quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Continuidade Histórica e Arquitetura Moderna em Porto Alegre

A memória está estritamente vinculada a coisas sólidas e lugares (quem nunca anotou lembretes, riscou um "x" na própria mão ou amarrou uma fitinha no dedo...?). A cidade não foge à regra. O papel dos prédios históricos é fazer esta “ponte” com o passado, gerando a agradável sensação de continuidade e proporcionando ao presente, seu verdadeiro sentido e significação.
ATENÇÃO: ESTE ARTIGO NÃO É CONTEÚDO LIVRE E SÓ PODE SER REPRODUZIDO TOTAL OU PARCIALMENTE SOB AUTORIZAÇÃO EXPRESSA DOS AUTORES.
O processo “cumulativo” de épocas nas cidades pode ser muito saudável, quando há uma convivência pacífica de épocas, usos - e, porque não?- escalas.
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Para garantir a sensação de continuidade, como define a palavra, é necessário que haja de fato uma continuação. Neste caso, não se trata de preservar única e ardorosamente a arquitetura de um passado eleito como importante: apenas vernacular (como a Ouro Preto que suprimiu seu período eclético), ou apenas de uma posterior pretensa belle-époque, etc.
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O surgimento no século passado de um novo conceito de morar, com a introdução de estratégias e técnicas construtivas novas dentro de projetos Art Déco/protomodernos, e a posterior “vitória” do movimento moderno no campo da arquitetura e da arte, são fases importantes para que o momento atual seja perfeitamente compreendido e vivenciado.
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E a arquitetura moderna?

Como exemplo ilustrativo de que a falta de cuidado e continuidade dos prédios históricos nem sempre estão relacionados à estagnação do seu uso original, vejamos uma das mais significativas casas modernistas da cidade de Porto Alegre.


Casa Jorge C. D'Azevedo, na sua configuração original (fonte: GOLDMAN, Carlos Henrique: projetos residenciais de Edgard Albuquerque Graeff) e na atual (Foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010). Na comparação, percebe-se a substituição das esquadrias originais, com supressão do brise soleil, em prol do uso de esquadrias simples de madeira, encontradas em qualquer loja de materiais de construção.
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Localizada no bairro Moinhos de Vento de Porto Alegre, a Casa Jorge C. D'Azevedo foi construída na década de 50, projetada pelo Arquiteto Carlos Alberto de Holanda Mendonça. Vemos no projeto uma criteriosa adoção dos pontos da arquitetura moderna, com uso de pilotis, brise-soleil, fachada e planta livres. O impacto visual, com inspiração na escola carioca, era gerado pelo uso de brise-soleil vertical. A ousadia de suspender uma casa sob pilotis na Porto Alegre dos anos 50, certamente a destacava dos prédios residenciais predominantes na época, a maioria inspiradas no modelo californiano de edificação neo-colonial hispânica (por aqui conhecida como “estilo missões” – e curiosamente, estes começam hoje a serem vistos como ‘históricos’, ao contrário dos prédios modernistas e proto-modernos da mesma época, encarados como ‘comuns’).
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A manutenção desta e de outras casas, tornaria possível uma importante “ponte” com o passado, uma forma de comprovar a introdução da arquitetura moderna ao contexto porto-alegrense. Ilustra a chegada de um novo modo de morar fora do eixo Rio-São Paulo, nos anos 50; além de constituir-se um perfeito referencial teórico para a arquitetura gaúcha atual. Não fosse a lamentável mutilação que transformou este e vários outros prédios representativos para a arquitetura local, em meros produtos imobiliários.
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Talvez o exemplar modernista mais importante do Rio Grande do Sul: Palácio da Justiça de Porto Alegre, também dos anos 50 (Foto: Jorge Luís Stocker Jr.). Interessante projeto, vencedor de concurso, dos arquitetos Carlos Maximiliano Fayet e Luís Fernando Corona. Recentemente reformado sob orientação do primeiro (já falecido), de forma a atualizar para as demandas e também finalizar o projeto original, que não havia sido executado inteiramente conforme o proposto.
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Enquanto isso, continuamos a buscar apenas nas obras do Niemeyer, Lúcio Costa e Cia, a essência do modernismo brasileiro. Esquecemos de valorizar, estudar e perpetuar os exemplos locais, que com tanta dificuldade introduziram as inovações arquitetônicas nesta cidade.
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A memória acabou?

Felizmente não, pois a cidade ainda tem outros edifícios e casas que narram este período de introdução e auge da arquitetura moderna, tão profícuo em estratégias projetuais e avanços estéticos. São exemplos maiores, o Jockey Club, o Esplanada (do Arq. Fresnédo Siri), o Palácio da Justiça (Luís Fernando Corona e Carlos M. Fayet), o Jaguaribe (Luís Fernando Corona e Fernando Corona), entre outros. Impossível não citar as aventuras proto-modernas protagonizadas pelo "arquiteto" auto-didata Fernando Corona, que escapam à rigidez teórica do movimento moderno, mas são valiosas justamente pelo toque ‘autoral’ e pela gradual introdução de elementos modernos em prédios com um pé no art-decó ou neo-colonial.
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Casa projetada nos anos 50 pelo arquiteto Fernando Corona, encontra-se bem conservada em sua originalidade. Sua estética atende à demanda por ares californianos, próprios do neo-colonial/estilo missões, ao mesmo tempo que introduz elementos modernos, como os balanços, janelas 'corridas' e muxarabis da arquitetura colonial brasileira. (pavimento superior, com arcos, é intervenção posterior). (Foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)
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Por sua adequação à época em que foram concebidos, estética e tecnologicamente, o legado modernista deveria servir de inspiração para muitos arquitetos atuais. Profissionais que nada mais fazem além de repetir exaustivamente a fórmula pré-concebida do que os “clientes costumam querer”. Quem sabe assim, deixaríamos de ver a construção de centenas de prédios “sem linguagem”, meramente produtos imobiliários, que não representam nenhuma cultura, nenhum estágio tecnológico, nenhum conceito... Enquanto este tempo não chega, que tenhamos mais cuidado com o legado de qualidade que os períodos anteriores nos deixaram.
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Leia também:
Arquitextos: Escola Carioca e a Arquitetura Moderna em Porto Alegre (Luís Haas Luccas)
Livro: A arquitetura moderna em Porto Alegre

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Pensar no atual como legado para o futuro

ATENÇÃO: ESTE ARTIGO NÃO É CONTEÚDO LIVRE E SÓ PODE SER REPRODUZIDO TOTAL OU PARCIALMENTE SOB AUTORIZAÇÃO EXPRESSA DOS AUTORES.
Nestes tempos de decadência urbana, carrodependência, constantes mudanças e falta de referenciais, parar para pensar no meio urbano e na arquitetura como um legado para o futuro parece ser uma atitude cada vez menos comum.

Este “desapego” aos espaços e ao que eles podem representar é uma das conseqüências da modernidade, e reflete-se tanto na massiva demolição do patrimônio histórico, quanto na construção de edificações sem qualquer qualidade arquitetônica. Vivemos a era do “descartável”, e a cidade não escapa à regra.
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A falta de reflexão teórica sobre arquitetura e a existência de planos diretores defasados, apenas preocupados com a circulação de carros e com expansão imobiliária, intensifica a decadência urbana e visual de nossas cidades. Tudo sob o ultrapassado signo do “progresso” – que se dá às custas das sandices do mercado e a busca incessante por lucro fácil. Como um exemplo de mais acessível entendimento, está o trânsito confuso, até mesmo nas menores cidades.
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Novo Hamburgo: Bagunça na escala da cidade, em vista destacando área do centro histórico de Hamburgo Velho. Não há uma transição harmônica de limite de alturas, deixando a torre da Igreja dos Reis Magos e o Monumento à Imigração desvalorizado, e desvalorizando as próprias torres residenciais na paisagem. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr.)
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Das demolições, surgem então exemplares de uma arquitetura completamente subordinada ao que o “mercado quer”. São prédios pretensamente funcionais, com os repetitivos grandes panos de vidro para lojas comerciais, ocupação máxima de área, revestimentos repetitivos de cerâmica, enormes placas publicitárias... Um total “não pertencimento” a nada, sem vínculos com a cidade em que se situa nem com qualquer ramificação da arquitetura contemporânea qualificada.
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Mesmo quando a intenção parece ser das melhores, vemos as conseqüências da falta de correta reflexão. Que o digam as centenas de “enxaimelóides” e “castelinhos” da Serra Gaúcha, que já contaminam as serras do restante do Brasil. Na tentativa muitas vezes inocente (e na maioria das vezes interesseira) de homenagear cultura de imigrantes, acabam por confundir tudo o que poderia valorizá-las.
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Um dos últimos chalés antigos do centro de Gramado, finalmente valorizado. Será um espaço cultural/museu. Este estilo de casa era característico da região central. Em oposição, ao lado, um dos prédios atuais. Qualquer semelhança será, sem dúvidas, apenas triste coincidência. (Fotos: Jorge Luís Stocker Jr. /2008)
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O turista da Serra Gaúcha encanta-se com o luxo e requinte europeu do centro da cidade, atribuindo tudo isso à cultura local de imigração alemã e italiana. A simplicidade do autêntico legado cultural dos imigrantes, no entanto, é descartado e vilmente demolido a cada dia. O próprio legado imaterial desaparece sem maiores registros. Enquanto isso, o que estes espaços falsificados narram aos seus turistas?
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Vejamos por exemplo o “Parque do Imigrante”, em Nova Petrópolis, que pretende-se “histórico”. E o que encontramos nele é, no mínimo, revoltante: construções centenárias em técnica enxaimel, que foram cruelmente arrancadas de seus contextos originais, no interior do município, e posteriormente reconstruídas sem uso da técnica original (basta ver os parafusos e pregos!). A construção artificial de paisagens, sem vínculo real algum, com inclusive acréscimos e mudanças no corpo das edificações, não nos parece uma boa forma de “preservar a história”, quanto menos a memória – ainda mais sabendo-se que a última vincula-se muito facilmente aos espaços.
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Desrespeito histórico com a igreja evangélica, original da localidade de Linha Araripe. A igreja foi demolida e reconstruída no Parque Aldeia do Imigrante de Nova Petrópolis, com a invenção de uma torre “enxaimel” e de uma abside, utilizando pregos ao invés dos encaixes enxaimel. (Fotos: histórica Jornal o Diario 22.04.2009 e Jorge Luís Stocker Jr./2008)
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Já no centro das cidades da Serra Gaúcha, a profusão de edifícios novos “com estilo antigo” é intensa, todos na luta incessante pela fachada mais luxuosa e/ou exagerada. Não há qualquer relação com a técnica enxaimel original, pois os prédios tem estrutura de concreto armado. Não há sequer vinculação com a estética das estruturas originalmente praticadas na região, consequentes do local de origem dos imigrantes: estes prédios evocam paisagens suíças, ou imitam edificações bávaras/blokausse, as quais originalmente sequer existiram no Brasil. Isso quando não são prédios comuns, com aplique de trama de madeira completamente desproporcionada, gerando um conflito visual terrível. O enxaimel, nestes casos, não passa de um “agregado” posterior à fachada, valendo-se da estética para vender um clima europeu, a ser consumido pelo turista.
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Típico prédio gramadense, conseqüência do consumo de paisagens artificiais pelo turismo de massas e da legislação municipal, que isenta impostos para construções deste tipo. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr/2008)
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E o que será legado para o futuro, como retrato de nosso tempo, dos avanços construtivos ou mesmo estéticos? Sejamos razoáveis: este tipo de edificação, que falsifica uma técnica histórica de modo a reduzi-la a um adorno de fachada, tem algo a narrar às futuras gerações, além da decadência cultural e da falta de escrúpulos do mercado imobiliário? Há realmente alguma “continuidade” entre o enxaimel original (técnica construtiva síntese de elementos da cultura teuta com materiais e ambiente brasileiro), cujos últimos exemplares datam da década de 1910, e o enxaimelóide (adornos de fachada em concreto ou madeira) construído a partir dos anos 90?
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Neste mar de maus exemplos, felizmente encontramos, ao poucos, a consciência despertando. Já citamos anteriormente o Museu do Pão, de Ilópolis. Mas existem outros exemplos que, apesar de não embasados na cultura local como este, mostram uma visão diferenciada de arquitetura.
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Na cidadezinha de Alto Feliz (RS), também na Serra Gaúcha, a Vinícola Don Guerino descarta qualquer tentativa de inventar tradições ou falsas paisagens culturais. Quando muitas vinícolas empreendem a construção das suas sedes em forma de castelinhos pseudo-medievais, na tentativa de estabelecer ambientes que lembrem a tradição das vinícolas européias, a Don Guerino assume arquitetônicamente o que é de fato: uma vinícola nova, em busca de sua identidade própria.
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A vinícola Don Guerino, de Alto Feliz. Volumes puros, com boa articulação de texturas. (Foto: Jorge Luís Stocker Junior)
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O projeto do Arquiteto Daniel Palavro toma partido da linguagem contemporânea, utilizando um volume prismático alongado e horizontal. A boa distribuição dos espaços internos, refletida em uma geometria bem resolvida, reforça a qualidade estética do prédio. A articulação de volumes e de texturas é simples, mas nada simplória. O entorno, rodeado de morros verdes e dos vinhedos, emoldura perfeitamente sua existência, em contraste com as linhas retas.
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Deixemos o patrimônio histórico da região, ainda bastante significativo por sinal, contar sua história. Que, aliás, o poder público de Alto Feliz tenha a sensibilidade de inventariar as edificações, e protegê-las efetivamente, pois são determinantes para a construção da identidade derivada da cultura alemã e para o potencial turístico cultural.
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Outro ângulo do prédio da vinícola. (Foto: Jorge Luís Stocker Junior)
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E que possamos continuar construindo uma história autêntica, dando sim continuidade ao legado deixado pelo passado, mas respeitando seu limite temporal. É essencial pensar no atual como um legado para o futuro (mesmo em época de desapego espacial, pensar nesta atitude como forma de qualificar o presente): construindo uma arquitetura realmente vinculada ao nosso tempo, ao momento da arquitetura atual, sem falsificar a própria história que vivemos.
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Texto: Jorge Luís Stocker Jr.
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Observação: O texto anterior, relativo a destruição de uma casa histórica em Campo Bom foi temporariamente removido e deverá ser republicado em breve, complementado.
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VEJA TAMBÉM:
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- O bom exemplo de Ilópolis no desenvolvimento turístico – Museu do Pão;
- Vídeo de visita da ASAEC à vinícola Don Guerino.
-Site da vinícola Don Guerino.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Exposição Fotográfica Hamburgo Velho, Novos Olhares

Exposição fotógrafica busca mostrar olhares diferenciados sob o centro histórico de Novo Hamburgo

Divulgação

Buscando retratar parte do extenso acervo histórico que se esconde por trás das diferentes igrejas, casas, museus e demais obras arquitetônicas do mais antigo bairro de Novo Hamburgo, o grupo Fotochimas apresenta a exposição: “Hamburgo Velho, Novos Olhares”. Escolhido como tema por sua relevância cultural, Hamburgo Velho foi o primeiro núcleo urbano da cidade e conserva, até hoje, um cenário bastante interessante e heterogêneo.

Na exposição, que será realizada de 20 de outubro a 11 de novembro, no Espaço Aberto, em Novo Hamburgo, poderão ser vistos os mais variados monumentos históricos e paisagens do bairro histórico. Uma sequência de 32 fotos busca lançar novos olhares sob o tema, que vem atraindo cada vez mais atenção.

Além do centro histórico, entre os locais retratados estão prédios situados na Rua General Osório, considerada um corredor histórico-cultural da cidade.
Com grande importância social, a Igreja Evangélica Luterana dos Reis Magos e a Igreja Nossa Senhora da Piedade também aparecem entre as imagens registradas pelas
lentes dos oito fotógrafos gaúchos, colegas do grupo Fotochimas.

Criado recentemente, o Fotochimas é um grupo formado por fotógrafos profissionais e amadores do Rio Grande do Sul, interessados em compartilhar informações e conhecimentos sobre fotografia. Para isto, o grupo promove vários encontros fotográficos, além de participar dos mais variados workshops e palestras sobre o assunto.

Com a exposição, pretendemos mostrar aos visitantes todo o colorido, texturas, luzes e expressões que realçam as diferentes belezas que os cercam em Novo Hamburgo”, afirma Graziela de Oliveira, autora de 5 das 32 fotos.

Fotógrafos participantes:

Elis Regina Berndt*
Grazi Oliveira
Guilherme Skylwalker
Jorge Luís Stocker Junior*
Juliana Fleck
Rodrigo Gressler
Suzana da Luz

(*autores deste blog)

Exposição:
Hamburgo Velho, Novos Olhares
Apresentador: Fotochimas – Fotografia e Amizade
Data: de 20 de outubro a 11 de novembro
Horário de visitação: das 9 às 18 horas
Local: Espaço Aberto, Centro Cultural Albano Hartz, Calçadão de Novo Hamburgo
Informações: http://www.fotochimas.com.br