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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Um pouco do Estilo Missões


Porta de casarão muito bem conservado em São Leopoldo (RS). Está indicado para preservação por um decreto, em um raro caso de consideração deste estilo numa listagem oficial. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr./2008)

Brega, cenográfico, exagerado, descontextualizado. Estes são apenas alguns dos adjetivos normalmente atribuídos a um estilo arquitetônico que pode ser definido por “estilo Missões”. Na mesma vertente neo-colonial também figura o “neo-colonial hispânico”, “hispano-americano” ou “espanhol”, na época conhecidos como “estilo mexicano” e “bungalows californianos”. Este misto de diferentes influências no geral busca imitar esteticamente o estilo das missões espanholas no méxico, e mais tarde, a arquitetura civil destas colônias, cujo revival teve muita difusão na Califórnia-EUA.

Frontão do Palacete Herbert Von Brixen-Montzel (1932), projetado por João Antônio Monteiro Neto, na rua Santa Terezinha 201, em Porto Alegre (RS) (Foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010).

O nome do “estilo missões” vem de sua denominação norte-americana: Missions Revival. Sua origem nos Estados Unidos remonta a década de 1890. Mais tarde o repertório visual evoluiu para o Spanish Colonial Revival, que além das missões inspirava-se também na arquitetura residencial das colônias espanholas, e até mesmo para o Pueblo Revival, que imitava construções simples dos pueblos mexicanos e que aparentemente não desembarcou por aqui.
No Brasil, difundiu-se principalmente após a contraditória década de 30, que coincidiu com o início da penetração dos ideais modernista, Art Déco e outros minoritários. O estilo teve direito até a uma versão local: o neo-colonial brasileiro, que buscava a releitura das construções tradicionais luso-brasileiras. Este, porém, teve pouca ou nenhuma penetração no Rio Grande do Sul. Talvez por influência da proximidade física e cultural com a região platina, os gaúchos adotaram as edificações chamadas à época de “mexicanas”, em detrimento a sua versão brasileira.


Exemplar em Presidente Lucena (RS) demonstra a penetração do estilo mesmo em localidades mais isoladas. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)

As edificações influenciadas por alguma vertente deste estilo marcaram a paisagem urbana residencial brasileira, pois tiveram sua época de ouro em que dominaram boa parte da produção. Porto Alegre teve bairros inteiros influenciados pelo estilo, como o Petrópolis e Vila Assunção. No segundo, até mesmo a igreja do bairro foi construída nestes parâmetros, algo relativamente raro. Em outros locais também moradias de interesse social foram construídas com esse estilo.


Igreja Nossa Senhora da Assunção, em Vila Assunção - Porto Alegre (RS), influenciada pelo estilo, mas sincretizado com os arcos góticos. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)

É patrimônio?


A oposição acadêmica ao estilo missões e suas vertentes, que impede sua patrimonialização, é fundamentada em diversos argumentos, alguns bastante plausíveis. O primeiro deles é a completa desvinculação da realidade brasileira – trata-se de um estilo onde a “maquiagem”/decoração é pensada sem aplicação das proporções e regras de composição clássicas. Isto torna o estilo missões bastante “cenográfico”, pois seu aspecto está vinculado a uma realidade cultural completamente distinta. Este argumento desqualifica a qualidade do projeto arquitetônico, que aparenta ser mero produto imobiliário, resultante de uma “moda” que carecia de vinculação com a história local.


Exemplar inventariado como patrimônio cultural em 1996 pela prefeitura, em Campo Bom (RS). Infelizmente, o inventário nesta cidade não quer dizer muita coisa, pois demolições são autorizadas sem sequer consultá-lo. De qualquer forma, mostra a preocupação em preservar esse importante período, enquanto se tinha a ilusão de que o inventário serviria para alguma finalidade. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr. / 2008)

O segundo argumento mais usado é a data de construção relativamente recente dos exemplares. Embora o estilo originalmente tenha surgido no final do séc. XIX, seus exemplares brasileiros alcançaram até o mais tardar dos anos 60. Por algum motivo, aparentemente existe sub-entendida uma data “cabalística” estabelecida pelo senso comum para proteção de patrimônio cultural – costuma-se selecionar apenas edificações anteriores a 1940. Aos poucos, felizmente, esses critérios estão sendo substituídos por uma visão mais fundamentada e baseada na história local de cada cidade.


Exemplar em Três Passos (RS). Este tipo de construção pode ser encontrado em praticamente qualquer cidade, em menor ou maior proporção. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)

E por que não?

Não iremos fazer aqui uma defesa categórica e ampla do estilo missões, pois acreditamos que mesmo a valorização desse tipo de edificação também passa pela compreensão de sua debilitada dimensão cultural. Reconhecemos a coerência dos argumentos que comprovam deficiências teóricas deste estilo, que realmente tinha uma conotação bastante cenográfica, mas acreditamos que cada caso deva ser visto com muito cuidado.

Os valores que definem um bem de interesse cultural são muitos. A definição de patrimônio cultural implica numa visão ampla, que não considere apenas os critérios de “relevância arquitetônica” (típico da análise de projeto e sua vinculação com correntes teóricas) e de “história” (típica da história positivista, que exalta grandes eventos ou personagens importantes que a edificação pode ter abrigado). Existe uma série de outros valores possíveis, como o técnico (construção com técnicas construtivas peculiares), paisagístico (formação de conjuntos ou paisagens urbanas juntamente com outros prédios ou entorno natural), funcional (edificação simbólica de um uso consagrado), social (reconhecimento popular do valor da edificação) entre outros.


Interessante residência de Pelotas (RS). (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)

O estilo missões e suas tendências representam um capítulo importante na história da arquitetura brasileira, e na própria história cultural do país. Juntamente com o Art Déco e com os outros revivals, ele marca o cenário que envolve o durante e o pós Segunda Guerra Mundial, e a adoção da cultura norte-americana como parâmetro, em detrimento aos modelos europeus típicos Beaux-Arts seguidos fielmente até então. A ampla penetração que o “bungalow californiano” teve pode de fato não relacionar-se com a história da arquitetura pretérita local, mas foi representativa de uma nova “realidade cultural” do pós-guerra onde, bem ou mal, o predomínio da indústria automobilística, do cinema holywoodiano e dos usos e costumes norte-americanos passaram a ser referência. É, juntamente com o Art Déco e o modernismo, marcante da "globalização" dos modelos de construção em todo Brasil.


Casa de veraneio típica de Torres (RS), uma das poucas que sobreviveram à pressão imobiliária. Sem proteção nem perspectivas, tem os dias contados. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2009)

Também é importante ressaltar o valor do estilo missões para a história da arquitetura e do design brasileiro. O estilo, como toda “tendência”, foi acompanhado de todo um esforço industrial para a produção de peças compatíveis com sua linguagem. A edificação era pensada em conjunto com a mureta, portão, luminárias, garagens como corpos separados, jardins, mobiliário e esquadrias específicas. O papel do arquiteto deixava de ser apenas o de projeto da edificação em si , para se extender a arquitetura de interiores e paisagismo – esse aspecto “moderno”dos estilos difundidos nos anos 30 é frequentemente ignorado e atribuído apenas ao modernismo.

Em muitas localidades, também foi o estilo missões o primeiro a introduzir uma série de inovações na construção, como o uso de concreto armado. Também ampliou a valorização da salubridade no projeto dos ambientes, propondo amplos recuos em relação aos limites do lote e da rua, a abertura de grandes janelas para circulação de ar e iluminação.

Como paisagem urbana, alguns exemplares são importantes por integrarem conjuntos homogêneos de edificações unifamiliares construídas com a mesma linguagem. A qualidade desses ambientes urbanos enquanto conjuntos não deveria ser desconsiderada, pois relaciona-se diretamente com a qualidade de vida dos bairros. Alguns elementos dessas edificações acabaram tornando-se marcos urbanos, o que é o caso principalmente de algumas torres que marcam esquinas.


Casa situada em Hamburgo Velho, sítio histórico de Novo Hamburgo (RS), determinante para o perfil heterogêneo do bairro (foto: Jorge Luís Stocker Jr. / 2011)

A inserção em sítios históricos também é importante, mesmo acompanhados de edificações de diferentes épocas, pois além de representar um período, é completamente compatível com a paisagem urbana tradicional e com o modelo tradicional de parcelamento do solo.


Pequena residência em Dois Irmãos (RS). (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2009)

Acreditamos que estas qualidades, bem como outras que podem surgir ao analisar com sensibilidade e critérios cada caso, devem ser levadas em consideração antes de simplesmente descartar edificações construídas neste estilo de inventários de patrimônio cultural. Verdades prontas não podem ser implantadas sem problematização, sob o risco de perdas irreparáveis, como já aconteceu com a arquitetura tradicional luso-brasileira e com o estilo eclético, alvos de preconceitos em diferentes períodos.

Jorge Luís Stocker Jr.

Leia também:
- SEGAWA, Hugo: Arquiteturas no brasil 1900-1990. São Paulo: Ediusp, 1999. 2ª Edição.

- WEIMER, Günter: Arquitetura Modernista em Porto Alegre entra 1930 e 1945. Porto Alegre: Unidade Editorial de Porto Alegre, 1998.

- O estilo missões em São Paulo.

- Recente liminar que proíbe demolição de um casarão neo-colonial hispano-americano em Juiz de Fora - MG - um caso raro e aparentemente único até então. Os conceitos estão mudando.

*adicionado- Conjunto de casarões que seriam demolidos pelo Colégio Santo Agostinho, alguns em estilo missões, serão tombados e restaurados em Belo Horizonte: Links: [1 | 2 | 3]. Os conceitos estão mudando mesmo!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Hoje, 17 de agosto, comemora-se o Dia Nacional do Patrimônio Histórico.

Nós, brasileiros e gaúchos, certamente temos muito a comemorar. Afinal, somos um estado plural como o Brasil e portanto, nosso patrimônio cultural é muito diversificado.

Podemos comemorar o nosso legado missioneiro, muito bem expresso pelas ruínas de São Miguel Arcanjo, declaradas patrimônio da humanidade pela UNESCO. Além delas, as dezenas de imagens religiosas esculpidas pelos índios catequizados e pelos jesuítas que nosso Estado ainda abriga .

Uma das imagens missioneiras em exposição permanente no Museu Júlio de Castilhos, em Porto Alegre (RS). (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2009)

Comemoremos, quem sabe, a imigração açoriana que completará 260 anos em 2012. Crucial para nossa identidade enquanto gaúchos, nos legou cidades históricas como Triunfo, Santo Amaro, Pelotas, Rio Pardo e tantas outras, que até hoje guardam em suas ruas a história
deste povo tão simples, receptivo e acolhedor.


Um pouco do cotidiano tranquilo da Vila de Santo Amaro, em General Câmara (RS). (foto: Jorge Luís Stocker Jr/2008)
Casarão Mendonça, em Pelotas (RS). (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)
Um pouco do conjunto histórico colonial de Triunfo (RS). (foto: Elis Regina Berndt/2008)

E o que dizer do expressivo contingente de imigrantes alemães que aqui se instalaram, a partir de 1824, na colônia imperial de São Leopoldo e posteriormente, espalharam-se por colônias particulares em todo a extensão do Rio Grande do Sul? Nosso estado abriga lugares de memória inigualáveis, como o conjunto histórico de Ivoti (RS), o conhecido Buraco do Diabo, tombado pelo IPHAN, compreendendo a Ponte do Imperador e o núcleo de casas enxaimel; e o conjunto urbano de Dois Irmãos (RS), com suas dezenas de casas históricas devidamente tombadas pela Prefeitura Municipal. E não esqueçamos a Casa Schmitt-Presser, de Novo Hamburgo, primeira residência enxaimel tombada pelo IPHAN. Fantástico exemplar de arquitetura nesta técnica construtiva.
Casa Schmitt-Presser, primeiro enxaimel tombado pelo IPHAN nos anos 80. (Foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010)
A Av. São Miguel, de Dois Irmãos (RS), apresenta uma série de casas históricas. É bastante significativa a quantidade de bens tombados pela municipalidade nesta via. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2009)

E como esquecer os imigrantes italianos, aqueles que enfrentaram os terrenos íngremes e hostis da serra gaúcha, a partir de 1870? Esta imigração nos legou um pujante setor vitivinicultor, de qualidade reconhecida internacionalmente. Indispensável lembrar a bela Antônio Prado, patrimônio nacional pelo IPHAN com suas dezenas de casarões centenários de madeira, e a recentemente tombada Santa Tereza, não por conta do valor de alguns bens históricos em particular, mas pelo conjunto harmônico que compõe sua paisagem cultural típica.

A bela paisagem urbana típica de Santa Tereza (RS). (Foto gentilmente cedida por Rene Hass)

Os casarões típicos de Antônio Prado (RS). (foto gentilmente cedida por Rene Hass).

E as imigrações polonesa, judaica, pomerana, e a população afro-descendente, que tanto moldaram nossa cultura? Entre tantas influências, eis o povo gaúcho. Representado não apenas aquele cidadão pilchado com a vestimenta fetichizada pelo MTG, mas por todos cidadãos
destas terras ao sul do Brasil, onde muitas culturas vieram somar sua contribuição a um todo que ainda pulsa e vibra.

Temos muito a comemorar, sim.

Mas infelizmente, nossa comemoração será limitada. Pois aos poucos, estes motivos para comemoração vão se esvaindo. O ritmo com que nossa diversidade cultural é valorizada ainda não acompanha, nem de longe, a velocidade com que bens insubstituíveis vão desaparecendo do nosso imaginário e das nossas cidades.
A educação patrimonial ainda é incipiente. Ofegante, corre para deter a fúria do mercado imobiliário, que deseduca e atropela diariamente referências culturais sem deixar rastros. Não consegue, e nunca vencerá sozinha e a tempo esta luta inglória.

A comemoração é, portanto, feita com tristeza e esperança.

Esperança de que, algum dia, finalmente a Prefeitura Municipal de Campo Bom (RS) reconheça a importância de sua história. Que o primeiro cemitério da imigração alemã construído no Rio Grande do Sul, hoje em ruínas, venha a ser valorizado, em reconhecimento aos imigrantes alemães ali enterrados nos primeiros anos da colonização. Que seja tombado o templo evangélico, por sua importância como marco urbano na paisagem já tão descaracterizada.
Lápides de valor inestimável estão abandonadas e sujeitas a depredação em Campo Bom (RS). (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2009)

... de que o centro histórico de Hamburgo Velho, no entorno imediato da Casa Schmitt-Presser, venha um dia a ser devidamente oficializado e tombado como sítio histórico. Que deixe de ser um corredor de passagem do trânsito em um bairro fantasma, que volte a ter vida, a pulsar cultura. Que receba um mobiliário urbano adequado à sua importância.

A Casa Kayser, enxaimel, e o antigo Evangelisches Stift/Lar da Menina, tombado e arruinado; em Hamburgo Velho, bairro de Novo Hamburgo (RS). (Foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011)

... que Ivoti se conscientize de que não é saudável relegar apenas ao núcleo de casas enxaimel tombado o papel de representar sua história. Uma série de residências e prédios históricos ainda pedem socorro pela Av. Presidente Lucena, outros muitos já sumiram, com autorização da própria administração. Outros, apesar de tombados pela municipalidade, correm o risco de perder sua ambientação devido a intervenções grosseiras no seu entorno.
Um dos remanescentes conjuntos na Av. Predidente Lucena, de Ivoti, a cada dia mais descaracterizada, com incentivo de um plano diretor permissivo e a valorização apenas do núcleo histórico afastado e desvinculado da malha urbana. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2007)

...de que São Leopoldo faça jus ao título recebido oficialmente em 2010, de Berço da Imigração Alemã no Brasil, e valorize as migalhas que sobraram de seu centro histórico realizando um inventário completo e digno. Que enfim, não aconteçam mais casos alarmantes como a infeliz construção do novo centro admnistrativo, que tristemente, segue em andamento, juntamente com a erradicação autorizada dos últimos bens culturais ao longo da rua Grande/ Independência.

Construção em andamento, substituindo um prédio Art Déco (link) que fazia conjunto com o remanescente que ainda aparece à esquerda. (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2011).

... de que a cidade de Ilópolis saiba dar prosseguimentos à ação desencadeada pelo Museu do Pão, e agilize-se para valorizar os últimos casarões autênticos que ainda guarda em seu território urbano. Eles não são apenas velhos casarões de madeira italianos, e vão bem além de potencial turístico. Eles são parte da história da população local, e sem elas, a cidade perderá seu significado.
Um dos casarões restantes na área central de Ilópolis (RS), que ainda não contam com nenhum tipo de proteção. (Foto: Elis Regina Berndt, 2008).

... de que a nossa capital Porto Alegre dê atenção especial ao seu centro histórico, tirando do abandono e depredação bens importantíssimos como o Viaduto Otávio Rocha, tombado. Mas que também não siga permitindo a demolição de bens históricos valendo-se de critérios exclusivistas e que não levam em conta a diversidade e a inserção das edificações em um conjunto.
E assim poderíamos citar uma infinidade de casos que clamam por atenção e por uma solução.
Viaduto Otávio Rocha, tombado, agoniza em Porto Alegre (RS). (foto: Jorge Luís Stocker Jr./2010).

...Enfim, as tristezas são várias, mas as esperanças são muitas. Enquanto o futuro é apenas esperança, vamos continuar desempenhando nosso humilde papel, que é utilizar a ferramenta que temos em mãos (internet) para divulgar e problematizar a continuidade do patrimônio cultural.

“Só a democracia participativa, aliada à informações e educação, poderá assegurar que as escolhas certas serão utilizadas”
(Jacques Dalibard)

A população precisa estar preparada e munida de informação para exercer sua cidadania. Dadas as condições atuais, no deserto em que predomina apenas a (des)educação promovida pelo mercado imobiliário, é impossível esperar engajamento social nesta luta.

Os problemas existem, mas precisam ser divulgados para que sejam solucionados. O patrimônio precisa ser, enfim, visto para ser apropriado pela população.

Parabéns, patrimônio cultural gaúcho.

Jorge Luís Stocker Jr.

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Veja também:

Protesto organizado pela Defender em Porto Alegre, marcando o dia Nacional do Patrimônio Cultural:
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