789501807439908890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2010/09/falando-um-pouco-dos-inventarios.html' title='Falando um pouco dos inventários...'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TIhM91khNxI/AAAAAAAAAes/qMtXqiaHI-Q/s72-c/Graphic7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-5336621829759753005</id><published>2010-07-28T22:47:00.017-03:00</published><updated>2011-12-19T13:19:31.041-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mau exemplo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='demolição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='porto alegre'/><title type='text'>Apagando a história do centro (histórico) - Porto Alegre (RS)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Reconhecido por sua riqueza cultural, o centro da cidade de Porto Alegre, capital gaúcha, foi recentemente re-batizado "Centro Histórico". A iniciativa, que busca associar a imagem do bairro ao seu patrimônio, parece ter se limitado apenas a uma mudança de nome.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 229px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TFDhv4A3o0I/AAAAAAAAAcc/6aHADRFB9vc/s320/Figura5.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499143357625508674" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Detalhe da Residência de Frederico Guilherme Jung, projeto de 1905 atribuído ao Arq. Hermann Otto Menchen. Um peculiar exemplar eclético com características neogóticas, completamente em ruínas, situado na Marechal Floriano, 520. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr./2009)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Quem passeia pelas ruas do centro de Porto Alegre com um olhar mais atento, depara-se com uma riqueza arquitetônica ímpar. São várias as características que identificam a arquitetura da cidade, formando um conjunto rico e heterogêneo que abrange as mais variadas manifestações arquitetônicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No perímetro central, a quantidade de bens tombados é, para padrões brasileiros, até considerável; estando muitos deles ocupados por centros culturais, museus, e outras instituições públicas. Mas além destes exemplares já reconhecidos do patrimônio cultural, existem centenas de edificações interessantes que merecem um olhar mais acurado e um estudo aprofundado de sua história.&lt;br /&gt;Reconhecendo a diversidade desta riqueza, o poder público municipal de Porto Alegre recentemente rebatizou o bairro, alterando sua denominação para "CENTRO HISTÓRICO".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TFDhuiFtX_I/AAAAAAAAAcE/0eGGGuUbRDs/s320/Figura2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499143334560358386" /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Detalhe do Palacete Amália Barcelos, projetado pelo Arq. Ricardo Wriedt em 1921. Situa-se na esquina da Duque de Caxias comVigário José Inácio. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr/2009)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A iniciativa é interessante e demonstra uma visão mais ampla do conceito de patrimônio cultural e de sítios históricos. Definitivamente, não se trata de um conjunto homogêneo. Há, no entanto, uma densidade considerável de prédios de interesse histórico, arquitetônico e cultural. São resquícios coloniais, convivendo com residências, palacetes e prédios ecléticos; além de interessantes edificações Art Deco, algumas poucas com influencia Art Nouveau, e grandes prédios proto-modernos e finalmente, modernistas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Toda esta riqueza, supõe-se, estaria sendo valorizada através do reconhecimento como "Centro Histórico" da cidade. Assumindo a condição de um sítio histórico, o bairro deveria por consequência (e bom senso) ser urgentemente submetido a um extenso levantamento e pesquisa; resultando em um inventário e mapeamento digital completo - de preferência, procedido por profissionais com amplos conhecimentos na área e sem vínculos políticos. Um estudo que levasse em consideração as recentes descobertas das pesquisas acadêmicas, contemplando não apenas os remanescentes ecléticos, mas os tantos exemplares proto-modernos e modernistas que trazem peculiaridades e que definitivamente fazem parte da paisagem porto-alegrense.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;No entanto, o que verificamos no dia-a-dia é justamente, &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;o desprezo do poder público e a conivência da sociedade com a destruição ou desfiguração de importantes componentes do conjunto histórico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;. Tão celebrado e "vendido" aos turistas, o centro vai se tornando cada vez menos "histórico".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Deformação na Rua da Praia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Um recente caso aconteceu a um exemplar eclético da Rua da Praia, uma das vias públicas mais relevantes da cidade (e a mais emblemática durante a vigência do estilo eclético).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TFDg9C_-zQI/AAAAAAAAAb8/bpHN3tlS7-w/s320/Figura1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499142484401245442" /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Vista da rua da Praia com o prédio antes de sua modificação. (foto cedida pelo forista Minuano/Skyscrapercity Brasil)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O prédio, indicado à esquerda, apresentava sua fachada relativamente bem conservada em relação a provável configuração original. Remontava ao período social mais importante da Rua da Praia, apresentando uma fachada eclética rica em detalhes e ornamentação. No entanto, apesar da inegável importância no contexto que ocupava, este prédio foi integralmente descaracterizado, sem qualquer reflexão ou manifestação pública no sentido de pesquisar mais profundamente sua importância ou comprovar sua importância no conjunto.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TFDhvRtJNDI/AAAAAAAAAcU/HHbtWDRXiV0/s320/Figura4.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499143347342226482" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Prédio durante as obras, respeitando a legislação e critérios de segurança. Tudo "dentro da lei"(&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;foto cedida pelo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; forista Minuano/Skyscrapercity Brasil)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O assombroso é que esta descaracterização se deu às claras, e sob o rigor da "lei": teria sido aprovada pelo setor competente. Oficializa-se, assim, mais um caso típico, onde estes lamentáveis ataques contra o patrimônio cultural são cometidos com a conivência e aprovação do poder público - constitucionalmente responsável por sua conservação e zelo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Fica no ar, então, uma série de dúvidas. A primeira delas, é quanto a própria denominação de "CENTRO HISTÓRICO", visto que a desfiguração deste exemplar demonstra uma séria contradição a tal  denominação.&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TFDhwRvfbdI/AAAAAAAAAck/u-zhN76e248/s320/Figura6.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499143364531940818" /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A situação atual do prédio, completamente desfigurado.(&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;foto cedida pelo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;forista Minuano/Skyscrapercity Brasil)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A descaracterização se mostra completamente desprovida de sentido: não adiciona nenhum valor arquitetônico contemporâneo ou funcionalidade. É visível que, além da péssima qualidade arquitetônica resultante desta intervenção, as modificações não foram introduzidas de forma a viabilizar novos usos. Percebe-se que sequer foram alteradas as aberturas: a intenção parece, salvo engano, simplesmente desfigurar uma edificação histórica, "tirar-lhe" qualquer valor que possa resultar numa futura proteção legal.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Uma edificação eclética, integrante do conjunto que caracteriza o Centro Histórico de Porto Alegre, tornou-se mais um exemplar qualquer,  rotineiro, desprovido de qualquer valor, interesse ou significado; graças a conivência do poder público. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Estaria este prédio arrolado no inventário recentemente atualizado do centro? Caso estivesse, por que a modificação não foi barrada pelo poder público? Se não integrava a listagem, qual o critério adotado pelo poder público para a seleção das edificações? E qual, afinal, o tratamento que está sendo dispensado a este inventário - que importância está se atribuindo a este importante levantamento? Esta demolição foi aprovada pela comissão do patrimônio cultural?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 213px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TFDhu-lPqyI/AAAAAAAAAcM/gCKngXFwQow/s320/Figura3.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499143342208822050" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Retrato do "abandono moral" do centro histórico. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr/2010)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É visível que a visão de patrimônio histórico limitado apenas aos bens tombados e desapropriados pelo poder público;  constituindo pequenas ilhas ou "pontos de interesse" espalhados pela cidade, não é saudável para a compreensão do bairro como um todo, um conjunto (não apenas histórico, mas um "conjunto" de edificações que realmente faça sentido através de suas formas e usos).&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Um retrato ineficiência desta visão se manifesta mesmo em bens tombados, mas de propriedade particular. Na rua Riachuelo: &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;um dos últimos exemplares coloniais sucumbe&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; e, apesar de estar tombado há décadas, não verifica-se iniciativas no sentido de valorizá-lo aos olhos da população, quanto menos, de recuperar sua integridade e sua utilidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TFDlEBuqZ2I/AAAAAAAAAcs/5BE5sK1CdZg/s320/Figura7.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499147002365765474" /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;Casa Ferreira de Azevedo: tombada, mas completamente abandonada e desfigurada, próxima a Igreja Nossa Senhora das Dores, na Rua Riachuelo. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2008)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Que tipo de centro histórico Porto Alegre merece, afinal?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Leia também:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Casa_Ferreira_de_Azevedo"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Link &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;sobre a Casa Ferreira de Azevedo na Wikipedia;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;a href="http://dzeit.blogspot.com/2010/06/motivos-para-preservacao-do-patrimonio.html"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Veja o que já escrevemos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; sobre a importância de preservar o patrimônio cultural no meio urbano;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;a href="http://dzeit.blogspot.com/2010/01/continuidade-historica-e-arquitetura.html"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Nosso artigo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; sobre a desfiguração do legado modernista de Porto Alegre;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;- Livro: Arquitetura Erudita da Imigração Alemã no RS - Günter Weimer (fonte das informações das imagens 01 e 02)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-5336621829759753005?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/5336621829759753005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2010/07/apagando-historia-do-centro-historico.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/5336621829759753005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/5336621829759753005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2010/07/apagando-historia-do-centro-historico.html' title='Apagando a história do centro (histórico) - Porto Alegre (RS)'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TFDhv4A3o0I/AAAAAAAAAcc/6aHADRFB9vc/s72-c/Figura5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-518591815648039148</id><published>2010-06-29T23:38:00.032-03:00</published><updated>2011-07-13T10:53:49.084-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='animação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='análise'/><title type='text'>Questões patrimoniais em Up - Altas Aventuras, Toy Story 3 e Dona Cristina Perdeu a Memória</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;O meio do patrimônio cultural muitas vezes é pesado e repleto de ranço e mau humor.  Há sempre alguém disposto a puxar o tapete, seja por motivos financeiros, políticos, ou até mesmo, pelo próprio "poder da palavra"(são os ditos "donos do patrimônio".)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCq3Wbmt7OI/AAAAAAAAAbw/eQAKZuJ5M-c/s320/Toy-Story-2-pixar-116966_1024_768.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488400691899526370" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Filmes como Toy Story 3 podem ser fonte riquíssima de interpretações lúdicas a respeito da importância da memória.(fonte: IMDB / Pixar Disney)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Em tempo de pluralidade de interpretações e de teorias, alguns conceitos apressados vão perdendo sua vez, as soluções rápidas e acríticas tomadas em outro contexto vão se mostrando ineficientes. Este ambiente líquido traz insegurança, mas também, um campo fértil e múltiplo para atuação. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Nunca se viu tantos projetos de educação patrimonial, pesquisas, inventários e interesses voltados ao legado cultural. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Apesar das muitas perdas e tristes episódios, um novo horizonte começa a se esboçar, graças aos trabalhos de "formiguinha" que começam a pipocar por aí, gerando tombamentos, inventários, rotas culturais e turísticas, centros de cultura, museus comunitários, e uma pluralidade de novos resultados interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro dessa perspectiva, torna-se incompreensível o clima de ranço e baixa-estima mantido por alguns dos envolvidos na causa patrimonial. Buscamos com este artigo, dissolver um pouco desse peso, trazendo uma abordagem leve sobre o tema, brincando de certa forma, de problematizar questões patrimoniais a partir de produtos culturais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Encontramos, despretenciosamente, interessantes referências a área de patrimônio cultural no roteiro de dois longa-metragens de animação. São eles &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Up - Altas Aventuras&lt;/span&gt;  e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Toy Story 3&lt;/span&gt;, ambos produzidos numa parceria da Pixar com a Disney. Como um contraponto local, incluímos o belíssimo curta-metragem &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dona Cristina Perdeu a Memória&lt;/span&gt;, dirigido por Ana Luísa Azevedo (diretora do recente "Antes que o Mundo Acabe").&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Atenção, os textos &lt;em&gt;contém&lt;/em&gt; spoilers!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A Especulação Imobiliária e a memória afetiva em Up! - Altas Aventuras&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O longa-metragem de animação em 3d UP! - Altas Aventuras foi lançado no ano de 2009, tornando-se uma das maiores bilheterias do ano. O filme conta a história de Carl Fredericksen, um idoso viúvo que vive com a memória de sua falecida esposa Ellie. O longa apresenta logo de início uma espécie de "resumo" da história do casal, e de forma divertida, sensibiliza para a cumplicidade e doçura dos momentos compartilhados juntos. Vemos que os dois se conhecem durante brincadeiras em uma casa abandonada. Pelo apego sentimental, adquirem esta casa após o casamento, e a transformam em um lar aconchegante - exatamente como o planejado quando se conheceram ainda crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 179px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCqyNUAblxI/AAAAAAAAAbI/lzK82dxCBwM/s320/pixar-up-frame1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488395037682931474" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A casa do sr. Carl flutuando pela cidade - descontextualizada pela nova configuração urbana, só resta "partir" para um mundo de sonhos (fonte: IMDB / Pixar Disney)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Triste por perceber que a sua amada jamais realizou o sonho de conhecer a "Cachoeira dos Sonhos", Carl sofre com as lembranças, e também com um conflito econômico. Cercado por um grande empreendimento imobiliário, Carl acaba se desentendendo com um representante da construtora que pretende comprar sua casa (última restante no quarteirão) para demolir. Irritado, acaba agredindo o trabalhador e é punido com um mandato de interdição. Querem levar o senhor para o asilo, mas este consegue fugir, fazendo a casa voar com o material da época em que vendia balões! Sai então em busca da Cachoeira como forma de realizar postumamente o desejo de vida de sua parceira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 180px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCqyMFBAS8I/AAAAAAAAAa4/KPhGj8WpIuc/s320/up01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488395016478936002" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O casal reforma a casa onde se conheceu, transformando num lar aconchegante (fonte: IMDB / Pixar Disney)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Neste começo, já vemos uma situação recorrente nas nossas cidades: com a falta de controle do gabarito, que deveria dar-se através dos planos diretores, as cidades transformam-se em "canteiro de obras". A questão se descentraliza do desinteresse na manutenção das casas antigas, e se direciona para o valor que os terrenos adquirem. Explicamos: a Prefeitura "libera" construções com muitos pavimentos em uma área caracterizada por residências unifamiliares, onde anteriormente não havia esta liberdade. Esses terrenos passam ntão, por uma valorização que supera em muito o valor que uma pequena construção pode suprir com sua área útil. Trocando em miúdos: a partir do momento em que são declarados, através do plano diretor, integrantes de uma zona com grande índice de aproveitamento (IA), o terreno passa a valer uma fábula, pela nova possibilidade de construção vertical com muitos pavimentos, e em consequência, muito lucro com a venda de várias unidades. A manutenção das residências unifamiliares, e entre elas, as casas históricas destas regiões, se torna economicamente insustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme mostra, ainda, a difícil relação entre o senhor Fredericksen e o jovem escoteiro Russel. Frutos de épocas e mentalidades completamente diferentes, são "forçados" a conviver a partir do momento em que o persistente garoto é acidentalmente "sequestrado", quando o casa do sr. Carl levanta vôo e ele encontra-se na varanda. A relação dos dois se desenvolve aos poucos, passando por momentos bastante simbólicos visualmente, com destaque para a dupla "carregando" juntos a casa flutuante (o legado afetivo do sr. Fredericksen), amarrados a cordas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 248px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCqyMkUfMtI/AAAAAAAAAbA/oxVcb41NeF8/s320/up_russellcarl-thumb-500x388.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488395024882152146" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A dupla carregando a casa até o local dos sonhos de Ellie. (fonte: IMDB / Pixar Disney)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Após uma sucessão de acontecimentos, a casa do sr. Fredericksen volta ao chão e, com a queda, fica completamente bagunçada. Triste, o senhor senta-se em meio a bagunça e contempla o álbum que a esposa havia criado quando criança. Com amargura, contempla a seção que havia ao final: "Coisas que irei fazer". A esposa não havia vivido a aventura que sonhava na cachoeira dos Sonhos, mas Carl surpreende-se ao deparar-se com o contraponto, uma série de fotos do casal em momentos felizes que passaram juntos. Ellie deixou a mensagem do que havia, de fato, "feito": vivido uma aventura! Cabe frisar que o sr. Fredericksen apenas voltou a contemplar este álbum (re-analisar?) devido a provável confusão de seu imaginário, após tantos acontecimentos e novidades que abalaram o mundo tal qual ele conhecia (abalo expresso visualmente na casa bagunçada). A memória funcionando como uma troca e reinterpretação do passado em decorrência do momento atual. Essa "revisão" se completa quando Carl decide livrar-se do "peso" do mobiliário, permitindo que a casa volte a flutuar: o esquecimento fazendo parte do processo de memória e reinterpretação, funcionando como "selecionador" do que pode e o que não pode fazer sentido hoje. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ao final do filme, finalmente e após muitas aventuras partilhadas juntos, o sr. Carl Fredericksen e o garoto Russel tornam-se grandes amigos. Numa cena bastante emblemática, Carl entrega para o garoto o "distintivo Ellie" - na verdade apenas uma tampinha de refrigerante, para ele repleta de significados. Significados valorizados também pelo garoto, agora que tinham tanto em comum e compartilhavam sua história.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;O legado confiado a nova geração - Toy Story 3 3D&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;O terceiro capítulo da saga Toy Story foi recentemente lançado, tomando partido da tecnologia 3D. O filme, no entanto, não abusa dos recursos visuais oferecidos por esta linguagem: esqueça as cenas de vôos rasantes e de objetos voando no espectador, tão comuns nos demais filmes recentemente lançados. O foco aqui é o roteiro, muito divertido mas sensível e tocante: de brincadeira, corre por aí a declaração de que a Pixar teria utilizado a tecnologia 3d apenas para que o público não tenha vergonha de chorar no cinema, com os olhos escondidos atrás dos óculos 3d!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 177px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCqwXucecMI/AAAAAAAAAao/GOHQ4l6ZW5o/s320/0002.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488393017555316930" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Encarando as mudanças: Andy é desafiado a decidir o destino das "tralhas". (fonte: IMDB / Pixar Disney)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O longa conta com muitos momentos de grande carga emocional e caráter simbólico. Um deles diz respeito aos brinquedos, lembranças da infância, confinados numa "caixa de memórias". Os brinquedos fazem de tudo para ser vistos, mas nada funciona: eles não fazem mais sentido na vida do agora jovem Andy.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 180px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCqwYDGSwZI/AAAAAAAAAaw/QXgLcR-aq9I/s320/zz680b5ef2-550x309.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488393023099421074" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O difícil momento de contemplar o "passado" e definir seu destino. (fonte: IMDB / Pixar Disney)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Num momento crítico, de mudança de cotidiano, o garoto enfrenta o desafio de selecionar o que vai levar para a faculdade, o que vai descartar e o que irá guardar no porão. Ou seja: o que vai continuar fazendo parte de sua vida; as lembranças que ficarão intocáveis e escondidas, longe de reinterpretações e resignificações da vida diária; e o que pretende esquecer de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um descuido, a sacola onde o garoto confina os brinquedos (com exceção de Woody, que pretende levar pra faculdade) acaba sendo confundida com lixo por sua mãe. Os brinquedos sentem-se agora descartados, e, às escondidas, colocam-se numa caixa que é doada para a creche Sunnyside. Neste local, são destinados como brinquedos numa sala de crianças muito pequenas, onde são praticamente "torturados". Os novos donos (ainda) não entendem aquele "legado" que receberam: mordem, quebram, sujam. Os brinquedos não fazem sentido pra quem ainda não tem referências na memória.&lt;/span&gt; Caíram em mãos despreparadas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 179px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCqwXH7U9gI/AAAAAAAAAag/yN4P5ohH07Y/s320/0001.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488393007215736322" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O que ainda faz sentido no momento atual? (fonte: IMDB / Pixar Disney)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Os brinquedos, procurando fugir daquele local onde estão presos, unem-se e conseguem, após alguns atritos, libertar-se. No entanto, por acidente vão parar novamente no lixo, sendo quase completamente incinerados. Salvam-se, no entanto, e conseguem voltar para a casa do garoto Andy a tempo de entrar na caixa de itens destinados a ficarem estocados no sótão.&lt;br /&gt;Em seguida, depois de um bilhete escrito pelo brinquedo Woody, vem uma das cenas mais bonitas e tocantes do filme: o garoto toma coragem e decide doar aquele capítulo importante de sua infância para uma garotinha. Aqueles brinquedos não podem, de forma alguma, voltar a fazer sentido em sua própria vida, que entra em outra fase. Porém, ao invés de descartar ou enterrar no porão da memória, Andy deixa este legado cuidadosamente, para quem ele ainda pode ter importância! Relembrando sua infância, nomeia cada um dos brinquedos, deixando claro que a garota precisa "dar conta" de receber um legado tão importante pra ele (incluindo o boneco Woody, seu "melhor amigo" de infância).&lt;br /&gt;E finalmente, os brinquedos (o legado afetivo do garoto) encontram novo dono (se tornam o legado afetivo, presente na vida cotidiana e atual de outra pessoa!).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Unindo gerações em Dona Cristina Perde a Memória&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Um curta-metragem muito simples e tocante, fruto de um projeto da Casa de Cinema de Porto Alegre e dirigido pela gaúcha Ana Luísa Azevedo. Com o tempo da narrativa marcado visualmente pelo caminhar compassado de um patinho de brinquedo, o roteiro versa sobre os contatos do garoto Antônio com Dona Cristina. Interna de um lar de idosos, Dona Cristina sofre de perda de memória recente, o que a faz esquecer completamente de seus contatos anteriores com o garoto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 215px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCq1LFRdHNI/AAAAAAAAAbY/L5GF3e8bTzg/s320/donacristina2.jpeg.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488398297902947538" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Separados por suas diferenças, o menino Antônio (Pedro Tergolina) e Dona Cristina (Lissy Brock). (fonte: Casa de Cinema de Porto Alegre)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Confuso com o frequente esquecimento da senhora, Antônio diverte-se inventando novos nomes para si mesmo, enquanto tenta construir uma ponte de madeira para atravessar de bicileta uma pequena fenda do pátio. Aos poucos, porém, percebe que existe uma "lógica" por trás das memórias de dona Cristina, que embaralha informações verdadeiras com um toque de fantasia, como uma forma de tornar suas recordações reais de palpáveis (como quando confunde a história de sua família e seus nomes, atribuindo características de pessoas conhecidas a nomes fictícios e a outros internos do asilo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechada em si mesmo e acuada pelo tratamento impessoal que recebe das enfermeiras, que a tratam como criança, a senhora ocupa seu tempo construindo a "barreira simbólica" que a divide do mundo e da geração atual. Porém, a partir dos contatos com Antônio, a senhora começa a descontruir essa barreira.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 221px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCq11dnZ_JI/AAAAAAAAAbg/PZu1hqZEXVs/s320/donacr12.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488399025991974034" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Antônio (Pedro Tergolina) "atravessa" a barreira construída por Dona Cristina (Lissy Brock). (fonte: Casa de Cinema de Porto Alegre)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ciente de suas limitações físicas, a senhora decide deixar para o menino Antônio todos seus "objetos de memória". Estes objetos asseguram a memória da senhora: com eles, é possível recordar de coisas passadas, que se tornariam cada vez mais nebulosas sem a presença física dessas "lembranças". Tal relação vem em encontro de tudo que dizemos frequentemente nos demais artigos: o legado material é importantíssimo, como meio de assegurar a manutenção da memória. Sem eles, a memória "perde-se" em si mesma e não é legada às novas gerações, e portanto, é desprovida de sentido para elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao "legar"/compartilhar suas lembranças com o menino Antônio, dona Cristina deixa para a nova geração um pouco de tudo aquilo que era importante para ela - e pede para que ele "guarde aquelas memórias", para o caso de ela esquecer: "Se eu precisar lembrar de alguma coisa, eu te procuro"!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCq1Krs6YuI/AAAAAAAAAbQ/nOwC0V19E9U/s320/donacris.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488398291038790370" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Dona Cristina (Lissy Brock) confia seu legado ao menino Antônio (Pedro Tergolina). (fonte: Casa de Cinema de Porto Alegre)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Eis o legado cultural em sua essência! E para completar o tocante caráter simbólico que pode ser extraído desta história,Dona Cristina constrói uma ponte, a partir do material da cerca que os separava (as diferenças). Com esta ajuda, e com o cuidado de quem sabe do valor afetivo dos objetos que carregava na cestinha da bicicleta, finalmente Antônio consegue atravessar a ponte sem cair! As gerações atuais, certamente, tem muito a aprender com as "donas Cristinas" que existem por aí. Somente com as "pontes" construídas através das próprias diferenças de trajetória e de contextos, a geração atual poderá deixar de cair e se espatifar, vítima da própria inexperiência que conduz aos frequentes erros!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 203px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCq11u4XPfI/AAAAAAAAAbo/Bd6Ur-8h0GM/s320/donacr05.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488399030626500082" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Munido do legado de Dona Cristina (Lissy Brock), Antônio (Pedro Tergolina) deixa de cair. (fonte: Casa de Cinema de Porto Alegre)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Estas breves e despretenciosas análises não esgotam o tema, mas esperamos, possam ser ponto de partida para que novos olhares sejam lançados aos diversos produtos culturais com os quais temos contato (música, filmes, novelas...?) Patrimônio cultural não é apenas o saber acadêmico teórico existente nos livros, é parte do coditiano, das memórias e emoções. Por esta importância, está representado em muitos setores de nossas vidas!&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Veja também:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=1454"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Assista o curta&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; Dona Cristina perdeu a Memória no Porta Curtas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-518591815648039148?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/518591815648039148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2010/06/questoes-patrimoniais-e-o-cinema.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/518591815648039148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/518591815648039148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2010/06/questoes-patrimoniais-e-o-cinema.html' title='Questões patrimoniais em Up - Altas Aventuras, Toy Story 3 e Dona Cristina Perdeu a Memória'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCq3Wbmt7OI/AAAAAAAAAbw/eQAKZuJ5M-c/s72-c/Toy-Story-2-pixar-116966_1024_768.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-251249360868127304</id><published>2010-06-22T18:32:00.035-03:00</published><updated>2011-11-29T12:08:53.406-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inventário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hamburgo velho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novo hamburgo'/><title type='text'>Motivos para preservação do patrimônio e as destruições em Novo Hamburgo (RS)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Com políticas de preservação ineficazes ou inexistentes, edificações valiosas que identificam a região de imigração alemã do Rio Grande do Sul sucubem às pressões do mercado imobiliário.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(192, 192, 192);"&gt;ATENÇÃO: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;ESTE ARTIGO&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NÃO &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  CONTEÚDO LIVRE E SÓ PODE SER REPRODUZIDO TOTAL OU PARCIALMENTE SOB  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA DOS AUTORES.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Preservar não (apenas) pelo belo, mas pelo conteúdo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCFUv7czwUI/AAAAAAAAAaU/4iool341dEo/s320/scasa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485759003503083842" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Casa demolida em junho/2010, sob aprovação do poder público, no centro de Novo Hamburgo: uma das pioneiras do padrão volumétrico que marcaria as colônias alemãs e que surgiu na cidade. (foto: Jorge Luís Stocker Jr.)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;     O patrimônio cultural brasileiro têm sido depredado e destruído dia após dia. Quando muito, ouvem-se lamúrias que buscam valorizar a "beleza"dos prédios antigos, em contraponto à padronização e falta de senso artístico da produção atual. Porém, mais do que um "regojizo" para o olhar, os prédios antigos desempenham muitas funções importantes dentro do tecido urbano.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;           &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A mais importante das funções talvez seja a sua própria materialidade como "documento histórico". O prédio como um todo pode ser analisado de forma a encontrar respostas e perguntas sobre determinados períodos - as soluções construtivas revelam a procedência do conhecimento técnico e aspectos culturais da sociedade que o construiu, bem como o estágio de evolução tecnológica. Já a organização espacial diz muito sobre o modo de vida, aspectos sociais relevantes, entre outras. Até mesmo as modificações dos prédios através dos tempos, podem ser ricas fontes sobre as mudanças de valores estéticos, sociais e como eles se manifestaram na construção.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;           &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Maquetes (reais ou virtuais), levantamentos, fotografias: nada pode substituir o valor de um prédio histórico na sua integridade, justamente por ser uma fonte não terceirizada, da qual podemos extrair informações e interpretações diretamente, sem resíduos interpretativos ou erros acumulados.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCFSvUwd8jI/AAAAAAAAAaM/fxD7MDvL5Fk/s320/marcilio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485756794093302322" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Exemplo de conjunto importante, abandonado pelos olhares da sociedade. Situa-se na rua Marcílio Dias, em Novo Hamburgo (RS). Apesar do seu inestimável valor histórico, as casas deste padrão volumétrico típico das regiões de imigração alemã são desprezadas, e por este motivo, constantemente demolidas ao ponto de estarem próximas do desaparecimento. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2009)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Considerando a cidade, novamente os prédios históricos desempenham importante papel, ainda que estejam deslocados de um conjunto homogêneo e isolados em suas características de época. Eles são responsáveis pela sensação de continuidade, esta "ponte" que nos permite conhecer e reconhecer o passado, tendo assim segurança para viver o atual e o futuro. Esta sensação agradável deriva da facilidade de entendimento: &lt;strong&gt;tudo aquilo que pode ser entendido e linearizado nos traz mais segurança&lt;/strong&gt;. Uma cidade sem referenciais (sejam marcos históricos ou contemporâneros, monumentos, etc.) é carente de identidade, e traz por isto insegurança, dificuldades de localização, além da falta de "apego" pelo local de morada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;           &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É possível, através da preservação de exemplares autênticos, datar de forma confiável a existência de determinadas vias e sua configuração estética e social em determinadas épocas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O bem histórico é insubstituível na sua condição de documento&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É recorrente que, na atualidade, se faça amplos levantamentos históricos e fotográficos, além de séries de entrevistas orais que procuram "resgatar" a história das cidades. Desta forma, deixa-se "vestígios" e registros para posteriores pesquisas, visto que é provável a perda definitiva destas memórias e do aspecto destes prédios e lugares. Instrumentos de preservação previstos constitucionalmente, os inventários muitas vezes tem sido empregados com esta função reduzida de "deixar registros".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;           &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O mais triste de tudo é que sabemos: história escrita e interpretada é sim, importantíssima, porém, não faz parte do cotidiano da população. Assim como "a cura para o câncer" não faz parte da pauta e do dia-a-dia de todos os moradores da cidade, também o estudo da história e seus meandros é irrelevante para estas pessoas. A memória da dona Maria, de fato e infelizmente, não vai interessar de forma alguma a dona Joana.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O valor do patrimônio também reside no seu significado atual&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;           &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;E é aí que reside um dos maiores valores do patrimônio cultural material:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ele pertence sim a um mundo que já não existe, nasceu no passado - porém, &lt;strong&gt;pode fazer sentido e pode ser vivenciado no mundo presente&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;           &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A continuidade do patrimônio e sua inclusão no cotidiano da população torna possível que ele continue fazendo sentido através dos tempos, "referendando" sua própria conservação. Criando estes vínculos entre a sociedade atual e o legado pretérito, o passado passa a participar da vida cotidiana, e não apenas dos estudos históricos do meio acadêmico. Novamente relembramos que fotografias, maquetes, textos e vídeos podem ser &lt;em&gt;analisados&lt;/em&gt;, mas nunca &lt;em&gt;vivenciados &lt;/em&gt;como o patrimônio conservado em sua integridade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCFRrZWmQDI/AAAAAAAAAaE/S1ljkQb4IuY/s320/ritcher.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485755627095867442" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Uma das casas pioneiras neste padrão volumétrico, a Casa Richter é atualmente mantida de forma exemplar pelos proprietários. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr.)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A demolição de um bem histórico pela mera pressão imobiliária, apesar de uma constante, &lt;strong&gt;não pode continuar sendo encarado como rotineiro e comum&lt;/strong&gt;. O risco é o bem-estar da cidade como um todo e a fragilização de sua identidade: não apenas se perde um "belo prédio antigo", mas queima-se definitivamente uma série de informações possíveis. Perde-se, ainda, uma possibilidade de vínculo afetivo dos moradores com as raízes culturais do município.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;As casas &lt;em&gt;germânicas &lt;/em&gt;da Colônia Alemã de São Leopoldo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;(conhecidas como: casas de frontão recortado, casas de telhado simétrico, casas de sótão-frontão)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ainda inexpressivos na bibliografia existente, e com aspectos e peculiaridades ansiando um estudo completo e adequado, as casas construídas na colônia alemã no período aproximadamente compreendido entre a década de 10 e o início da década de 40, tem sido sistematicamente destruídas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCE8O2g-joI/AAAAAAAAAZM/mcXqvzunAWQ/s320/theo-elis.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485732046963641986" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Antiga sociedade Frohsin, projetada pelo arquiteto alemão Theo Wiederspahn em 1909, é prova da influência da linguagem eclética erudita na difusão de uma arquitetura da germanidade. (foto: Elis Regina Berndt/2009)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;           &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Alinhadas em certos aspectos com o ideário eclético, estas casas provavelmente foram influenciadas pela presença maciça de profissionais arquitetos e engenheiros de formação alemã na região de Porto Alegre deste período. São legítimas "construções da germanidade", &lt;em&gt;pretendiam-se&lt;/em&gt; &lt;em&gt;teuto-brasileiras&lt;/em&gt; na sua aparência. Apresentam uma inconfundível volumetria, marcada pela inclinação dos telhados (com consequente uso da área como sótão).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;           &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O deslocamento da "fachada principal", do lado maior para o lado menor, diferencia esta arquitetura da praticada em áreas de pura influência luso-brasileira. O &lt;em&gt;oitão&lt;/em&gt; do telhado é valorizado, normalmente com uso de platibandas que constituem-se um marcante frontão - lembrando algumas vezes as soluções ecléticas para meios urbanos medievais, onde a estreiteza dos lotes impossibilita um aproveitamento mais horizontal.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCE56lGgw0I/AAAAAAAAAZE/IUPMMxXBQRc/s320/di.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485729499668595522" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Um dos poucos conjuntos homogêneos ainda existentes, apesar da desfiguração de algumas partes, na Av. São Miguel de &lt;strong&gt;Dois Irmãos (RS)&lt;/strong&gt;. Em primeiro plano, a casa Konradt. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2009)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;           &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;As variações são muitas, existindo exemplares extremamente decorados - alguns com elementos eruditos, outros, com interpretações nitidamente vernaculares; e também exemplares extremamente despojados e geometrizantes, sintonizados, com algum atraso, às vanguardas européias.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;           &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Essa arquitetura relaciona-se com acontecimentos pré e pós primeira Guerra Mundial, e provavelmente, com o pangermanismo. e, praticamente, desaparece quando eclode a Segunda Guerra Mundial (e a consequente campanha maciça de nacionalização, repressão à cultura germânica e muitos outros episódios traumáticos que seguem mal contados e sempre omitidos). &lt;strong&gt;Esta "repressão nacionalista" é a provável causa do abandono moral destas casas&lt;/strong&gt;, e seu esquecimento como portadoras de um conteúdo simbólico (o germanismo) e histórico (interpretação local do eclético).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;     Os exemplares que seguem existindo, são no geral desvalorizados, desprezados em inventários e omitidos em listas de tombamentos. O poder público de cidades onde estas casas foram o "padrão" por décadas - como Campo Bom, Sapiranga, Ivoti e Novo Hamburgo - mostram-se indiferentes a sua importância, ignorando os poucos exemplares existentes e permitindo sua sumária demolição.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;     Nos poucos casos em que foram recentemente valorizados alguns exemplares, isto se deve muito mais ao seus aspectos históricos (ter sido importante entreposto comercial, como no caso da Casa Amarela de Ivoti, por exemplo) do que um real conhecimento e valorização do inegável caráter &lt;strong&gt;simbólico&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCE-SruAM1I/AAAAAAAAAZk/QYziPtPvDKU/s320/picada.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485734311808217938" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Construída em 1949 - curiosamente, pelo menos 03 anos após o "fim da arquitetura teuto-brasileira" declarada pelo arquiteto Gunter Weimer em seu trabalho Arquitetura Erudita da Imigração Alemã. Situado em Jammerthal, interior de Picada Café, este exemplar bastante tardio ilustra a penetração da volumetria e das formas deste estilo pela população em geral, sua aplicação em prédios expontâneos e a perenidade que teve em locais de menos repressão nacionalista. (Foto: Elis Regina Berndt/ Março 2010)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O berço deste patrimônio e sua destruição - Novo Hamburgo e arredores&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;           &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Segundo o historiador Jean Roche, estas casas (que numa rápida análise, denominou "casas de telhado simétrico") teriam surgido em Novo Hamburgo. A informação, sem fontes, parece se confirmar pela datação das casas ainda encontradas (e vêm aí, reforçada, a importância da preserva dos prédios como documentos): a mais antiga encontrada por nós data de 1903. Trata-se da Casa Richter, que ainda não se afasta de forma tão óbvio da arquitetura luso-brasileira, mas já apresenta uma volumetria característica. Mais tarde, com o aperfeiçoamento do padrão, os telhados se tornariam ainda mais inclinados e a presença da janela central do sótão, ainda mais pronunciada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A demolição deste legado&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;           Engana-se quem pensa que a desvalorização do patrimônio das imigrações restringiu-se ao período da campanha nacionalista da Ditadura. Muitos dos últimos e importantes exemplares deste acervo tem sido &lt;strong&gt;demolidos nos últimos anos&lt;/strong&gt;, alheios ao desenvolvimento turístico e desprezado pelos inventários culturais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCE56aa7y4I/AAAAAAAAAY8/550QPjORD4Q/s320/casa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485729496801463170" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Casa inteiramente demolida no mês de junho de 2010 no centro de Novo Hamburgo. Construída em 1915, consistia em uma das mais antigas ainda existentes deste padrão, e uma das poucas praticamente ainda intocadas por modificações posteriores. (foto: Jorge Luís Stocker Jr. / 2009)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Um dos primeiros exemplares deste padrão  foi recentemente demolido em Novo Hamburgo. A casa, cuja datação da fachada informava sua construção em 1913, considerou-se desvalorizada por seu mau estado de conservação. Sem quaisquer protestos de nenhum setor da sociedade, este inestimável patrimônio foi rapidamente demolido &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;sob acato da lei.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCFL69OOowI/AAAAAAAAAZ8/mDk5lAfRFK8/s320/moraes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485749297352712962" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Casa Moraes, nas proximidades do sítio histórico de Hamburgo Velho, inteiramente demolida no último ano. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2008)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;     Aliás, esta tem sido a característica comum aos recentes casos de dano ao patrimônio cultural em toda região: contrariando o princípio dos direitos difusos (entre eles, o interesse cultural da sociedade na continuidade destes prédios, o potencial turístico, entre outros), as demolições são &lt;em&gt;legalizadas&lt;/em&gt; e referendadas por conselhos (que infelizmente, apesar do esforço, são pressionados e engessados pelo mercado imobiliário, interesses políticos e falta de apoio das entidades), órgãos preservacionistas, e pelo próprio poder público - a quem cabe, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;constitucionalmente,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; a tutela e preservação deste patrimônio.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 202px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCE8PPDA7MI/AAAAAAAAAZU/ggxGE_CVfOM/s320/aerea.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485732053548854466" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Localização da casa demolida, em imagem de 1952. (fonte: Acervo Gilberto Winter - &lt;a href="http://www.blogger.com/www.bauderecordacoes.com.br"&gt;www.bauderecordacoes.com.br&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Com a autorização da própria lei, torna-se um ataque ao patrimônio cultural cometido a olhos vistos e acobertado pela legislação ineficiente e pela população desinteressada e ignorante de seus direitos e deveres. Ainda há quem atrasa-se no &lt;strong&gt;lento raciocínio de que constitui-se patrimônio histórico apenas os bens devidamente tombados&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Para estes, a citação abaixo poderia ser bastante esclarecedora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;É perfeitamente cabível a proteção ao bem de valor cultural, esteja ou não tombado.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Um bem pode ter acentuado valor cultural, mesmo que ainda não reconhecido ou até mesmo se negado pelo administrador. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como vimos, o tombamento é ato declaratório e não constitutivo desse valor: pressupõe esse valor; não é o valor cultural que decorre do tombamento&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Hugo Nigro Mazzilli&lt;em&gt; (“A Defesa dos Interesses Difusos em Juízo”, Ed. Saraiva, 17ª ed., SP 2004, p. 20)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCFBkG4urII/AAAAAAAAAZs/s1itD926xBk/s320/trenz.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485737909693623426" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Casa Trenz, de 1917, também foi recentemente demolida, em prejuízo da memória do município. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2008)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;As casas, que comprovavam a ligação de Novo Hamburgo com o advento deste tipo de construção, que se tornou padrão e marcou o visual de todas as colônias alemãs, simplesmente desaparecem para dar lugar a um &lt;strong&gt;prédio qualquer da rotina imobiliária&lt;/strong&gt;. Fica ferida e perpetuamente danificada, assim, a própria &lt;strong&gt;IDENTIDADE &lt;/strong&gt;do município de Novo Hamburgo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;           Comprovam esta lenta agonia outras recentes destruições: as casas Trenz,&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"&gt;Fensterseifer e Moraes, todas integrantes do Inventário provisório e inteiramente demolidas&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Constituíam-se, em alguns casos, no último testemunho histórico deste período em toda a rua ou no trecho em que se situavam e, certamente, seu desaparecimento empobrece o meio urbano do município, bem como invibiliza futuras pesquisas que procurem mapear este padrão construtivo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 224px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCFBkYtTa-I/AAAAAAAAAZ0/V3bwmd6PCGU/s320/outrA.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485737914477538274" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Casa Fensterseifer, de 1925, já em processo de demolição. Inteiramente demolida em Maio/2010. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Texto: Jorge Luís Stocker Jr.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Imagens: Elis Regina Berndt e Jorge Luís Stocker Jr.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Veja também:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;# Gunter Weimer: Arquitetura Erudita da Imigração Alemã (livro)&lt;br /&gt;# &lt;a href="http://www.panoramio.com/user/807622/tags/Front%C3%A3o%20Recortado"&gt;Fotos de casas&lt;/a&gt; com este padrão volumétrico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;ATENÇÃO!  NOSSOS ARTIGOS E IMAGENS ATUAIS &lt;span style="font-size:130%;"&gt;NÃO SÃO&lt;/span&gt; CONTEÚDO  LIVRE, E  NÃO PODEM SER REPRODUZIDOS SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-251249360868127304?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/251249360868127304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2010/06/motivos-para-preservacao-do-patrimonio.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/251249360868127304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/251249360868127304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2010/06/motivos-para-preservacao-do-patrimonio.html' title='Motivos para preservação do patrimônio e as destruições em Novo Hamburgo (RS)'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/TCFUv7czwUI/AAAAAAAAAaU/4iool341dEo/s72-c/scasa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-2959710652218397257</id><published>2010-05-14T08:37:00.022-03:00</published><updated>2010-05-17T18:07:56.745-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pesquisa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='campo bom'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotos históricas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='análise'/><title type='text'>Fotografias antigas como forma de interpretar o passado... e o Album Comemorativo de Campo Bom em 1926.</title><content type='html'>A sociedade tem mostrado um crescente interesse pelas fotografias históricas. O pitoresco dos costumes e paisagens do passado, reforçados pelo nostálgico do preto e branco ou do sépia, encantam até mesmo os menos interessados na memória cultural.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(192, 192, 192);"&gt;ATENÇÃO: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;ESTE ARTIGO&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NÃO &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  CONTEÚDO LIVRE E SÓ PODE SER REPRODUZIDO TOTAL OU PARCIALMENTE SOB  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA DOS AUTORES.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S-0_QL0cYuI/AAAAAAAAAW8/Ak4GYkhAkKc/s1600/OgAAANZ1P-A1tPaHLh8ZOzNkZGP-gD2pgJWyuS2jDIConD3in4eulpxeOPBkYXSYVaGz15RilmMAChx0eXFeFNn6sCQAm1T1ULYGzFaMBpc7ED6La0GSGyswRLrn.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 189px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S-0_QL0cYuI/AAAAAAAAAW8/Ak4GYkhAkKc/s320/OgAAANZ1P-A1tPaHLh8ZOzNkZGP-gD2pgJWyuS2jDIConD3in4eulpxeOPBkYXSYVaGz15RilmMAChx0eXFeFNn6sCQAm1T1ULYGzFaMBpc7ED6La0GSGyswRLrn.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471098669608231650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-style: italic;"&gt;Vista da  atual rua Voluntários da Pátria, no centro de Campo Bom. Encontrada no  Album Fotográfico lançado na ocasião da elevação a distrito de São  Leopoldo, em 1926.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;  (fonte: Acervo digital de Roberto Atkinson/extraído do acervo do  memorial do trem)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A imagem fotográfica histórica, que antes ficava restrita a posse de apenas uma pessoa, hoje é compartilhada por centenas de pessoas, podendo ser acessada pela internet e salva no computador, ou ainda reproduzida em cópias físicas, através de ampliação, quantas vezes for necessário.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O ônus desta facilidade é o distanciamento entre a imagem fotográfica e a informação sobre sua origem: não raro nos deparamos com fotografias sem qualquer indicação de autoria, datação, ou qualquer informação que possa ajudar a localizar o registro no tempo e espaço.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sem o acesso a estas informações, qualquer informação "lida" na imagem será deficiente, e possivelmente equivocada.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ao retratar uma sociedade completamente diferente da atual, a imagem fotográfica traz subsídios para muitos questionamentos dos quais pode-se extrair muitas informações interessantes. Mais do que apenas responder perguntas, a fotografia podem trazer novas perguntas, enriquecendo a pesquisa histórica (ou a simples reflexão).&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O mais comum, no entanto, é nos depararmos com conclusões simplórias a respeito do conteúdo das imagens. É celebrado, por exemplo, o "progresso" dos dias atuais, ao se confrontar com a precariedade das estradas ou a pobreza das construções das épocas passadas. Ou então, depreciada a arquitetura contemporânea, em oposto a um tempo onde tudo era "romântico" e a arquitetura supostamente prezava mais a estética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fotografia urbana histórica, no entanto, pode mostrar muito mais do que um 'retrato fiel' da cidade no passado ou um comparativo peculiar com a atualidade. Ela fala do que o fotógrafo pretendeu "recortar" da realidade - e no caso de álbuns oficiais ou postais, é ainda possível entender como a cidade &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;queria&lt;/span&gt; ser vista em determinada época.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A ausência de determinados elementos, ou a omissão de alguma característica, também podem ser importantes na hora de interpretar uma fotografia.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A seguir, uma pequena e despretenciosa análise de um conjunto de imagens históricas do ano de 1926. Importante ressaltar que foco das interpretações pretendidas são derivadas de uma pesquisa relativa exclusivamente à arquitetura e urbanismo da cidade. Não foram procedidas, portanto, maiores análises sociológicas, com exceção das que podem dar suporte ao tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Campo Bom e o Album fotográfico comemorativo da emancipação (1926)*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*este trecho é resumo de um capítulo da pesquisa de iniciação científica do autor, em andamento, que aborda a arquitetura da cidade de Campo Bom através das décadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o ano de 1926, a Vila de Campo Bom carecia de autonomia administrativa, sendo subordinada ao distrito de Novo Hamburgo. Considerando a eminente emancipação deste distrito, que de fato se concretizaria um ano depois, a intendência de São Leopoldo entendeu que deveria elevar Campo Bom a 10º Distrito de São Leopoldo, evitando assim que se viesse a perder mais território. Para comemorar esta elevação a distrito, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fotógrafo porto-alegrense Max Milian&lt;/span&gt; teria sido convidado a elaborar um álbum, que foi denominado “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Album Photographico de Campo Bom&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S_GpRYZ6oCI/AAAAAAAAAXE/-_rYBPylHe0/s1600/album.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 262px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S_GpRYZ6oCI/AAAAAAAAAXE/-_rYBPylHe0/s320/album.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472341138305884194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-style: italic;"&gt;Capa do Album Fotográfico lançado na ocasião da elevação a distrito de São   Leopoldo, em 1926.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;   (fonte: Acervo digital de Roberto Atkinson/extraído do acervo do   memorial do trem). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No conjunto de imagens percebe-se a clara a intenção, por parte do fotógrafo, de retratar um lugarejo pequeno, mas em acelerada expansão comercial e industrial. Esta ambivalência é explorada no álbum: sua capa retrata uma pequena casa eclética típica; imersa em meio a mata nativa, em oposição ao restante do ensaio, onde verificamos uma sucessão de casarões e prédios industriais, em áreas semi-urbanizadas. Podemos fazer uma analogia que compara a pequena casa (representando a vila de Campo Bom) e a floresta ainda virgem (simbolizando as grandes extensões de matas nativas ainda existentes na época, no meio das quais Campo Bom se localizava), visto que foi escolhida como capa do álbum.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Abre o álbum a imagem das autoridades, sub-intendente, chefe, juiz e escrivão. É curiosa a inclusão dos dois professores então atuantes, Helmut Cullmann representando a escola evangélica e a única mulher retratada, a professora Maria Zeiss representando a escola “pública”.&lt;br /&gt;A inclusão dos professores, e das duas fotos posteriores abrangendo o grupo dos alunos de ambas as instituições, parece ter a intenção de desmistificar o “isolamento sócio-cultural” das colônias alemãs, então muito criticado. A superioridade numérica da escola pública, que tinha como característica o ensino da língua nacional, reforça essa imagem de inclusão na vida social brasileira.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S_GpRx_vW0I/AAAAAAAAAXM/AACeTzltNKU/s1600/escolas.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 256px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S_GpRx_vW0I/AAAAAAAAAXM/AACeTzltNKU/s320/escolas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472341145175415618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-style: italic;"&gt;Escola  Evangélica e Escola Pública dee Campo Bom. Encontrada no    Album Fotográfico lançado na ocasião da elevação a distrito de São   Leopoldo, em 1926.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;   (fonte: Acervo digital de Roberto Atkinson/extraído do acervo do   memorial do trem). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, o álbum traz uma série de imagens urbanas do município. Apesar da visível busca pelas áreas de maior densidade de construções, não foi possível evitar o forte contraponto entre essas construções novas, em estilo eclético e de caráter muito erudito, com a falta de estrutura urbana e precariedade das vias. Fica também evidente a quantidade de espaços vazios, mesmo nas principais ruas da localidade).&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É apresentada então uma imagem individual do “Curtume e Fábrica de Calçados Vetter e Cia”. A foto certamente foi estratégica, com intenção de surpreender os que pouco esperavam de um lugarejo tão pequeno, e também como forma exacerbar a importância da indústria. O fotógrafo afasta-se da edificação e obtém um ângulo lateral, que exibe tanto a imponente fachada frontal, quanto toda a extensão lateral do prédio. É clara a pretensão de demonstrar a grandeza do prédio (e da própria atividade industrial) brotando no seio de uma comunidade que até então sequer havia sido elevada a distrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S_GpSuyOprI/AAAAAAAAAXk/GgzldBxM6VE/s1600/vetter.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 388px; height: 133px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S_GpSuyOprI/AAAAAAAAAXk/GgzldBxM6VE/s320/vetter.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472341161493309106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-style: italic;"&gt;Vista da  Fábrica de Calçados Irmãos Vetter, no centro de Campo Bom. Encontrada no    Album Fotográfico lançado na ocasião da elevação a distrito de São   Leopoldo, em 1926.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;   (fonte: Acervo digital de Roberto Atkinson/extraído do acervo do   memorial do trem). Ao lado, uma vista atual, onde vemos a fachada  'restaurada', com demolição de todo corpo da edificação (Jorge Luís  Stocker Jr/2009)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Outros prédios industriais são mostrados ao longo do álbum, todos com a mesma preocupação de retratar a “totalidade” da edificação, em uma busca por vistas quase isométricas. São apresentadas as fábricas de W. Korndoerfer e Cia (prédio ainda existente e bastante desfigurado),  a fábrica de louças e barro de F. &amp;amp; M. Blos (idem), entre outras.&lt;br /&gt;Também a contrastar com a pequenez do lugarejo, é apresentada uma fotografia da Sociedade Concórdia (hoje XV de Novembro).  O fotógrafo novamente evita uma vista frontal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S_GpSaLKA1I/AAAAAAAAAXc/9c2sqbwvv6U/s1600/residenciais.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 298px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S_GpSaLKA1I/AAAAAAAAAXc/9c2sqbwvv6U/s320/residenciais.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472341155960718162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-style: italic;"&gt;Villa Ida, Solar dos Leões e Casa de Felipe Blos, no centro Campo Bom,  retratadas no    Album Fotográfico lançado na ocasião da elevação a distrito de São   Leopoldo, em 1926.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;   (fonte: Acervo digital de Roberto Atkinson/extraído do acervo do   memorial do trem). A primeira foi demolida na década de 90, após realização do Inventário, a segunda, já bastante modificada, foi demolida em 2009. A casa de Felipe Blos, com algumas modificações, ainda resiste na Avenida Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O álbum continua, apresentando as mais importantes edificações então existentes na cidade. Continua, mesmo nas residências, a recorrência das vistas laterais, desta vez ressaltando a opulência dos elementos decorativos e das saliências e reentrâncias existentes nos palacetes ecléticos. Destacam-se a Villa Ida (e seu forte caráter germânico), o Solar dos Leões de Emílio Vetter e a Villa de Felipe Blos, todas as três ostentando balaustradas  delimitando o espaço público e privado, e evocando um ar mais “urbano” do que rural, pretendido na época. Este é outro forte contraponto às precárias estradas de chão batido de uma localidade até então muito ligada ao mundo colonial.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Também em oposição a grandiosidade das construções apresentadas individualmente nestas imagens, o álbum traz algumas poucas vistas gerais, tomadas do alto dos morros que circundam a área central de Campo Bom. Nestas, vemos que Campo Bom, apesar da imagem progressista cuidadosamente  construída pelas imagens anteriores, ainda não passava de um tímido vilarejo em meio ao campo, onde se destacava apenas a grandiosidade dos prédios da Sociedade Concórdia e da Fábrica dos Vetter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S_GpSP8-YJI/AAAAAAAAAXU/w0CGhIwKv5c/s1600/geral.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 202px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S_GpSP8-YJI/AAAAAAAAAXU/w0CGhIwKv5c/s320/geral.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472341153216880786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-style: italic;"&gt;Uma das  vistas gerais retratadas  no    Album Fotográfico lançado na ocasião da elevação a distrito de São   Leopoldo, em 1926.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;   (fonte: Acervo digital de Roberto Atkinson/extraído do acervo do   memorial do trem). Destaca-se, no lado direito, a grandiosidade do  prédio da Sociedade Concórdia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nestas vistas gerais,&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; e apenas nelas&lt;/span&gt;, poderemos distinguir algumas das construções mais antigas da localidade, vernaculares. São as casas enxaimel, ou as casinhas de alvenaria com influência luso-brasileira. Extremamente ligadas a um “passado colonial”, de dificuldades e escassez de recursos, não foram consideradas propícias a representar a nova realidade daquela comunidade. Os únicos prédios retratados que remetem a este passado colonial, são aqueles que até então conservavam sua importância social: a Escola e a Igreja Evangélica, que aliás, representam o extrato do que de mais simples é retratado neste álbum (e ousamos dizer, do que mais correspondia à realidade imediata da época, se considerarmos o que vemos nas vistas gerais. A ambientação colonial só seria completamente varrida a partir dos anos 40-50).&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S_Gt058yOXI/AAAAAAAAAXs/_wJbHnV6G7o/s1600/escolae.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 208px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S_Gt058yOXI/AAAAAAAAAXs/_wJbHnV6G7o/s320/escolae.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472346146652436850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-style: italic;"&gt;A escola evangélica, edificação mais modesta retratada Album Fotográfico lançado na ocasião da  elevação a distrito de São   Leopoldo, em 1926.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;   (fonte: Acervo digital de Roberto  Atkinson/extraído do acervo do   memorial do trem). O provável motivo de sua inclusão, é a importância social que desempenhava. Seu aspecto contraria, em partes, a imagem de cidade moderna construída ao longo do album.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo como curiosidade cultural ou histórica, comparecem as dezenas exemplares de enxaimel então existentes na cidade. Considerados “prédios precários”, frutos de tempos difíceis, jamais serviriam para forjar a imagem que agora se pretendia ‘vender’: um lugarejo em espantosa ascensão econômica.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM  AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esta imagem de prosperidade e progresso seria cultivada e ultrapassaria as décadas, se mantendo até os dias atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Texto: &lt;/span&gt;Jorge Luís Stocker Junior - acadêmico de Arquitetura e Urbanismo&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;#Agradecemos especialmente ao  amigo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Roberto  Atkinson&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;, do grupo Pró-memória de Campo Bom, pelo generoso  compartilhamento do material histórico digitalizado que possui em seu  acervo particular. Sem este apoio, a coleta de dados da pesquisa de  iniciação científica seria muito mais difícil, e em muitas etapas,  inviável. Obrigado e conte conosco também!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leia também:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;#Livro:&lt;/span&gt; Testemunha Ocular - História e Imagem. Peter Burke.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;ATENÇÃO!  NOSSOS ARTIGOS E IMAGENS ATUAIS &lt;span style="font-size:130%;"&gt;NÃO SÃO&lt;/span&gt; CONTEÚDO  LIVRE, E  NÃO PODEM SER REPRODUZIDOS SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-2959710652218397257?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/2959710652218397257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2010/05/fotografias-antigas-como-forma-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/2959710652218397257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/2959710652218397257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2010/05/fotografias-antigas-como-forma-de.html' title='Fotografias antigas como forma de interpretar o passado... e o Album Comemorativo de Campo Bom em 1926.'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S-0_QL0cYuI/AAAAAAAAAW8/Ak4GYkhAkKc/s72-c/OgAAANZ1P-A1tPaHLh8ZOzNkZGP-gD2pgJWyuS2jDIConD3in4eulpxeOPBkYXSYVaGz15RilmMAChx0eXFeFNn6sCQAm1T1ULYGzFaMBpc7ED6La0GSGyswRLrn.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-6301764463625348560</id><published>2010-03-30T00:03:00.021-03:00</published><updated>2011-08-29T15:39:19.217-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mau exemplo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='são leopoldo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arquitetura'/><title type='text'>Homenagens equivocadas</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;São Leopoldo é conhecida por ter sido o “berço da imigração alemã no sul do Brasil”. Por muito tempo, foi a sede administrativa da colônia alemã promovida pelo governo Imperial. Era de se esperar da cidade que fosse hoje uma “Alemanha” no Brasil, um pólo turístico cultural.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(192, 192, 192);"&gt;ATENÇÃO: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;ESTE ARTIGO&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NÃO &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; CONTEÚDO LIVRE E SÓ PODE SER REPRODUZIDO TOTAL OU PARCIALMENTE SOB AUTORIZAÇÃO EXPRESSA DOS AUTORES.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 229px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S7FrctQAi3I/AAAAAAAAAV4/n2rHpTSkxnM/s320/06.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454258764649630578" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Centro histórico de São Leopoldo. Ao centro, a igreja, e ao fundo, antigo Seminário Jesuíta, projetos do arquiteto alemão Grunewald (foto:Jorge Luís Stocker Jr./2008)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;Nada disso se confirma na realidade. Uma série de fatores levaram a cidade a renegar sua origem cultural – entre elas, o regime de nacionalização imposto durante a ditadura, que visava unificar a identidade brasileira. O desenvolvimento econômico obtido com o setor calçadista trouxe novas pessoas e novos meios de vida e sociabilidade, completamente diferentes do contexto cultural da imigração.&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda que a cultura germânica sempre tenha sido muito presente, percebe-se que a arquitetura urbana de São Leopoldo nos seus primórdios foi muito mais influenciada pela cultura construtiva luso-brasileira, do que pela alemã. Enquanto no ambiente rural da colônia prevaleciam as casas enxaimel construídas pelos imigrantes, na área urbana o estilo colonial português era uma constante, regido a partir de certa data por um código de posturas urbanas, assim como os vilarejos colonizados por açorianos.&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Com a evolução deste vilarejo, São Leopoldo veria surgir um conjunto arquitetônico muito conhecido, que consiste no que hoje restou do seu “centro histórico”: a praça do Imigrante, a Igreja Matriz, e o antigo Seminário, hoje pertencente à Unisinos – sendo os dois últimos, obras do conhecido “Mestre João” – o arquiteto construtor Johann Grünewald, autor também do prédio da Cúria Metropolitana de Porto Alegre, recentemente tombado.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S7Fq0N9hP8I/AAAAAAAAAVQ/hLcmBWc0OPI/s320/03.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454258069055815618" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Conjunto projetado pelo arquiteto Johann Grunewald. (foto: Jorge Luís Stocker Jr/2008)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O arquiteto de origem alemã trabalhara como assistente nas obras de restauração e conclusão das torres da catedral de Colônia, na Alemanha, e era especialista no entalhamento de pedra grês e no estilo gótico. Suas obras consistem em exemplares interessantíssimos de arquitetura  influenciada pela construtividade e estética dos edifícios góticos.&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S7Fq1BuEMPI/AAAAAAAAAVY/mxOFHcGyQ-g/s320/04.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454258082949640434" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Lateral de um dos prédios antigos da Unisinos, projetado por Johann Grunewald, antes da última pintura. Foto: Jorge Luís Stocker Jr/2008&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Para homenagear o passado é preciso conhecê-lo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dando um salto no tempo, chegamos no período atual. De olho no marketing, na tentativa de angariar fundos através do turismo de massas - com forte inspiração nos erros grotescos de Gramado - as prefeituras da região começam a promover um resgate da identidade germânica.&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Tudo parece muito bem intencionado: homenagear o passado não é, afinal, necessário?&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;O problema é que nos deparamos com projetos que negam o passado real, e o patrimônio cultural autêntico, em favor de uma construção de realidade, onde se tenta das piores formas possíveis dar sobrevida a características culturais que já não fazem sentido nos dias atuais (ou que jamais fizeram sentido. )&lt;br /&gt;Ao invés de um resgate das origens arquitetônicas do município, valorizando os prédios históricos autênticos existentes e relacionando com a cultura alemã, vemos construções novas tentando "homenagear" um passado idealizado, com um completo desconhecimento das técnicas construtivas originais e do contexto histórico da arquitetura regional. São demonstrações de vista grossa para toda a evolução da história da arquitetura desde então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A nova Prefeitura de São Leopoldo (RS)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A bola da vez é o novo projeto de Prefeitura Municipal para São Leopoldo, recentemente divulgado. A obra já encontra-se em fase de licitação, e seu aspecto visual assusta pelo completo desrespeito com a técnica construtiva enxaimel. A técnica original é reduzida a ‘estilo’, e este pretenso estilo, reduz-se ainda a meras traves diagonais agregadas à fachada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 133px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S7Fq0N3vebI/AAAAAAAAAVI/ukyqPP37kCA/s320/02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454258069031582130" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;em&gt;Uma das imagens das fachadas, divulgadas na internet (fonte: PM São Leopoldo).&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tentativa aparentemente foi de conferir ares germânicos ao prédio, homenageando uma realidade que não faz mais parte do dia-a-dia da cidade e nem da cultura da população. E como vimos anteriormente, nunca fez. O projeto se pretende 'tradicional', mas acaba afrontando os precedentes históricos da área central da cidade, antigamente caracterizada pelo colonial português e mais tarde pelo eclético influenciado por arquitetos e construtores alemães que atuaram na região.&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 160px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S7Fsqz9oUTI/AAAAAAAAAWA/thsg10Jlne0/s320/Soleopoldo-vistaunisinos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454260106481389874" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Em primeiro plano, o segundo prédio antigo da Unisinos, numa foto da década de 70. O prédio sofreu incêndio e foi inteiramente demolido ainda na década de 70, sendo este terreno o local onde se pretende construir a nova prefeitura, lado a lado com as construções históricas mais importantes da cidade. (Fonte: Album Sesquicentenário da Imigração Alemã)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, ainda, de cair o queixo o local de implantação do dito projeto: lado a lado com o conjunto histórico mais importante da cidade. A interferência nesta área seria bastante problemática apenas considerando o já caótico trânsito da avenida, e o conflito de escalas gerado pelo novo edifício, em desarmonia com o conjunto construído. Mas o descrédito conferido a este conjunto histórico (o mais importante da cidade), com a presença de um exemplar arquitetônico fazendo piada com o enxaimel, torna-se um problema apavorante.&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S7Fqzm3scdI/AAAAAAAAAVA/5c6x3TNM8E0/s1600/01.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 134px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S7Fqzm3scdI/AAAAAAAAAVA/5c6x3TNM8E0/s320/01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454258058562400722" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;em&gt;Mais imagens das fachadas, divulgadas na internet (fonte: PM São Leopoldo).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;O enxaimel foi resposta à privação do acesso a materiais básicos, como pregos. Foi a forma adequada e vernacular de se conceber a estrutura de pequenas edificações, predominantemente nas áreas rurais. Cada arquitetura pertence ao seu contexto, portanto, não há sentido em 'imitar' na forma de parque temático,  características próprias de uma época.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Afinal, por mais que se insista, não existe uma "ponte" que ligue a técnica construtiva enxaimel aos dias atuais, pois ela foi descartada já no início do século passado, quando com a chegada de novos materiais e técnicas e com a prosperidade da região. Foi abandonada em prol das construções de alvenaria, assim como estas dariam lugar ao concreto armado.&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O meio acadêmico e profissional precisa ajudar a construir a imagem das cidades&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;Sabemos que a sociedade há muito está “deseducada” pelo sucesso turístico de Gramado com deste tipo de aberrações, e com as sandices do mercado imobiliário, interessado em lucrar com arquitetura barata e utilizando o fator “tradição” como forma de vender fácil aos mais desavisados. Mas, com tantos cursos de arquitetura que estão funcionando na região, e a quantidade de profissionais da arquitetura atuando na área, ONDE está o bom senso? E o conhecimento das cartas patrimoniais, e de tantos outros tratados nacionais e internacionais envolvendo intervenção em áreas históricas? É dever da classe profissional e meio acadêmico se manifestam contra este tipo de absurdo, afinal, o conhecimento técnico da área não pode continuar limitado ao seu próprio meio.&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não podemos deixar nossas cidades adotarem estas soluções sem qualquer reflexão teórica e completamente alheios ao desenvolvimento da arquitetura contemporânea. Precisamos ser exigentes com os equipamentos públicos. São Leopoldo dará uma aula de provincianismo, se chegar a concretizar esta triste homenagem – que soa como uma verdadeira gozação com a história da cidade.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;O enxaimel teve sua importância dentro do seu ciclo histórico, e os exemplares existentes precisam ser preservados. Mas não podemos reduzir o passado a uma estética ‘temática’. Nem reduzir nosso momento atual a cópia de características antigas, sem problematização. Afinal, esse tipo de homenagem nada faz além de reduzir uma forma de construir a meros adornos de concreto ou madeira na fachada: é reduzir toda uma dimensão cultural a um mero fachadismo.&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Temos ainda a reforçar dois de nossos artigos anteriores, muito pertinentes a este caso:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dzeit.blogspot.com/2009/11/pensar-no-atual-como-legado-para-o.html"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://dzeit.blogspot.com/2009/11/pensar-no-atual-como-legado-para-o.html"&gt;&lt;br /&gt;- Pensar no presente como um legado para o futuro&lt;/a&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://dzeit.blogspot.com/2010/01/continuidade-historica-e-arquitetura.html"&gt;-Continuidade histórica e arquitetura moderna em POA&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E veja também &lt;a href="http://dzeit.blogspot.com/2009/02/museu-de-pao-em-ilopolis-rs-mostra-que.html"&gt;um exemplo de homenagem ao passado&lt;/a&gt; muito bem resolvida.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;Vale também a ressaltar que a idéia não é de forma alguma ofender pessoalmente qualquer um dos profissionais envolvidos na obra, que sequer conhecemos, e acreditamos que tiveram a melhor das intenções. A crítica de arquitetura é saudável e necessária para que haja uma produção realmente qualificada – o corporativismo profissional, que impede que exista um ambiente de crítica, tem se mostrado danoso para a qualidade da produção atual, tão carente de bons referenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscamos apenas alertar contra a gravidade do crime contra o patrimônio que será cometido caso esta Prefeitura seja construída tal e qual foi apresentada. Basta entrar em contato com as fontes mais primárias, como as conhecidas Cartas Patrimoniais, para se ter uma boa ideia de que existem convenções previamente estabelecidas. Não precisamos reinventar a roda. Se a intenção é homenagear o passado, que as construções autênticas sejam preservadas e requalificadas!&lt;p&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S7FrcFFbpII/AAAAAAAAAVw/YmVxvMdEDoc/s320/05.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454258753867850882" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;A Prefeitura Art Déco de São Leopoldo, junto ao centro histórico. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr/2008)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há tempo de elaborar uma proposta adequada a nosso tempo e respeitando o entorno histórico, empregando todo o conhecimento construído existente sobre o assunto. Que sirva de exemplo o prédio art-deco da Prefeitura Municipal atual, bastante adequado pra época em que foi concebido.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leia também:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- &lt;a href="http://www.defender.org.br/rs-projeto-apresentado-pela-prefeitura-municipal-de-sao-leopoldo-causa-polemica-no-vale-dos-sinos/"&gt;Notícia&lt;/a&gt; sobre a polêmica no site da Defender&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-Artigos &lt;a href="http://www.jornalnh.com.br/site/blogs/blog.asp?canal=19&amp;amp;ed=26&amp;amp;ct=20&amp;amp;esp=78&amp;amp;cd=252725#post2"&gt;1&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.jornalnh.com.br/site/blogs/blog.asp?canal=19&amp;amp;ed=26&amp;amp;ct=20&amp;amp;esp=78&amp;amp;cd=261693#post1"&gt;2&lt;/a&gt; do arquiteto Rafael Spindler&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-6301764463625348560?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/6301764463625348560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2010/03/homenagens-equivocadas.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/6301764463625348560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/6301764463625348560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2010/03/homenagens-equivocadas.html' title='Homenagens equivocadas'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S7FrctQAi3I/AAAAAAAAAV4/n2rHpTSkxnM/s72-c/06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-1089776950493580599</id><published>2010-02-25T18:25:00.007-03:00</published><updated>2010-02-25T21:49:10.833-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aniversário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comunicação'/><title type='text'>Die Zeit comemorando 01 ano!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S4bvKzUeZnI/AAAAAAAAAT8/vyryJOO90V4/s1600-h/01ano.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 217px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S4bvKzUeZnI/AAAAAAAAAT8/vyryJOO90V4/s320/01ano.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442300168577640050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Neste dia 26 de fevereiro, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Die Zeit&lt;/span&gt; completa seu primeiro ano no ar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só temos a comemorar o retorno que temos recebido com o blog.&lt;br /&gt;Desde que foi colocado no ar,  segundo o Analytics, o blog já recebeu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3092&lt;/span&gt; visitas únicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer pouco para os "padrões" atuais,  em relação a outros blogs e sites. Mas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não podemos esquecer a pequena aceitação que temas como arquitetura, o patrimônio cultural e a memória tem na sociedade em geral&lt;/span&gt;. E também que a temática deste blog, apesar da tentativa de abordagem 'universal' com utilização de exemplos locais, se restringe a um contexto de fronteiras geográficas bem definidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste um ano, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nos expandimos além do ambiente virtual&lt;/span&gt;. Realizamos uma&lt;a href="http://dzeit.blogspot.com/2009/06/varal-fotografico-campo-bom-legado.html"&gt; exposição fotográfica&lt;/a&gt;, fomos citados em uma &lt;a href="http://mastersuniversitaris.upc.edu/tecnologiaarquitectura/tesis/Bohn.pdf"&gt;tese de mestrado&lt;/a&gt;, nosso link está espalhado por aí!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A qualidade das visitas que recebemos, com o respectivo conteúdo dos comentários recebidos pelo blog ou e-mail, reforçam a importância da divulgação do patrimônio cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por este importante retorno dos visitantes, nos motivamos a tentar, na medida do possível, qualificar cada vez mais as abordagens e o conteúdo disponibilizado : nossa intenção não é mais apenas "mostrar" pontos interessantes, e sim &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;problematizar&lt;/span&gt; a sua importância e continuidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecemos a todos pelo incentivo dado à continuidade do blog, e que venha o próximo ano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Luís Stocker Jr.&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;Elis Regina Berndt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-1089776950493580599?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/1089776950493580599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2010/02/die-zeit-comemorando-01-ano.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/1089776950493580599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/1089776950493580599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2010/02/die-zeit-comemorando-01-ano.html' title='Die Zeit comemorando 01 ano!'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S4bvKzUeZnI/AAAAAAAAAT8/vyryJOO90V4/s72-c/01ano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-6873411854366924400</id><published>2010-02-17T19:51:00.026-02:00</published><updated>2010-02-19T08:21:08.547-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='modernismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imbé'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arquitetura moderna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='litoral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arquitetura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='praia'/><title type='text'>Memórias de veraneio – O Legado histórico-cultural do litoral gaúcho, em  Imbé (RS)</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hoje parece distante, mas houve um tempo em que para veranear no litoral gaúcho, as pessoas não se trancavam em condomínios fechados de gosto duvidoso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(192, 192, 192);"&gt;ATENÇÃO: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;ESTE ARTIGO&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NÃO &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; CONTEÚDO LIVRE E SÓ PODE SER REPRODUZIDO TOTAL OU PARCIALMENTE SOB AUTORIZAÇÃO EXPRESSA DOS AUTORES.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Imbé&lt;/span&gt; (RS), município cuja área já pertenceu à Tramandaí, teve sua área loteada muito mais tarde do que sua cidade-mãe. Ao contrário desta, que se originou de povoamento açoriano, Imbé surge de fato apenas quando o veraneio nas praias gaúchas começa a se tornar mais acessível para as classes média e média-alta.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S3x7AG1H_kI/AAAAAAAAAO8/uqdPflOlZ68/s1600-h/01.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S3x7AG1H_kI/AAAAAAAAAO8/uqdPflOlZ68/s320/01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439357691720367682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color: rgb(102, 102, 102); font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;O loteamento inicial de Imbé, com as ruas curvas, em imagem publicada em jornais da época, e em vista extraída do Google Earth.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No início anos 30, a área central de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Imbé&lt;/span&gt; ainda encontrava-se praticamente desocupada, tendo sido adquirida e rapidamente loteada. O projeto urbanístico ficou por conta do engenheiro-arquiteto Ubatuba de Faria, que buscou aplicar o conceito de cidade-jardim. A disposição das ruas  em curvas e círculos concêntricos, e a criação de eixos principais arborizados, denotam a busca por um traçado diferenciado e “moderno”.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ilustrando as contradições daquela época, marcada pela oposição &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;modernidade X tradição&lt;/span&gt;, encontramos na área central de Imbé projetos representativos de ambos os posicionamentos teóricos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Enquanto nas obras de caráter público, como o próprio traçado urbano, a sede da SAPI, Matriz católica e prédios da CORSAN prevalece uma linguagem bastante afinada com o modernismo, com aplicação de concreto armado, brise-soleil, coberturas planas e outros elementos; nas casas de veraneio particulares prevalece a evocação de ares medievais ou alpinos, num estilo que lembra muito os chalés gramadenses da mesma época.  Mesmo os jardins apresentam esta afinidade, com canteiros repletos das hortênsias que simbolizam a serra gaúcha até hoje.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S3x8ABKfuwI/AAAAAAAAAPE/cJ8skgzkKUQ/s1600-h/02.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S3x8ABKfuwI/AAAAAAAAAPE/cJ8skgzkKUQ/s320/02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439358789711018754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Exemplares de casas com inspiração &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;medieval&lt;/span&gt;, construídas em pedra. Ilustra a oposição entre as ideias modernas do traçado urbano, com a produção arquitetônica da época, grande parte ainda baseada em modelos históricos. (fotos: Jorge Luís Stocker Jr/2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Caminhar pelas ruas do loteamento inicial, é conhecer um percurso charmoso e cheio de surpresas. O clima dos anos 50 prevalece, apesar da intensa especulação imobiliária que recai sobre o local e que nos permite, estupefatos, contabilizar várias “muretas neo-medievais” ou neo-coloniais já desprovidas da respectiva casa – e também novos e enormes muros sem diálogo algum com o charme do local.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S3yDTOId91I/AAAAAAAAAQE/ckuxHHcJIjs/s1600-h/10.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S3yDTOId91I/AAAAAAAAAQE/ckuxHHcJIjs/s320/10.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439366816191084370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Muro de casinha neo-colonial/estilo missões, já demolida; e um muro recente que desfigura o conceito de cidade-jardim e encerra qualquer diálogo possível com o espaço urbano. Fotos: Jorge Luís Stocker Jr./2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As casas de pedra, apesar da falta de contexto, destacam-se pela aplicação competente da técnica construtiva, utilizando pedras inteiras como elemento estrutural, e não apenas decorativo. Grandes vãos são vencidos com arcos e sem o uso de concreto armado.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S3x-EbMS7nI/AAAAAAAAAPU/Vra7ZWPHqqQ/s1600-h/04.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S3x-EbMS7nI/AAAAAAAAAPU/Vra7ZWPHqqQ/s320/04.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439361064440622706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Dois exemplares de chalés de madeira, de diferentes épocas, ainda conservados. O primeiro com lambrequim, e o segundo, com a inscrição denominando-o Villa Iara. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ainda contabiliza-se dezenas de casinhas de madeira, algumas dotadas de preciosos lambrequins. Muitas sofrem do envelhecimento e falta de manutenção. Embora existam chalés exemplarmente bem conservados, é fácil perceber que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;este precioso conjunto, não reconhecido como tal por nenhum órgão oficial e nem mesmo pela população e veranistas,  extingue-se às claras, juntamente com o conceito que deu origem ao traçado urbano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S3x8_vEu6kI/AAAAAAAAAPM/FupXdOsGI4M/s1600-h/03.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S3x8_vEu6kI/AAAAAAAAAPM/FupXdOsGI4M/s320/03.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439359884366637634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Igreja Nossa Senhora de Fátima, com sua torre desfigurada. (foto: Jorge Luís Stocker Jr/2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Igreja de Nossa Senhora de Fátima&lt;/span&gt;, datada do início dos anos 60, parece ter se originado de um projeto modernista de boa qualidade plástica, embora não nos conste quem seja o autor. Lamentavelmente, percebe-se uma intervenção sensível na torre, com fechamento de um grande vão, supressão da cruz em alto relevo e uso de basculantes. Tal modificação tornou a torre desprovida de articulação volumétrica, trazendo grande prejuízo à percepção da importância arquitetônica da igreja e do próprio eixo visual onde está inserida.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Sede da SAPI – Sociedade Amigos da Praia de Imbé&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a sede da SAPI – Sociedade Amigos da Praia de Imbé – é sem dúvidas um dos projetos mais interessantes e marcantes do modernismo gaúcho. Apesar da atual decadência e da introdução de elementos estranhos ao projeto original, ainda é possível visualizar e reconhecer as acertadas decisões arquitetônicas e a dignidade, que somente a boa arquitetura conserva frente ao quase abandono.&lt;br /&gt;Construído no início dos anos 50, o projeto é assinado pelo arquiteto &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Luís Fernando Corona&lt;/span&gt;, co-autor do Palácio da Justiça, do edifício Jaguaribe e de muitas casas modernistas,  na cidade de Porto Alegre. O projeto foi selecionado em um concurso nacional, promovido pelo IAB, e a obra infelizmente acabou sendo concretizada com muitas adaptações e modificações no programa de necessidades, desfigurando o conceito original.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S3x_UsSty6I/AAAAAAAAAPc/fiUBr6nUp_M/s1600-h/05.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S3x_UsSty6I/AAAAAAAAAPc/fiUBr6nUp_M/s320/05.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439362443420486562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Letreiro e o volume instável da entrada principal da sede da SAPI, em Imbé. (fotos: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vemos uma linguagem de vertente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;modernista&lt;/span&gt;, com uso do concreto armado, curvas, brise soleils fixos na fachada oeste, cobertura plana, entre outros. A qualidade do projeto chama atenção: apesar das pequenas e reconhecíveis intervenções, percebe-se os espaços bem articulados, interiores riquíssimos, que trazem uma sensação espacial dificilmente experimentada em prédios deste caráter.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É possível perceber no projeto algum resquício de uma linguagem modernizante art-decó, apesar de estarem bastante diluídas no conteúdo diretamente influenciado pelo modernismo brasileiro a lá Oscar Niemeyer e Lúcio Costa.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S3yBmAvT2UI/AAAAAAAAAPs/l5W8hS2W01M/s1600-h/07.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S3yBmAvT2UI/AAAAAAAAAPs/l5W8hS2W01M/s320/07.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439364939990161730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Dois aspectos externos do prédio da SAPI: A articulação de volumes na fachada sul e o uso de brise-soleil fixo de concreto na fachada oeste. (fotos: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O prédio é construído em pedra grês (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;não nos consta se fora sempre pintada de branco como está, ou se originalmente apresentava-se nua&lt;/span&gt;); havendo elementos estruturais de concreto armado revestidos com pastilhas cerâmicas verdes quase irregulares, e que lembram muito o trabalho artístico do pai do arquiteto; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernando Corona&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na antiga entrada principal,  ainda sobrevive o letreiro em caracteres modernistas típicos da época. Um anexo, gerado por uma adição posterior no programa de necessidades, acaba desfigurando a principal visual que se obteria a partir da rua, impossibilitando a visualização do volume cilíndrico conjunta com o volume da entrada principal.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Entrando na edificação, percebemos que o ambiente provavelmente tinha contato visual direto com a área de lazer com piscinas, localizada na área externa e hoje infelizmente em ruínas; e com as quadras de tênis (estas bem conservadas e utilizadas pelos veranistas do local). Porém, o anexo anteriormente citado parece quebrar este contato, impedindo as visuais através da superfície envidraçada. Atualmente, ainda é possível perceber o cuidado em apresentar uma visual externa do volume cilíndrico correspondente ao salão/auditório.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S3yBmocPaqI/AAAAAAAAAP0/DWsgkFOJfaY/s1600-h/08.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S3yBmocPaqI/AAAAAAAAAP0/DWsgkFOJfaY/s320/08.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439364950647597730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-style: italic;"&gt;Aspecto do salão, no volume cilíndrico do prédio. (foto:Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Já o&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; salão&lt;/span&gt; chama atenção por sua riqueza espacial, correspondendo e superando a todas as expectativas criadas pelo exterior do prédio. O rebaixamento em gesso do forro, com grandes círculos luminosos, cria uma singular atmosfera “futurista” (hoje soa como, digamos, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;um futuro do pretérito&lt;/span&gt;). O pé-direito relativamente baixo e o jogo de diferentes cotas de nível, com curvaturas, enriquece ainda mais a percepção do espaço, sendo possível “absorver” a perspectiva do salão inteiro estando em qualquer ponto. A luz permeia o ambiente através das grandes aberturas dispostas em todo volume curvo.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S3yBm58FU2I/AAAAAAAAAP8/DC-JRVPIeHc/s1600-h/09.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 213px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S3yBm58FU2I/AAAAAAAAAP8/DC-JRVPIeHc/s320/09.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439364955344556898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Suaves diferenças de nível enriquecem o espaço. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As esquadrias empregadas são janelas basculantes de madeira, provavelmente adotadas como maneira de prevenir a ferrugem.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S3yBl4vJSWI/AAAAAAAAAPk/wl19Z0i8YJg/s1600-h/06.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S3yBl4vJSWI/AAAAAAAAAPk/wl19Z0i8YJg/s320/06.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439364937841985890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Dois ambientes da antiga SAPI: Entrada (vê-se o divisor de ambientes que lembra brise-soleils) e salão, com o imponente forro de gesso rebaixado(fotos: Jorge Luís Stocker Jr./2010).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Segundo informações prestadas por alguns sócios no local, o prédio foi adquirido pela Prefeitura Municipal de Imbé, e encontra-se com o salão interditado devido ao mal estado de conservação. Ao que parece a Prefeitura pretende deixá-lo em condições de uso e abrigar ali o Coral ou Orquestra Municipal.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Esperamos que a prefeitura de Imbé supere as expectativas e saiba valorizar este patrimônio de que agora detém tutela.&lt;/span&gt; Uma restauração ou mesmo reciclagem, respeitando as características originais, e prevendo novos usos e vida ao local, certamente tornariam o prédio um dos principais atrativos turísticos da cidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Texto e Imagens:&lt;/span&gt; Jorge Luís Stocker Jr.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Leia também:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.vitruvius.com.br/minhacidade/mc194/mc194.asp"&gt;- Imbé - o adeus da cidade jardim.&lt;/a&gt; J. Geraldo V. Costa [Seção Minha cidade - Portal Vitruvius]&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/18362"&gt;Tese de mestrado&lt;/a&gt; da Arquiteta Alessandra Rambo Szekut, abordando a obra de Luís Fernando Corona. Inclui detalhes e croquis do projeto original da SAPI.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-6873411854366924400?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/6873411854366924400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2010/02/memorias-de-veraneio-legado-historico.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/6873411854366924400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/6873411854366924400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2010/02/memorias-de-veraneio-legado-historico.html' title='Memórias de veraneio – O Legado histórico-cultural do litoral gaúcho, em  Imbé (RS)'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S3x7AG1H_kI/AAAAAAAAAO8/uqdPflOlZ68/s72-c/01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-3011752583741387726</id><published>2010-01-13T22:37:00.019-02:00</published><updated>2011-08-29T15:39:38.021-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='modernismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arquitetura moderna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='porto alegre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arquitetura'/><title type='text'>Continuidade Histórica e Arquitetura Moderna em Porto Alegre</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A memória está estritamente vinculada a coisas sólidas e lugares (quem nunca anotou lembretes, riscou um "x" na própria mão ou amarrou uma fitinha no dedo...?). A cidade não foge à regra. O papel dos prédios históricos é fazer esta “ponte” com o passado, gerando a agradável sensação de continuidade e proporcionando ao presente, seu verdadeiro sentido e significação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(192, 192, 192);"&gt;ATENÇÃO: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;ESTE ARTIGO&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NÃO &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; CONTEÚDO LIVRE E SÓ PODE SER REPRODUZIDO TOTAL OU PARCIALMENTE SOB AUTORIZAÇÃO EXPRESSA DOS AUTORES.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O processo “cumulativo” de épocas nas cidades &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pode&lt;/span&gt; ser muito saudável, quando há uma convivência pacífica de épocas, usos - e,  porque não?- escalas.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para garantir a sensação de continuidade, como define a palavra, é necessário que haja de fato uma&lt;span style="font-style: italic;"&gt; continuação&lt;/span&gt;. Neste caso,  não se trata de preservar única e ardorosamente a arquitetura de um passado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eleito como importante&lt;/span&gt;: apenas vernacular (como a Ouro Preto que suprimiu seu período eclético), ou apenas de uma posterior pretensa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;belle-époque&lt;/span&gt;, etc.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O surgimento no século passado de um novo conceito de morar, com a introdução de estratégias e técnicas construtivas novas dentro de projetos Art Déco/protomodernos, e a posterior “vitória” do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;movimento moderno&lt;/span&gt; no campo da arquitetura e da arte, são fases importantes para que o momento atual seja perfeitamente compreendido e vivenciado.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E a arquitetura moderna?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como exemplo ilustrativo de que a falta de cuidado e continuidade dos prédios históricos  nem sempre estão relacionados à estagnação do seu uso original, vejamos uma das mais significativas casas modernistas da cidade de Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S05y-ckPj9I/AAAAAAAAAOk/e1r7v8vtxng/s1600-h/01.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 226px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S05y-ckPj9I/AAAAAAAAAOk/e1r7v8vtxng/s320/01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426401018173689810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Casa Jorge C. D'Azevedo, na sua configuração original&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);font-size:78%;" &gt; (fonte: GOLDMAN, Carlos Henrique: projetos residenciais de Edgard Albuquerque Graeff)  &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;e na atual (Foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010). Na comparação, percebe-se a substituição das esquadrias originais, com supressão do brise soleil, em prol do uso de esquadrias simples de madeira, encontradas em qualquer loja de materiais de construção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Localizada no bairro Moinhos de Vento de Porto Alegre, a Casa Jorge C. D'Azevedo foi construída na década de 50,  projetada pelo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Arquiteto Carlos Alberto de Holanda Mendonça&lt;/span&gt;. Vemos no projeto uma criteriosa adoção dos pontos da arquitetura moderna, com uso de pilotis, brise-soleil, fachada e planta livres. O impacto visual, com inspiração na escola carioca, era gerado pelo uso de brise-soleil vertical. A ousadia de suspender uma casa sob pilotis na Porto Alegre dos anos 50, certamente a destacava dos prédios residenciais predominantes na época, a maioria inspiradas no modelo californiano de edificação neo-colonial hispânica (por aqui conhecida como “estilo missões” – &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;curiosamente, estes começam hoje a serem vistos como ‘históricos’, ao contrário dos prédios modernistas e proto-modernos da mesma época, encarados como ‘comuns’&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A manutenção desta e de outras casas, tornaria possível uma importante “ponte” com o passado, uma forma de comprovar a introdução da arquitetura moderna ao contexto porto-alegrense. Ilustra a chegada de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;um novo modo de morar&lt;/span&gt; fora do eixo Rio-São Paulo, nos anos 50; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;além de constituir-se um perfeito referencial teórico para a arquitetura gaúcha atual.&lt;/span&gt; Não fosse a lamentável mutilação que transformou este e vários outros prédios representativos para a arquitetura local, em meros produtos imobiliários.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S052WiLlfmI/AAAAAAAAAO0/jvv0LfOOayQ/s1600-h/03.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S052WiLlfmI/AAAAAAAAAO0/jvv0LfOOayQ/s320/03.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426404730532626018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Talvez o exemplar modernista mais importante do Rio Grande do Sul: Palácio da Justiça de Porto Alegre, também dos anos 50&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt; (Foto: Jorge Luís Stocker Jr.). Interessante projeto, vencedor de concurso, dos arquitetos Carlos Maximiliano Fayet e Luís Fernando Corona. Recentemente reformado sob orientação do primeiro (já falecido), de forma a atualizar para as demandas e também finalizar o projeto original, que não havia sido executado inteiramente conforme o proposto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, continuamos a buscar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;apenas&lt;/span&gt; nas obras do Niemeyer, Lúcio Costa e Cia, a essência do modernismo brasileiro. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Esquecemos de valorizar, estudar e perpetuar os exemplos locais&lt;/span&gt;, que com tanta dificuldade introduziram as inovações arquitetônicas nesta cidade.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A memória acabou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente não, pois a cidade ainda tem outros edifícios e casas que narram este período de introdução e auge da arquitetura moderna, tão profícuo em estratégias projetuais e avanços estéticos. São exemplos maiores, o Jockey Club, o Esplanada (do Arq. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fresnédo Siri&lt;/span&gt;), o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Palácio da Justiça &lt;/span&gt;(&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Luís Fernando Corona&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carlos M. Fayet&lt;/span&gt;), o Jaguaribe (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Luís Fernando Corona&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernando Corona&lt;/span&gt;), entre outros. Impossível não citar as &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aventuras&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;proto-modernas&lt;/span&gt; protagonizadas pelo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"arquiteto" auto-didata Fernando Corona&lt;/span&gt;, que escapam à rigidez teórica do movimento moderno, mas são valiosas justamente pelo toque ‘autoral’ e pela gradual introdução de elementos modernos em prédios com um pé no art-decó ou neo-colonial.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S050jo3gnJI/AAAAAAAAAOs/v-bqtyNdsUw/s1600-h/02.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S050jo3gnJI/AAAAAAAAAOs/v-bqtyNdsUw/s320/02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426402756642512018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Casa projetada nos anos 50 pelo arquiteto Fernando Corona, encontra-se bem conservada em sua originalidade. Sua estética atende à demanda por ares californianos, próprios do neo-colonial/estilo missões, ao mesmo tempo que introduz elementos modernos, como os balanços, janelas 'corridas' e muxarabis da arquitetura colonial brasileira.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;(pavimento superior, com arcos, é intervenção posterior). (Foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por sua adequação à época em que foram concebidos, estética e tecnologicamente, o legado modernista deveria servir de inspiração para muitos arquitetos atuais. Profissionais que nada mais fazem além de repetir exaustivamente a fórmula pré-concebida do que os “clientes costumam querer”. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quem sabe assim, deixaríamos de ver a construção de centenas de prédios  “sem linguagem”, meramente produtos imobiliários, que não representam nenhuma cultura, nenhum estágio tecnológico, nenhum conceito... &lt;/span&gt;Enquanto este tempo não chega, que tenhamos mais cuidado com o legado de qualidade que os períodos anteriores nos deixaram.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leia também:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;a href="http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp370.asp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp370.asp"&gt;Arquitextos:&lt;/a&gt; Escola Carioca e a Arquitetura Moderna em Porto Alegre (Luís Haas Luccas)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://books.google.com/books?id=h51dAAAAMAAJ&amp;amp;q=arquitetura+moderna+em+porto+alegre&amp;amp;dq=arquitetura+moderna+em+porto+alegre&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;cd=1"&gt;Livro&lt;/a&gt;: A arquitetura moderna em Porto Alegre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-3011752583741387726?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/3011752583741387726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2010/01/continuidade-historica-e-arquitetura.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/3011752583741387726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/3011752583741387726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2010/01/continuidade-historica-e-arquitetura.html' title='Continuidade Histórica e Arquitetura Moderna em Porto Alegre'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/S05y-ckPj9I/AAAAAAAAAOk/e1r7v8vtxng/s72-c/01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-5582540592348562170</id><published>2009-11-26T21:00:00.014-02:00</published><updated>2011-08-23T16:59:18.903-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='turismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='enxaimel fake'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nova petrópolis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alto feliz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novo hamburgo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arquitetura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gramado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contemporâneo'/><title type='text'>Pensar no atual como legado para o futuro</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(192, 192, 192);"&gt;ATENÇÃO: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;ESTE ARTIGO&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;NÃO &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; CONTEÚDO LIVRE E SÓ PODE SER REPRODUZIDO TOTAL OU PARCIALMENTE SOB AUTORIZAÇÃO EXPRESSA DOS AUTORES.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nestes tempos de decadência urbana, carrodependência, constantes mudanças e falta de referenciais, parar para pensar no meio urbano e na arquitetura como um legado para o futuro parece ser uma atitude cada vez menos comum.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este “desapego” aos espaços e ao que eles podem representar é uma das conseqüências da modernidade, e reflete-se tanto na massiva demolição do patrimônio histórico, quanto na construção de edificações sem qualquer qualidade arquitetônica. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vivemos a era do “descartável”, e a cidade não escapa à regra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A falta de reflexão teórica sobre arquitetura e a existência de planos diretores defasados, apenas preocupados com a circulação de carros e com expansão imobiliária, intensifica a decadência urbana e visual de nossas cidades. Tudo sob o ultrapassado signo do “progresso” –  que se dá  às custas das&lt;span style="font-style: italic;"&gt; sandices&lt;/span&gt; do mercado e a busca incessante por lucro fácil. Como um exemplo de mais acessível entendimento, está o trânsito confuso, até mesmo nas menores cidades.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/Sw8KjlOAs7I/AAAAAAAAAMw/MfZhs4rDO0E/s1600/futuro+A.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/Sw8KjlOAs7I/AAAAAAAAAMw/MfZhs4rDO0E/s320/futuro+A.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408553283897832370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Novo Hamburgo: Bagunça na escala da cidade, em vista destacando área do centro histórico de Hamburgo Velho. Não há uma transição harmônica de limite de alturas, deixando a torre da Igreja dos Reis Magos e o Monumento à Imigração desvalorizado, e desvalorizando as próprias torres residenciais na paisagem. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr.)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Das demolições, surgem então exemplares de uma arquitetura completamente subordinada ao que o “mercado quer”. São prédios pretensamente funcionais, com os repetitivos grandes panos de vidro para lojas comerciais, ocupação máxima de área, revestimentos repetitivos de cerâmica, enormes placas publicitárias... &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um total “não pertencimento” a nada&lt;/span&gt;, sem vínculos com a cidade em que se situa nem com qualquer ramificação da arquitetura contemporânea qualificada.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mesmo quando a intenção parece ser das melhores, vemos as conseqüências da falta de correta reflexão. Que o digam as centenas de “enxaimelóides” e “castelinhos” da Serra Gaúcha, que já contaminam as serras do restante do Brasil. Na tentativa muitas vezes inocente (e na maioria das vezes interesseira) de homenagear cultura de imigrantes, acabam por confundir tudo o que poderia valorizá-las.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/Sw8KjxnQTgI/AAAAAAAAAM4/t3O4Byg-oPY/s1600/futuro+B.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 160px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/Sw8KjxnQTgI/AAAAAAAAAM4/t3O4Byg-oPY/s320/futuro+B.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408553287224937986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Um dos últimos chalés antigos do centro de Gramado, finalmente valorizado. Será um espaço cultural/museu. Este estilo de casa era característico da região central. Em oposição, ao lado, um dos prédios atuais. Qualquer semelhança será, sem dúvidas, apenas triste coincidência. (Fotos: Jorge Luís Stocker Jr. /2008)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O turista da Serra Gaúcha encanta-se com o luxo e requinte europeu do centro da cidade, atribuindo tudo isso à cultura local de imigração alemã e italiana. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A simplicidade do autêntico legado cultural dos imigrantes, no entanto, é descartado e vilmente demolido a cada dia&lt;/span&gt;. O próprio legado imaterial desaparece sem maiores registros. Enquanto isso, o que estes espaços falsificados narram aos seus turistas?&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vejamos por exemplo o “Parque do Imigrante”, em Nova Petrópolis, que pretende-se “histórico”. E o que encontramos nele é, no mínimo, revoltante: construções centenárias em técnica enxaimel, que foram cruelmente arrancadas de seus contextos originais, no interior do município, e posteriormente reconstruídas sem uso da técnica original (basta ver os parafusos e pregos!). A construção artificial de paisagens, sem vínculo real algum, com inclusive acréscimos e mudanças no corpo das edificações, não nos  parece uma boa forma de “preservar a história”, quanto menos a memória – ainda mais sabendo-se que a última vincula-se muito facilmente aos espaços.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/Sw8KkAkx05I/AAAAAAAAANA/2qK1qDjJ5x8/s1600/futuroC.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 171px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/Sw8KkAkx05I/AAAAAAAAANA/2qK1qDjJ5x8/s320/futuroC.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408553291241083794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);font-size:85%;" &gt;Desrespeito histórico com a igreja evangélica, original da localidade de Linha Araripe. A igreja foi demolida e reconstruída no Parque Aldeia do Imigrante de Nova Petrópolis, com a invenção de uma torre “enxaimel” e de uma abside, utilizando pregos ao invés dos encaixes enxaimel. (Fotos: histórica Jornal o Diario 22.04.2009 e  Jorge Luís Stocker Jr./2008)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Já no centro das cidades da Serra Gaúcha, a profusão de edifícios novos “com estilo antigo” é intensa, todos na luta incessante pela fachada mais luxuosa e/ou exagerada. Não há qualquer relação com a técnica enxaimel original, pois os prédios tem estrutura de concreto armado. Não há sequer vinculação com a estética das estruturas originalmente praticadas na região, consequentes do local de origem dos imigrantes: estes prédios evocam paisagens suíças, ou imitam edificações bávaras/blokausse, as quais originalmente sequer existiram no Brasil. Isso quando não são prédios comuns, com aplique de trama de madeira completamente desproporcionada, gerando um conflito visual terrível. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O enxaimel, nestes casos, não passa de um “agregado” posterior à fachada, valendo-se da estética para vender um clima europeu, a ser consumido pelo turista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/Sw8KkTyEDoI/AAAAAAAAANI/VhuJcCyz8Es/s1600/futuroD.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/Sw8KkTyEDoI/AAAAAAAAANI/VhuJcCyz8Es/s320/futuroD.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408553296397078146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Típico prédio gramadense, conseqüência do consumo de paisagens artificiais pelo turismo de massas e da legislação municipal, que isenta impostos para construções deste tipo. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr/2008)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E o que será legado para o futuro, como retrato de nosso tempo, dos avanços construtivos ou mesmo estéticos? Sejamos razoáveis: este tipo de edificação, que falsifica uma técnica histórica de modo a reduzi-la a um adorno de fachada, tem algo a narrar às futuras gerações, além da decadência cultural e da falta de escrúpulos do mercado imobiliário? Há realmente alguma “continuidade” entre o enxaimel original (técnica construtiva síntese de elementos da cultura teuta com materiais e ambiente brasileiro), cujos últimos exemplares datam da década de 1910, e o enxaimelóide (adornos de fachada em concreto ou madeira) construído a partir dos anos 90?&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Neste mar de maus exemplos, felizmente encontramos, ao poucos, a consciência despertando. Já citamos anteriormente o Museu do Pão, de Ilópolis. Mas existem outros exemplos que, apesar de não embasados na cultura local como este, mostram uma visão diferenciada de arquitetura.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na cidadezinha de Alto Feliz (RS), também na Serra Gaúcha, a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vinícola Don Guerino&lt;/span&gt; descarta qualquer tentativa de inventar tradições ou falsas paisagens culturais. Quando muitas vinícolas empreendem a construção das suas sedes em forma de castelinhos pseudo-medievais, na tentativa de estabelecer ambientes que lembrem a tradição das vinícolas européias, a Don Guerino assume arquitetônicamente o que é de fato: uma vinícola nova, em busca de sua identidade própria.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/Sw8KkubtdLI/AAAAAAAAANQ/Yse_fcYKm-k/s1600/futuroE.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/Sw8KkubtdLI/AAAAAAAAANQ/Yse_fcYKm-k/s320/futuroE.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408553303551079602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;A vinícola Don Guerino, de Alto Feliz. Volumes puros, com boa articulação de texturas. (Foto: Jorge Luís Stocker Junior)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O projeto do Arquiteto Daniel Palavro toma partido da linguagem contemporânea, utilizando um volume prismático alongado e horizontal. A boa distribuição dos espaços internos, refletida em uma geometria bem resolvida, reforça a qualidade estética do prédio. A articulação de volumes e de texturas é simples, mas nada simplória.  O entorno, rodeado de morros verdes e dos vinhedos, emoldura perfeitamente sua existência, em contraste com as linhas retas.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Deixemos o patrimônio histórico da região, ainda bastante significativo por sinal, contar sua história.&lt;/span&gt; Que, aliás, o poder público de Alto Feliz tenha a sensibilidade de inventariar as edificações, e protegê-las efetivamente, pois são determinantes para a construção da identidade derivada da cultura alemã e para o potencial turístico cultural.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/Sw8LPPJgggI/AAAAAAAAANY/DPBwjHkeyB8/s1600/futuroF.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/Sw8LPPJgggI/AAAAAAAAANY/DPBwjHkeyB8/s320/futuroF.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408554033887609346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);font-size:85%;" &gt;Outro ângulo do prédio da vinícola. (Foto: Jorge Luís Stocker Junior)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E que possamos continuar construindo uma história autêntica, dando sim continuidade ao legado deixado pelo passado, mas respeitando seu limite temporal.   &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É essencial pensar no atual como um legado para o futuro&lt;/span&gt; (mesmo em época de desapego espacial, pensar nesta atitude como forma de qualificar o presente):  construindo uma arquitetura realmente vinculada ao nosso tempo, ao momento da arquitetura atual, sem falsificar a própria história que vivemos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Texto:&lt;/span&gt; Jorge Luís Stocker Jr.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Observação: O&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; texto anterior&lt;/span&gt;, relativo a destruição de uma casa histórica em Campo Bom foi temporariamente removido e deverá ser republicado em breve, complementado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;VEJA TAMBÉM:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- O &lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://dzeit.blogspot.com/2009/02/museu-de-pao-em-ilopolis-rs-mostra-que.html"&gt;bom exemplo de Ilópolis&lt;/a&gt; no desenvolvimento turístico – Museu do Pão;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.vimeo.com/7660472"&gt;Vídeo&lt;/a&gt; de visita da ASAEC à vinícola Don Guerino.&lt;br /&gt;-&lt;a href="http://www.donguerino.com.br/"&gt;Site&lt;/a&gt; da vinícola Don Guerino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-5582540592348562170?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/5582540592348562170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2009/11/pensar-no-atual-como-legado-para-o.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/5582540592348562170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/5582540592348562170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2009/11/pensar-no-atual-como-legado-para-o.html' title='Pensar no atual como legado para o futuro'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/Sw8KjlOAs7I/AAAAAAAAAMw/MfZhs4rDO0E/s72-c/futuro+A.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-6853022065965746584</id><published>2009-10-16T15:52:00.005-03:00</published><updated>2011-08-23T17:00:00.552-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hamburgo velho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='exposição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novo hamburgo'/><title type='text'>Exposição Fotográfica Hamburgo Velho, Novos Olhares</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Exposição fotógrafica busca mostrar olhares diferenciados sob o centro histórico de Novo Hamburgo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/StjBHPRqcVI/AAAAAAAAALU/i58sERfs4ec/s1600-h/HV.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/StjBHPRqcVI/AAAAAAAAALU/i58sERfs4ec/s320/HV.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393272883880030546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Divulgação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Buscando retratar parte do extenso acervo histórico que se esconde por trás das diferentes igrejas, casas, museus e demais obras arquitetônicas do mais antigo bairro de Novo Hamburgo, o grupo &lt;a href="http://www.fotochimas.com.br/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fotochimas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; apresenta a exposição: “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hamburgo&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Velho, Novos Olhares&lt;/span&gt;”. Escolhido como tema por sua relevância cultural, Hamburgo Velho foi o primeiro núcleo urbano da cidade e conserva, até hoje, um cenário bastante interessante e heterogêneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Na exposição, que será realizada de &lt;b&gt;20 de outubro a 11 de novembro&lt;/b&gt;, no Espaço Aberto, em Novo Hamburgo, poderão ser vistos os mais variados monumentos históricos e paisagens do bairro histórico. Uma sequência de 32 fotos busca lançar novos olhares sob o tema, que vem atraindo cada vez mais atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Além do centro histórico, entre os locais retratados estão prédios situados na Rua General Osório, considerada um corredor histórico-cultural da cidade.&lt;br /&gt;Com grande importância social, a Igreja Evangélica Luterana dos Reis Magos e a Igreja Nossa Senhora da Piedade também aparecem entre as imagens registradas pelas&lt;br /&gt;lentes dos oito fotógrafos gaúchos, colegas do grupo Fotochimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Criado recentemente, o Fotochimas é um grupo formado por fotógrafos profissionais e amadores do Rio Grande do Sul, interessados em compartilhar informações e conhecimentos sobre fotografia. Para isto, o grupo promove vários encontros fotográficos, além de participar dos mais variados workshops e palestras sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;i&gt;Com a exposição, pretendemos mostrar aos visitantes todo o colorido, texturas, luzes e expressões que realçam as diferentes belezas que os cercam em Novo Hamburgo&lt;/i&gt;”, afirma Graziela de Oliveira, autora de 5 das 32 fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fotógrafos participantes:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elis Regina Berndt*&lt;br /&gt;Grazi Oliveira&lt;br /&gt;Guilherme Skylwalker&lt;br /&gt;Jorge Luís Stocker Junior*&lt;br /&gt;Juliana Fleck&lt;br /&gt;Rodrigo Gressler&lt;br /&gt;Suzana da Luz&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;(*autores deste blog)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exposição: &lt;/b&gt;Hamburgo Velho, Novos Olhares&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Apresentador:&lt;/b&gt; Fotochimas – Fotografia e Amizade&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Data:&lt;/b&gt; de 20 de outubro a 11 de novembro&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Horário de visitação: &lt;/b&gt;das 9 às 18 horas&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Local:&lt;/b&gt; Espaço Aberto, Centro Cultural Albano Hartz, Calçadão de Novo Hamburgo&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Informações:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.fotochimas.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 104, 207);"&gt;http://www.fotochimas.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-6853022065965746584?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/6853022065965746584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2009/10/exposicao-fotografica-hamburgo-velho.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/6853022065965746584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/6853022065965746584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2009/10/exposicao-fotografica-hamburgo-velho.html' title='Exposição Fotográfica Hamburgo Velho, Novos Olhares'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/StjBHPRqcVI/AAAAAAAAALU/i58sERfs4ec/s72-c/HV.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-2424083296139230928</id><published>2009-08-05T15:26:00.021-03:00</published><updated>2011-12-02T17:52:49.109-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='campo bom'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mau exemplo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='demolição'/><title type='text'>Eles não estão mais entre nós</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 204, 204); font-size: 14px; font-weight: bold; "&gt;ATENÇÃO - ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDOS SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O fantasma de bens históricos significativos, demolidos num passado recente, ainda assombram o meio urbano da cidade de Campo Bom (RS)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/SnnbiY6O2vI/AAAAAAAAALE/DtGRP4Ff1IQ/s1600-h/conjunto.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 228px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/SnnbiY6O2vI/AAAAAAAAALE/DtGRP4Ff1IQ/s320/conjunto.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366561814837385970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Aspecto do centro histórico da cidade (fonte: Acervo digital / Roberto Atkinson)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Campo Bom situa-se na Região Metropolitana de Porto Alegre, conurbada com o município de Novo Hamburgo. A "Pequena Gigante do Vale", como ficou conhecida devido a prosperidade econômica, tem desde sempre crescido sem a devida reflexão sob o meio urbano.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/SnncOyeAPRI/AAAAAAAAALM/4zAORupIcQ4/s1600-h/cinema.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 231px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/SnncOyeAPRI/AAAAAAAAALM/4zAORupIcQ4/s320/cinema.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366562577612553490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Cinema Imperial, um dos bens que resistem no centro da cidade (foto: Elis Regina Berndt)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas é com assombro que verificamos uma verdadeira &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"devastação" do seu patrimônio histórico arquitetônico.&lt;/span&gt; Torna-se difícil - senão impossível - a leitura dos diferentes momentos da história do município. Observamos a destruição completa de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;todas as casas enxaimel situadas na área urbana&lt;/span&gt; (que remeteriam ao período da colonização e características rurais), de praticamente todas as casinhas ecléticas ao longo da Avenida Brasil (antiga strassendorf pela qual desenvolveu-se o núcleo inicial) e o já significativo e gradual desaparecimento das construções do início do século XX (as casas ecléticas com influência da imigração).&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Analisando o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Inventário do Patrimônio Cultural&lt;/span&gt;, realizado no ano de 1996 pelo poder público municipal, percebemos que em apenas 13 anos, a cidade perdeu uma dezena de importantes referenciais históricos.&lt;br /&gt;Apresentaremos aqui três destas edificações.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Villa Ida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/SnnVIKViU1I/AAAAAAAAAKc/w-LOVhiUKFY/s1600-h/villaida.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 215px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/SnnVIKViU1I/AAAAAAAAAKc/w-LOVhiUKFY/s320/villaida.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366554767179010898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(192, 192, 192);"&gt;Aspecto da Villa Ida (fonte: acervo digital/Roberto Atkinson)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Construída em 1924, a casa pertenceu ao proprietário da primeira fábrica calçadista do município, Gustavo  Vetter. O nome é uma homenagem a sua esposa, Ida Blauth.&lt;br /&gt;A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Villa Ida&lt;/span&gt; foi demolida, apesar de constante no inventário remetido ao IPHAE e IPHAN, deixando uma triste lacuna no conjunto histórico  antes existente no centro da cidade.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Dentro deste conjunto, encontra-se a casa de Alfredo Blos, a antiga Estação Ferroviária, o Cinema Imperial, e o prédio da Fábrica dos Vetter. Tal conjunto encontra-se hoje irremediavelmente desfigurado.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/SnnT1CkcZjI/AAAAAAAAAKM/ljJJ6nYy69I/s1600-h/conjunto-ida.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 216px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/SnnT1CkcZjI/AAAAAAAAAKM/ljJJ6nYy69I/s320/conjunto-ida.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366553339164911154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-style: italic;"&gt;Conjunto histórico do centro da cidade, hoje desfigurado pela ausência da Villa Ida e modificação da casa à esquerda. A antiga casa de Alfredo Blos e a estação ferroviária ainda existem. (Fonte: acervo digital/Roberto Atkinson)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/SnnUjcn7DsI/AAAAAAAAAKU/uHsCQJEp-gQ/s1600-h/terreno.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/SnnUjcn7DsI/AAAAAAAAAKU/uHsCQJEp-gQ/s320/terreno.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366554136432807618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-style: italic;"&gt;Aspecto atual do terreno. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Progresso?&lt;/span&gt; (Foto: Jorge Luís Stocker Jr.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Villa Julieta&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/SnnVSZK0ZzI/AAAAAAAAAKk/Qyb6djGtCYc/s1600-h/villajulieta.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 230px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/SnnVSZK0ZzI/AAAAAAAAAKk/Qyb6djGtCYc/s320/villajulieta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366554942959281970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Aspecto da Villa Ida. (fonte: Arquivo digital/Pref. Municipal)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Construída em 1931, projeto do construtor licenciado João Hilgert.&lt;br /&gt;Teria sido demolida sem autorização, pouco tempo após a conclusão do inventário.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Villa Julieta&lt;/span&gt; também fazia parte de um conjunto histórico homogêneo. No entorno imediato, analisa-se a presença da Villa Ella, Sede Social do Clube XV, Casa de Felipe Blos (ainda existentes), e os prédios da Calçados Castello na esquina em frente (completamente desfigurado por painéis publicitários) e da primeira Prefeitura, no terreno ao lado e também já demolido.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/SnnVt9HgrnI/AAAAAAAAAKs/2QqF3H6-sf8/s1600-h/villajulietaterreno.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/SnnVt9HgrnI/AAAAAAAAAKs/2QqF3H6-sf8/s320/villajulietaterreno.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366555416465550962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Aspecto do terreno, que serviu por décadas como posto de lavagem.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Progresso? &lt;/span&gt;Atualmente a construção de um prédio residencial preenche o terreno. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Casa de Pedro Blos Fº&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/SnnWO3SsSbI/AAAAAAAAAK0/yVouyM1ul54/s1600-h/pedroblosf.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 241px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/SnnWO3SsSbI/AAAAAAAAAK0/yVouyM1ul54/s320/pedroblosf.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366555981837519282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;A casa no ano de 2006, pouco tempo antes de sua demolição. (foto: Jorge Luís Stocker Jr.)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Casa eclética integrante do conjunto histórico que caracterizava o bairro Porto Blos. Seu lote tem fundos para o Rio dos Sinos. Além do prédio original, contava com a mureta e portãozinho de acesso da época. Foi completamente demolida no ano de 2007.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/SnnW2qC7PPI/AAAAAAAAAK8/eU8fTNoTxJQ/s1600-h/terrenoblos.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 239px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/SnnW2qC7PPI/AAAAAAAAAK8/eU8fTNoTxJQ/s320/terrenoblos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366556665476496626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;O terreno já vazio. Até mesmo a mureta foi demolida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Apenas as palmeiras testemunham a existência anterior da casa.  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Progresso?&lt;/span&gt; (Foto: Jorge Luís Stocker Jr.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Estes são apenas 3 dos 10 bens inventariados demolidos.Podemos perceber, analisando o total dos dez bens históricos já demolidos na área urbana, que nenhum deles deu lugar a outra construção de relevância arquitetônica, social ou econômica.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O que vemos não é o tão aclamado "progresso", mas uma devastação brutal e sem motivos.&lt;/span&gt; Afinal, os terrenos são usados hoje como postos de lavagem, estacionamentos, revendas de carros -, como se não houvessem outras áreas na cidade para abrigar tais estabelecimentos - ou mesmo continuam abandonados sem qualquer uso.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Serão esses telheiros de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;brasilit&lt;/span&gt;/&lt;span style="font-style: italic;"&gt;eternit &lt;/span&gt;ou esses terrenos baldios abandonados, o tão aclamado progresso evocado pela derrubada das casas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Veja mais:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Localização das casas com as imagens do inventário de 1996, no Panoramio do Die Zeit:&lt;br /&gt;[&lt;a href="http://www.panoramio.com/photo/26799890"&gt;1&lt;/a&gt;] Villa Ida&lt;br /&gt;[&lt;a href="http://www.panoramio.com/photo/26799944"&gt;2&lt;/a&gt;] Villa Julieta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 204, 204); font-size: 14px; font-weight: bold; "&gt;ATENÇÃO - ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDOS SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6836232307090659902-2424083296139230928?l=dzeit.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dzeit.blogspot.com/feeds/2424083296139230928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2009/08/eles-nao-estao-mais-entre-nos.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/2424083296139230928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6836232307090659902/posts/default/2424083296139230928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dzeit.blogspot.com/2009/08/eles-nao-estao-mais-entre-nos.html' title='Eles não estão mais entre nós'/><author><name>Jorge Luis Stocker Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06684078754229540629</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://2.bp.blogspot.com/-rkxw98DQHoo/TdE3OEbuXsI/AAAAAAAAApA/EFIETXJmYHk/s1600/70764_1157721573_2712877_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/SnnbiY6O2vI/AAAAAAAAALE/DtGRP4Ff1IQ/s72-c/conjunto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6836232307090659902.post-323336767381018479</id><published>2009-07-21T00:57:00.021-03:00</published><updated>2011-12-02T17:52:36.231-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mau exemplo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hamburgo velho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='demolição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novo hamburgo'/><title type='text'>Desaparece mais um capítulo de nossa história - Demolição de casa histórica em Novo Hamburgo (RS)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 204, 204); font-size: 14px; font-weight: bold; "&gt;ATENÇÃO - ESTE ARTIGO NÃO DEVE SER REPRODUZIDOS SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Após uma verdadeira novela, envolvendo demolição não autorizada, obra embargada e diversas reportagens polêmicas nos jornais, mais uma casa localizada no centro histórico de Hamburgo Velho desaparece completamente sob nossos olhares impassíveis, deixando este importante conjunto cada vez mais desfalcado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/SmVJqB_lbGI/AAAAAAAAAJk/pUXAHiwhvU4/s1600-h/inicial.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 206px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6v5AzFRiIPE/SmVJqB_lbGI/AAAAAAAAAJk/pUXAHiwhvU4/s320/inicial.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360771917892906082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102); font-style: italic;"&gt;(O vazio deixado pela demolição da casa histórica. Seu térreo, até então preservado, é intervenção posterior. foto: Jorge Luís Stocker Jr.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A casa, apesar das sucessivas reformas recebidas ao longo do tempo, tinha redobrada sua importância por encontrar-se dentro do Centro Histórico de Hamburgo Velho (delimitado pelo&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Plano Diretor&lt;/span&gt; do Município), um dos poucos sítios históricos urbanos referentes à imigração alemã existentes no Estado. Era parte integrante da paisagem urbana do bairro e inevitavelmente, entrava no conceito de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;conjunto&lt;/span&gt;, estando no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;entorno imediato&lt;/span&gt; de outras importantes construções históricas (Casa Kayser, antigo Evangelisches Stift, antiga Bier Garten e Igreja dos Reis Magos).&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:78%;"&gt;ESTE ARTIGO NÃO PODE SER REPRODUZIDO SEM AUTORIZAÇÃO EXPRESSA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como sempre, as justificativas para demolição foram das mais infundadas, envolvendo "perigo de desabamento nos pedestres", "nenhum valor histórico", "irrelevância para a históri
